Blog de Escalada

Blog destinado a notícias de escalada, eventos, dicas de treinamentos, viagens
e opiniões pessoais a respeito do que cerca a escalada Brasileira e Mundial

O segundo dia do Festival de Filmes de Montanha do Rio de Janeiro teve seu último dia da parte da mostra de filmes nacionais, reservando os mais fortes concorrentes.

Em um dia em que a grande maioria dos filmes eram grandes concorrentes despertou maior interesse do público para conferir quem pode ser o melhor filme. Com isso o cinema Odeon ficou com a sua lotação máxima, existindo até mesmo pessoas sentadas no chão. O sacrifício vale para um evento que acontece uma vez por ano.

Vamos aos Filmes :
"E as vias da Lapinha?"

Seguramente um dos melhores filmes do festival. Com roteiro linear lento, e falando de dados históricos. Traçando uma linha histórica de como a escalada em Minas Gerais cresceu, e se instalou por lá. Com várias declarações de personalidades da escalada mineira, foi-se construindo toda a situação que culminou na proibição, até certo ponto arbitrária, de escalar na Gruta da Lapina.

O filme retrata também, mas de forma muito sutil, a importância da criação (e existência) de uma Federação mineira de escaladores. Mostranto de forma direta, e muito eficiente como devem agir os escaladores agora que a federação exitem. Abordou, embora de forma bem sutil, que a briga de egos entre escaladores (muitas vezes por questões de vaidade) também, colaborou para o fechamento de um dos lugares considerados o melhor de Minas Gerais.

O filme se preocupou em não possuir declarações contundentes, nem apontar culpados. Procurando uma linha imparcial, escutou todos os lados da história, e evidenciou de que por mais "bacana" que seja sair escalando, há de se estar respaldado politicamente. Principalmente por escaladores de verdade, com consciência de fazer o jogo político , sem entrar para politicagem não corporativista.

Dentre todos os vídeos, o "E as vias da Lapinha" é um dos grandes favoritos ao prêmio de melhor filme do festival. Não será surpresa para ninguém se este filme for premiado.

"Entre Nós"

Dos mesmos criadores de Uruca, a animação era aguardada com grande ansiedade, e pelo trailer muitos detalhes técnicos tinham sido melhorados pelos produtores.

Usando basante o recurso de Flashbacks, porém sem marcar o tempo (recurso muito utilizado pelo seriado "Lost"), conta a história de uma escalada de uma menina com seu pai. O pai de Luísa faz um procedimento errado, e despenca, deixando Luisa aterrorizada e pensando que seu pai morreu.

A premissa do filme foi muito simpática, porém não repetiu o mesmo êxito de Uruca. Talvez por entrar na linha dramática, deixando a comédia de lado, possa ter desagradado o público fã de "Uruca".

Acredito que não seja desta vez que a animação vá abocanhar algum prêmio. Por ter uma concorrência forte de outros filmes, este deve ficar como referência para outras animações. Ficou evidente que para um público que espera uma comédia, e de repente se depara com um drama mais profundo e angustiante, não ficou muito no gosto do público como Uruca.


"7 Dias na Favela"

O filme retrata os bastidores de um evento realizado em uma favela do Rio de Janeiro, em que pessoas desceriam de bicicleta. Foi feito uma expectativa grande do evento, porém não foi mostrato o evento em si. A preocupação foi retratar as pessoas da favela na realização do evento.

Talvez tenha sido neste ponto que o filme não apresentou nada de esportes, e sim o dia a dia de pessoas sofridas que moram na favela, e mesmo assim apresentando a felicidade de sempre dos cariocas.

O grande pecado do filme, na minha opinião, foi mesmo o fato de que não houve ação, ou seja o esporte propriamente dito. A criação da espectativa deste talvez tenha decepcionado o público, e deixado o filme com cara de incompleto.

Não é favorito a ganhar nenhuma categoria na minha opinião. Mas talvez pela edição muito bem feita ganhe algum prêmio técnico.

"XC-Open World Series 2009 - Mundial de Paragliding"

O filme retrata os bastidores de um mundial de parapente na cidade de Araxá em Minas Gerais.

Os produtores dos filmes cometeram os mesmos pecados do filme de alta montanha do dia de ontem. Fizeram um filme editado para somente os amigos e parentes ver, e não um público não conhecedor do esporte nem de como foi uma competição.

Com uma edição com efeitos um pouco amadores e que se assemelhavam aos efeitos do PowerPonint do Windows conseguiu ser, mesmo com poucos minutos, se tornar maçante a quem assistia.

O ponto positivo foi mostrar como a natureza de Araxá é exuberante, e que merece atenção de vários praticantes de esportes de natureza. As imagens mostradas foram muito bonitas da região e deveria ter tido mais atenção dos produtores do que algumas questões colocadas no vídeo.

"Dias de Tempestade"

O filme retrata de forma documental, e sem narrador, a epopéia de tres escaladores que foram conquistar uma via no inóspito Monte Roraima, no extremo norte do Brasil.

Após a exibição do filme, que conta a aventura de Eliseu Frechou, Márcio Bruno e Fernando Leal na abertura de uma via no Monte Roraima foi de encher os olhos e qualquer escalador. Mesmo que uma pessoa não ligada ao esporte pode acompanhar toda a aventura pelas imagens feitas em HD.

Ao final do filme, tamanho o impacto das imagens, o público do cinema ovacionou o filme, por duas vezes, e não serie exagero dizer que foi aplaudido de pé por todos. Uma reação que, após quatro edições de Festival de Filmes de Montanha do Rio de Janeiro, não vi igual.

Somente por esta reação fica desnecessário dizer que "Dias de Tempestade" é franco favorito para levar o título de melhor filme pelo público.

Retratando de forma linear, com roteiro bem escrito, iniciado por declarações pessoais de cada participante da aventura, e sem muitos efeitos especiais de edição, o filme retrata de forma crua como é a escalada de expedição. Pode-se acompanhar de forma bastante explícita o entusiasmo dos escaladores ser tomado pelo cansaço e esgotamento de cada um dos paticipantes até chegar no cume.

Um filme obrigatório para toda e qualquer pessoa que se vangloria de fatos isolados na escalada, e esquece muitas vezes como é amplo o universo de montanha. Retratado pelo filme, a realidade de lidar com escorpiões, chuvas torrenciais, salto de helicóptero, serpentes e pedras soltas , somente em filmes de produção hollywoodiana se pensaria em tantas "roubadas" seguidas.

Na minha opinião, junto com o "E as vias da Lapinha" é um dos grandes favoritos ao prêmio especializado e de público.

"Platô"

A produção do filme retrata de maneira bem direta a escalada no "Platô da Lagoa". Um local polêmico por possuir "agarras cavadas", que era uma prática utilizada a muitos anos atrás, e expressamente condenada nos dias de hoje.

O filme retrata escaladores dialogando sobre o local, e principalmente sobre a utilização ou não das vias de agarras cavadas.

O filme foca muito o lado filosófico da zona de escalada, e mostra que há muitos pontos e vertentes filosóficas sobre este assunto. Uma discussão que , com certeza, vai muito além de um simples filme.

Com edição de imagens de excelente qualidade, efeitos especiais discretos e elegantes evidencia que a produção de vídeos de escalada no Rio de Janeiro já possui uma linguagem e identidade próprias.

Apesar de ter ótimos closes, e imagens e entrevistas de extremo bom gosto, por possuir grandes concorrentes como "Dias de Tempestade" e "E as vias da lapinha" deve abocanhar apenas premiações técnicas.

Porém tal fato não diminui a qualidade do filme, sendo dos filmes cariocas um dos que mais me impressionou pela maturidade tanto de edição de imagens, quanto de roteiro. A qualidade mostrada somente vi em filmes vindos da Europa, que possui linguagem mais humanista da escalada (focando a vida, e sentimento, de escaladores e não as cadenas) do que a americana (focada na vitória do ser humano sobre a natureza).

A única nota triste de todo o evento de ontem ficou por conta de frequentadores que de maneira irresponsável e puzilânime ficaram fumando durante a exibição dos filmes. Algo realmente desnecessário, e que mostra o despreparo de muitas pessoas em viver em sociedade.

Fica a pergunta para quem ainda insiste em andar na contramão e, ainda por cima, prejudicar a imagem de um evento como o Festival de Filmes de montanha : Era realmente necessário? Porque não ficou em casa?

Ontem se iniciou o Festival de Filmes de Montanha do Rio de Janeiro.

Todos os filmes foram exibidos como de praxe no Cinema Odeon, que é um cinema muito "cool", e um dos mais charmosos da cidade do Rio de Janeiro.

Logo na recepção para pegar a credencial para assistir aos filmes notava-se um toque de sutileza e elegância com TODOS os posteres da mostra enquadrados expostos. Mostrando que 10 edições se passaram e em como a evolução da comunicação visual acompanhou esta evolução.

Apesar de especular-se de que estaria um pouco vazio, por ser apenas filmes brasileiros, e alguns supostamente amadores, o cinema estava cheio. Faltou muito pouco para estar lotado. Como de sempre o público da parte superior do cinema é o mais ruidoso, e o mais participativo do evento. Sobrando para todos os filmes vaias, urros, aplausos, risos, e etc... Sempre um espetáculo à parte, e ótimo termômetro de saber como o vídeo está agradando.

Vamos aos filmes de ontem :
"Viajantes radicais, pelo caminho de Lévi-Strauss"

Um Excelente Documentário sobre a reconstituição do percurso de pesquisa do filósofo francês Lévi Strauss.

O filósofo também é responsável pela criação e desenvolvimento da USP e em toda a filosofia de ensino que por lá ainda existe. O filme muito bem narrado e editado não houve um foco muito grande em esportes, se restringindo em algumas cenas.

O foco principal do filme foi mesmo as fotos e impressões do filósofo. Talvez por não focar muito em esporte, e sim contar em como pode ter sido para um europeu ver índios selvagens e natureza exuberante.

Não acredito que o vídeo vá ganhar o festival. Por ser realizado por uma emissora de tv, contou com aquele caráter mais descritivo, focando sempre na história do filósofo, mas nunca nos esportes.

Houve alguns mapas mostrados do caminho percorrido, porém pecou um pouco em descrever dados de como chegar e como (e com quem) aproveitar mergulhos em caverna ou até mesmo raftting na amazônia.

Para saber mais sobre as notas que na minha opinião cada filme merece, estão todas no twitter : http://twitter.com/kleternman

"Bolívia - Política, Cultura e Montanhismo"

O filme retrata o dia a dia de escaladores em uma escalada de Alta Montanha. O vídeo de aproximadamente 18 minutos focou vários aspectos da Bolívia : cultura, cidades e política.

O início que esclarecia como está a política pareceu que iria entrar em uma verdadeia explanação de política, porém os autores optaram por apenas mostrar uma ponta do problema sem se aprofundar.

Como curioso que sou fiquei com vontade de saber mais, e var mais entrevistas. Acredito que haja até mais material com os produtores, mas pela duração do programa, deve ter sido suprimido.

Toda a descrição da escalada, com ataque ao cume careceu de uma explicação mais profunda, assim como houve uma ausência do período de preparação para este tipo de escalada.

Acredito que com esta abordagem seria mais interessante, e até mesmo possibilitaria um vídeo mais longo que mostrasse vários aspectos de quem por ventura se interessaria em realizar.

Algo a se observar é a obsessão dos produtores em a cada 5 minutos fazer uma pessoa local, ou até mesmo eles mesmos falarem o nome da produtora "Casca Grossa", que na minha opinião chega a ficar por vezes fora até mesmo de contexto. algo que poderia facilmente ser suprimido, e ser elegantemente planejado em alguns pontos do filme.

Porém apesar do filme ter sido bom, não acredito que este ano a produtora conseguirá repetir o sucesso de 2008 quando arrebatou o prêmio de melhor filme pelo público. Apesar do filme ser de boa qualidade, na minha opinião faltou um "que" que o fizesse tão atrativo.

Muitos comentários das pessoas ao sair do cinema, comentavam a baixa qualidade das imagens, que evidenciava que a câmera usada não era dos modelos de última geração, o que obviamente será corrigido pelos produtores em outros vídeos elaborados, pois de 3 anos para cá a qualidade de câmeras de filmar digitais evoluiu muito.

"Woodsy"

O filme retrata o estilo de vida de um americano que vive fora do sistema. Vivendo, muitas vezes na ilegalidade, acampando em parques e locais de natureza nos EUA.

Um filme muito interessante, mas se parece mais com o tipo de filmes que se vê aos montes pelo Vimeo. Aliado a este detalhe fica o fato de que o filme era totalmente americano. E em um festival de filmes brasileiros.

De longe não será um filme que ganhará prêmios, mas de qualquer maneira é um bom video para se ver e meditar em tudo que temos e tudo que precisamos.

No filme porém não se explica de onde sai o dinheiro da pessoa para comprar os equipamentos, as roupas, as barracas e etc...

Pois por mais que ele esteja fora do sistema, alguém tem de pagar por tudo aquilo que ele estava fazendo. Inclusive pagar fianças (que ele diz ter pago) quando é preso.

"Tupungato - acima dos 6 mil"

O filme conta a aventura de alguns amigos para se fazer uma alta-montanha próximo ao Aconcágua. Tudo realizado em 2005.

O filme é muito interessante, porém por não ter tido o roteiro muito trabalhado, e por vezes soar muito como um filme feito a mostrar apenas a amigos próximos, não é muito interessante para se ganhar um festival de filmes de montanha.

Por não ter trabalhado muito no roteiro, e optado por aproveitar TODO e qualquer material filmado na filmagem origina, ficou muito longo e tornando maçante e repetitivo ao longo de seus 44 minutos.

Aos produtores fica a dica de trabalharem mais o roteiro, focando sempre mais nos escaladores, e em seu histórico, seus desejos e suas expectativas. Assim como a preparação.

Porém, as fotografias mostram uma grande qualidade do fotógrafo, e poderiam ocupar uma parte maior do filme devido à sua qualidade. Não é grande favorito a ganhar a categoria de melhor filme, mas pode ganhar em alguma categoria técnica.

"Slack Brasil"

Vídeo que retrata os principais apreciadores do "Slack Line" na cidade do Rio de Janeiro.

O filme é de uma beleza fotográfica imensa. Mostra em vários locais do Rio de Janeiro pessoas praticando este esporte relativamente novo, assim como imagens muito impressionantes de praticantes nos "Natural Games" realizado na França.

Um filme obrigatório para todo e qualquer praticante de "Slack", e uma verdadeira fonte de inspiração para manobras.

É um filme bem leve, e um excelente cartão postal da Cidade do Rio de Janeiro. Com uma fotografia belíssima e uma descrição de uma pessoa que vive intensamente a cidade.

Não acredito que alguém que veja este vídeo não fique com vontade de : ou conhecer a cidade ou praticar slack line.

Muito provavelmente deve ganhar o prêmio de melhor fotografia, ou edição. Na minha opinião corre por fora para ganhar como melhor filme na escola do público.

"Surf nas Montanhas"

Vídeo que retrata da influência do "surf de montanha" na cidade de Visconde de Mauá, na estado do Rio de Janeiro.

O filme retrata de forma documental, e muito bem editado, como foi o desenvolvimento do esporte chamado de "surf de montanha".

Porém ao se assistir ao filme fica evidente que e apenas um nome mais elaborado para skate off road. Uma pancha de skate com rodas pneumaticas e grandes descendo a montanha, seria o termo mais apropriado.

Com várias imagens de várias manobras lembrou, e muito, todos os filmes documentais de skate. O filme também se inspirou, e muito, no filme "Dogbowl - onde tudo começou" que é um dos melhores filme de skate dsponíveis.

Acredito que o filme não irá abocanhar nenhum prêmio, pois olhando à luz da razão é um filme que mais apresenta o esporta para quem já é praticante de skate.

Para o público alvo do festival que são escaladores, e amantes da montanha foi um pouco tedioso, apesar do filme ser muito bem feito em termos técnicos.



Para acompanhar a transmissão ao vivo de cada detalhe, assim como as notas pessoais a cada filme veja no twitter.

Denunciado insistentemente por este blog, e por vários blogs da própria Argentina, um brasileiro, conhecido por desrespeitar tudo, e atodos em janeiro de 2009 despejou solvente de tinda em um pedaço do local de escalada chamado de Valle Encantado.

"Coincidentemente" após este ato que retrata o quanto a pessoa possui total e irrestrita desconsideração com a escalada, e consequentemente com os escaladores, o proprietário expulsou todos do local com a desculpa de cortar madeiras.

No verão de 2010 também fechou o local, e estes dias o site "Acceso Sur" comunicou que os DOIS lados da zona de escalada conhecida como Valle Encatado estará fechado para atividades de escalada. Sem exceções.

Portanto todas as pessoas que estavam planejando ir escalar no melhor local de escalada da América do Sul, com um grande incentivo de um escalador puzilânime acostumado a poluir por onde passa (coisa que já andou praticando na Serra do Cipó), está fechado a toda comunidade sulamericana (e porque não mundial) a ter um acesso a um local de escalada único e de excepcional qualidade.

Mais um local que foi fechado por pura e simplismente uma atitide de total desprezo pela natureza, das pessoas que escalam. Sugiro a quem ainda abriga e cultiva amizade deste puzilânime leia o site e se divirta calculando a quantidade de pessoas (incluindo a da Argentina) que irão ficar sem poder escalar por lá este ano.

Este ano ainda tem um detalhe bem cruel : até mesmo do lado da estrada, onde não havia proibição, este ano estará proibido. Ponto para os cretinos que jogam solvente em rio e ainda ficam sem a devida punição.

Mais detalhes : http://accesosur.org/?p=424

Muitas pessoas já devem ter se perguntado como é a fantástica máquina que faz as cordas dinâmicas que usamos no dia dia de uma escalada em rocha (com exceção de boulder é claro, que usa crash pad, e que não achei nenhum vídeo ainda).

Neste vídeo muito divertido de Joe Kinder, em que aparece até mesmo Chris Sharma pode-se ter uma idéia que não é tão simples quanto parece a produção de uma corda.

Para quem gosta de ver os "bastidores" de cada material, o vídeo abaixo é imperdível!

Sterling Rope Factory Visit 2010 from Joey Kinder on Vimeo.

No início do ano de 2010 houve um grande frisson na escalada brasileira.

Pela primeira vez houve uma iniciativa de se fazer um calendário somente de garotas escaladoras. Para que muitos escaladores pudessem comprar, e babar durante todo o ano.

Os organizadores da idéia se aperfeçoaram, a apostaram em refazer a idéia de um calendário de garotas escaladoras.

As primeiras fotos disponibilizadas via facebook deixa a idéia de que irá fazer muito sucesso.

Veja abaixo o que vem por aí :


para saber mais acesse : http://www.facebook.com/profile.php?id=762779936#!/pages/Calendario-Garotas-Dedos-Fritos-2010/243905246813

Ou http://poesiaradical.blogspot.com/2010/10/o-calendario-garotas-dedos-fritos-te.html

Finalizando o ciclo de entrevistas, que serve de cobertura para o Festival de Filmes de Montanha do Rio de Janeiro de 2010 pude conversar com Eliseu Frechou.

Eliseu Frechou dispensa apresentações, e somente pelos seus feitos já se fala muito sobre ele. Escalador e montanhista a mais de 25 anos, sempre defensor da escalada, e sempre corajoso nunca tem medo de dizer o que pensa quando se testa sua paciência e boa vontade.

Eliseu no início de 2010 fez a histórica conquista do Monta Roraima, e foi notícia no Brasil e no exterior. Conquista esta que até o momento nem mesmo notícia de planejamento há para uma repetição. 

Uma conquista tão impressionante não poderia ficar sem o registro de um filme ou vídeo. Foi isso que Eliseu conseguiu fazer, mesmo em um lugar tão agressivo e puxando muitos quilos de equipamento para a rocha acima. O resultado destas gravações foi o filme "Dias de Tempestade". Todo filmado em HD (padrão hoje para um filme sonhar em ser favorito a quualquer festival).

Acompanhe a entrevista abaixo :

1 - Eliseu, qual a quantidade de material filmado originou o seu filme?

Filmamos cerca de 3 horas na montanha e mais algumas cenas para a parte introdutória do filme, que dá uma situada sobre o que estamos falando.

2 - Qual foi o equipamento usado?

Usamos 3 câmeras de alta definição, duas Canon e uma Nikon, e algumas lentes com resultados bem interessantes.

3 - O que o público deve esperar de seu filme?

Este filme é um documentário, feito inteiramente por escaladores e para escaladores. Nossa preocupação era de fazer um filme na primeira pessoa.

Não há narrador, nem cenas planejadas e/ou roteiro pré-estabelecido. Tudo aconteceu conforme a escalada fluía, então o público deve esperar um filme acima de tudo honesto, que expressa o que passou pela nossa cabeça durante os 14 dias que ficamos prisioneiros do Monte Roraima.

4 - Para a edição e produção do filme, você contou com a ajuda de alguém?

Para a edição não, fiz tudo. A abertura e a finalização foram feitas pela Leticia Onizuka da Canvas24p, produtora do escalador e diretor Wiland Pinsdorf

5 - Este não é o seu primeiro filme a concorrer no festival, qual a sua expectativa este ano?

O Karma ganhou melhor direção e melhor fotografia em 2007. Foi um apanhado de belas imagens e sobre a maneira com que me relaciono com a montanha.

O Dias de Tempestade é totalmente diferente. É em parte um drama, filmamos sem saber como iríamos terminar o filme, e na verdade o filme estava pronto no momento em que saímos da montanha.

Sei que temos um bom filme, e como eu disse, ele é honesto no que diz respeito ao ter documentado uma expedição do porte e comprometimento que realizamos.

Até hoje foram poucas as expedições que conseguiram, com uma equipe tão reduzida, escalar e documentar este tipo de situação. Mas não vi os outros filmes que estão concorrendo, então estou ansioso para assistir a todos.


6 - Desta vez a trilha sonora não terá somente musica eletrônica (que você ama), qual o porquê desta escolha?


Temos amigos produzindo todo o tipo de som. Sempre dei muita atenção para isso, desde a série Lobotomia que tinha de tudo: rock, eletrônico, ska..., mas confesso minha preferência pelo trance.

No Dias de Tempestade temos músicas originais do filme, como o blues “Nas nuvens” da dupla Carlinhos Goulart e Silvinho, que tocam no Blues Bar de São Bento do Sapucaí. A produção desse som foi do Lipe Forbes, escalador daqui também, o que foi bem legal.

Para alguns momentos, coloquei um chillout do russo Kyoto, que no seu último trabalho, Forest Trip conseguiu fazer um som sob encomenda, e que se encaixou perfeitamente no que eu tinha em mente, e ele cedeu a trilha de boas. Aliás, é uma pena o prêmio de melhor trilha não rolar este ano.


7 - Quem foram os que colaboraram, mesmo que indiretamente, para que este filme fosse realizado e você gostaria de enaltecer?

Computação gráfica - Wiland Pinsdorf, Leticia Onizuka, Trilha sonora - Carlinhos Goulart, Silvio Garcia, Lipe Forbes, Banda Nervus, Snake - Luiz Fernando Malta, Maurício Vasconcelos, Deuter - Marcus Araújo, Pedro Lacaz, Solo - Pedro Bruder, Rodrigo Li Barbosa e Rodrigo Almeida, Prana Petroquímica, Liofoods , Prorider, ESPN-Brasil - Renata Netto, Webventure - Daniel Costa, Go Outside - Andrea Estevam, Aventura e Ação - Ricardo Contel, Mountain Voices - Beth Frechou e Globalstar

8 - Desde o ano passado alguns produtores liberaram para visualização seus filmes em sites como Vimeo ou Youtube, você irá fazer o mesmo?


Estou absolutamente sem tempo para fazer o trailer, mas muitas imagens já são conhecidas por conta das reportagens, então neste momento não penso em disponibilizar o filme. Mas acho que até o final do ano teremos um Blu ray ou uma versão em DVD HD do filme.


9 - Dos últimos filmes de escalada que viu, qual foi o mais inspirador, e qual mais inspirou você a produzir mais um filme?


Gostei muito do The Sharp End, mas como produtor de 6 filmes de escalada e pessoa que trabalha com imagens, meu approach é diferente: gosto de sempre ter como personagem principal, as pessoas que fizeram o local ser o que ele é e representa, e não tenho visto muito disso nas produções.

Outros filmes que gosto são o Masters Of Stone II e o Hard Grit.


10 - Você já participou de vários festivais de filmes de montanha, em sua opinião o que mudou desde o seu primeiro?


Eu só participei da Mostra de 2007 com o Karma, apesar de produzir desde 99. Cada filme teve uma história para contar, e eu procuro não me repetir. O primeiro filme, que foi o Terra de Gigantes, produzido com o Wiland foi muito diferente dos outros 3 da série Lobotomia.

A busca pelas imagens que exprimem nosso sentimento de estar na montanha e minha vontade de mostrar as várias facetas do montanhismo e as formas de colocar tudo isso num filme ainda me fascinam demais e me impulsionam a produzir cada vez mais.

A Falésia Paraíso, localizada no município de Pindamonhangaba-SP, um dos locais de escalada com grande potencial, e hoje com grande número de vias de todos os graus, está sofrendo com a imprudência de alguns frequentadores.

De acordo com os principais conquistadores, e responsáveis pela abertura do local, os proprietários estão reclamando com eles sobre problemas recorrentes na escalada como um todo.

Gritos desnecessários com palavrões, velocidade alta de tráfego na estrada de terra (este mesmo já presenciei), falta de cuidado ao se usar o "banheiro" entre outras.

Mais um local de escalada do Brasil sofre com a falta de capacidade de se viver em sociedade de alguns escaladores. Vamos torcer para que seja apenas um problema isolado, e um certo exagero dos proprietários e vizinhos.

Tomara.

Acompanhe abaixo o relato do Cláudio a respeito do ocorrido

Neste feriado de 12 de outubro aproveitamos para dar uma escaladinha e também para terminar mais uma via começada no dia anterior, desfrutando o clima, pois fez um dia maravilhoso de muito sol e céu azul.

Porém, para estragar o nosso dia de escalada, fomos surpreendidos por um dos donos das terras, que nos fez várias queixas a respeito de nossa presença, que tem incomodado de forma significativa os moradores da região.

Confesso que ficamos surpresos com algumas reclamações, mas acho justo colocá-las aqui com a intenção de evitar reclamações futuras e de possível fechamento do pico.
Muitos moradores estão reclamando que algumas pessoas passam de carro numa velocidade incompatível com a estrada, ou seja, muito rápido!

Portanto vamos colaborar e reduzir a velocidade na estrada de terra para evitar acidentes e outros problemas.

Outras reclamações são inerentes ao nosso comportamento na falésia. Quando estamos escalando e empolgados não percebemos, mas muitas vezes soltamos aqueles "palavrões", principalmente se não conseguimos mandar um lance que estávamos tentando, infelizmente os "palavrões" são ouvidos por moradores locais, que, acostumados ao silêncio e pouco movimento na região, se sentem constrangidos.

Algumas pessoas têm feito as suas necessidades fisiológicas em locais à vista de moradores, causando-lhes também constrangimento.

Outras reclamações nem valem a pena ser comentadas aqui no blog, mas todas dizem respeito à FALTA DE EDUCAÇÃO de membros de nossa comunidade!

Portando pedimos encarecidamente, a todas as pessoas que frequentam a falésia, para fazerem o máximo possível para que a sua presença seja minimamente notada!

Esperamos poder contar com a colaboração de todos para que a nossa comunidade (de escaladores) não perca mais um pico de escalada.

Esta é uma responsabilidade de todos!

Atenciosamente

Cláudio, Inácio e Paulo.

Muito provavelmente 100% dos escaladores concordam que o esporte necessita de mais mulheres escalando. Falo da minha parte que quanto mais mulheres escalando (escalando de verdade diga-se!!) mais o esporte evoluiria.

Contudo do conjunto das "Marias Sapatilhas" da vida, daquelas que vão somente para "pegar" x, ou y, as que adoram fazer "barraco" via internet, ou até mesmo politiqueiras que se travestem de escaladores. Estas a escalada não precisa. Nem a escalada ou qualquer sociedade do planeta.

Para incentivar o público feminino a abraçar o esporte o site revista "iTodas", em compilação da revista Vitta, destacou a escalada como esporte completo no dia de hoje.

Que as mulheres que tem a escalada no sangue abracem o esporte após ler a reportagem.

Confira a reportagem abaixo :

Por Maria Alice Rangel
Fonte: Revista Vitta, ed. 8


Concentração.

Essa é a palavra de ouro para quem pratica a escalada esportiva, que pode ser feita em academias, chamada de indoor, e na própria rocha. Iniciantes costumam escolher a estrutura dos ginásios para aprender os primeiros passos.

A modalidade exige técnica, equilíbrio, elasticidade, resistência, força e, ainda, atenção total do atleta.

"Escalar é saber 'andar na parede' e, assim como uma criança aprende a andar, o novato deve simplesmente escalar vias de graduação fácil e seguir frente aos trancos e barrancos", explica Alexandre Silva, que já escalou rochas de diversas partes do mundo e hoje é proprietário da academia Casa de Pedra (SP).

Paulo Gil, proprietário da academia 90º (SP), lembra que é sempre o escalador que decide qual será o grau de dificuldade de sua escalada.

"É uma atividade que exige muita maturidade e responsabilidade", ressalta.

Boa parte do sucesso na escalada vem do domínio correto dos movimentos. Por exemplo, é melhor não concentrar toda a força nos braços e equilibrar o movimento com o impulso dos pés.

Segurança em primeiro lugar

Um passo em falso ou uma desatenção com o aparato de segurança pode significar um acidente. "Na escalada indoor, toda a estrutura de paredes e proteções foi construída pensando na segurança", conta Silva.

Escalar sempre deve ser uma atividade supervisionada. A presença do instrutor garante que o aluno não vai esquecer nenhum equipamento de segurança e que vai aprimorar sua técnica.


Contato com a natureza



A escalada em rocha é ideal para quem quer se exercitar e entrar em contato com a natureza ao mesmo tempo.

Contudo, como qualquer atividade realizada ao ar livre, a escalada é vulnerável ao clima e às forças naturais.

Mudanças climáticas como o vento, o frio e o calor, unidos a alturas maiores do que as encontradas num ginásio e aos ruídos do ambiente externo, mudam a maneira que o escalador se comporta. "Seu psicológico é completamente diferente", explica Alexandre Silva.

A escalada em rocha exige mais concentração, mas também proporciona maior adrenalina. Ele compara a escalada indoor e em rocha ao mergulho:

"No curso de mergulho, ninguém vai te ensinar a nadar, você vai aprender a usar os equipamentos e a realizar os procedimentos de segurança. No curso de escalada em rocha é a mesma coisa. O professor não vai te ensinar a escalar, mas vai te mostrar o uso correto dos equipamentos e dos procedimentos de segurança".

Equipe-se para a escalada

Os equipamentos de segurança são obrigatórios para uma escalada responsável e saudável.

Capacete: costuma ser leve e forrado por espuma. Evita que pedaços de rocha caiam na sua cabeça e também protege o escalador em uma possível queda.

Cadeirinha: espécie de cadeira feita de fitas de nylon. Distribui a tensão que o peso do corpo gera na cintura e na virilha.

Cordas: utiliza-se geralmente as de fibras sintéticas, como o nylon, por serem mais resistentes e elásticas.

Mosquetões: são elos de duralumínio ou aço usados no encaixe de outros equipamentos como as cordas e a cadeirinha.

Sapatilhas: têm o formato ideal para proporcionar maior equilíbrio e segurança.

Pó de magnésio: é esfregado na mão e aumenta o atrito com a parede ou a rocha, evitando escorregões, comuns quando o corpo começa a suar.

Indoor ou na rocha?

Na teoria, o esporte é o mesmo, mas escalar na academia e na rocha são duas coisas bem diferentes.

Qual é mais a sua cara?

Indoor

- As paredes são projetadas pensando não apenas nos obstáculos da escalada, mas também na segurançada pessoa.

- O ambiente fechado e climatizado não oferece obstáculos para a escalada.

- 30 minutos da atividade queimam aproximadamente 380 calorias.

- Os equipamentos necessários são a cadeirinha, sapatilhas, um saco para magnésio, o mosquetão e a corda.

- As roupas devem ser leves e confortáveis, para garantir maior flexibilidade.

- Exige bastante concentração, mas também proporciona adrenalina e bem-estar.

Em rocha

- As distâncias são maiores, o que pode aumentar a possibilidade de quedas.

- O vento, o frio e o calor excessivo oferecem novos desafios.

- As calorias gastas costumam ser as mesmas, a não ser quando faz muito frio e o corpo também precisa queimá-las para se aquecer.

- Além dos equipamentos utilizados na escalada indoor, também são necessários fitas, costuras, equipamentos de proteção móvel e mosquetões extras.

- Na rocha, as roupas também devem ser leves e confortáveis, mas, muitas vezes, elas também devem garantir proteção contra o sol e o frio. O mais indicado é uma capa leve e impermeável chamada anorak.

- Maior concentração e adrenalina, já que a pessoa deve levar em conta o clima e a geografia.



Fonte : http://itodas.uol.com.br/bem-estar/escalada-adrenalina-e-boa-forma-20958.html

A produção de vídeos e filmes no Rio de Janeiro é impressionante. Sabe-se que o cinema nacional renasceu (em dúvida veja a popularidade de "Tropa de Elite 2"), e de todas as produções realizadas no país, cerca de 80% se passa/produz na cidade do Rio de Janeiro.

Com um ambiente tão propício, era natural de que houvesse produções de alto nível, em termos de roteiro, focando a escalada e o estilo do escalador carioca e fluminense. O primeiro bom filme que lembro ver foi "Cariocando" , um filme muito bem editado que contava a história da escalada, e de escaladores que viraram verdadeiras lendas, na cidade do Rio de Janeiro, e em como ela influenciou a escalada brasileira.

Seguindo a mesma linha de roteiro, que foca a história da escalada na cidade que respira e vive a escalada intensamente, o filme "Platô" foca na história de um local de escalada considerado polêmico por muitos escaladores. O local escolhido como cenário foi a zona de escalada conhecida como "Platô da Lagoa".

Aliado a este roteiro interessante, foi escalado um dos mais promissores produtores de vídeos do Brasil, Ricardo Cosme.

Ricardo Cosme, para quem deseja saber mais sobre seu trabalho possui perfil no site de vídeos Vimeo, onde exibe seus pequenos vídeos e trailers realizados por ele. A evolução de sua técnica de filmagem, e a qualidade apresentada em edição, tomadas, fotografia e ângulos filmados é impressionante. Não se vê o tipo de visão que ele tem em vídeos nacionais.

Para um aficcionado em filmes de todos os tipos (meu segundo grande vício depois da escalada), e completamente dedicado a filmes de escalada (tendo feito análise neste blog de praticamente todos dos mais populares fimes lançados desde 2006 até hoje), digo sem problema algum que o talento apresentado por Ricardo Cosme é impressionante.

Claro que há muito o que evoluir (como todos nesta vida), mas o futuro é promissor.

Procurei o produtor de "Platô" para que concedesse uma entrevista ao Blog, para falar sobre o filme, que figura entre os favoritos do Festival de Filmes de Montanha do Rio de Janeiro que se inicia dia 20 de outubro agora.

Acompanhe a entrevista abaixo :

1 - Ricardo, como e quando começou seu trabalho com vídeos de escalada?

Comecei a produzir em dezembro de 2009.

Eu estava escalando em um ritmo um tanto frenético naquele ano com o intuito de alcançar algumas metas, mas apareceram duas lesões chatas e demoradas.

Naquele momento eu sabia que estava excessivamente focado na escalada e portanto precisava me desligar, pois eu não tinha outra opção a não ser ficar de molho.

Justamente ai apareceu o espaço para produzir os vídeos.

2 - Muito provavelmente você deve ter um produtor favorito, no seu caso qual o seu?

É uma pergunta difícil.

A minha referência é uma mistura de estilos e gêneros, algo que vai além dos filmes de escalada. Resumindo em filmes de escalada esportiva, se eu tenho somente um nome para citar eu fico com Josh Lowell pelo conjunto.

3 - Qual é o seu equipamento hoje que utiliza para as filmagens?

Bom, eu vou resumir porque é impressionante como a parafernália se aglutina com muita facilidade a outra parafernália, hehe.

Isso leva a um crescimento contínuo de equipos. Basicamente as produções até agora foram filmadas com uma câmera de consumidor high-end, um microfone de longa distância, um tripé e um rebatedor.

Mas agora, apartir do final deste ano entra no conjunto uma câmera profissional.

4 - O Rio de Janeiro é hoje responsável pelas principais produção de filmes brasileiros na atualidade, há alguma influência em seu trabalho este fato?

Não, pelo menos eu não consigo perceber nenhuma influência.

O que é bacana é ter por perto um produtor como o Erick Grigorovski, que se demonstrou uma pessoa disponível a somar.

Tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente e trocar algumas idéias. Temos aqui o Gustavo Sampaio que fez o "A Conquista", que acabou me passando algumas dicas logo no comecinho.

Fora outros produtores cariocas com trabalhos tão interessantes e ricos que tive a oportunidade de assitir em festivais passados ou adquirir o filme em DVD.


5 - Você recentemente terminou um filme que é um dos favoritos do público no Festival de Filmes de Montanha mais disputado de todas as edições, como está a expectativa?


Olha, eu particularmente não gosto muito desse negócio de expectativa...

Eu acabei me surpreendendo positivamente com os retornos obtidos através do trailer, mas isso me preocupa um pouco.

Afinal de contas uma coisa é você fazer um trailer de 2min e outra é sustentar 27 min de filme.

Quero mais é curtir essa vaga que eu consegui conquistar para a exibição do PLATÔ e prestar atenção nos veteranos, pois acho que posso aprender muito com eles.

6 - Como são feitos os roteiros de suas filmagens? quanto rola de roteiro e quanto de improvisação?

Depende.

Quando é algo pequeno e principalmente nada muito complexo ou sofisticado, como SABARÁ ou GUILHOTINA, o roteiro é praticamente todo mental.

Claro que a sua elaboração é um processo em doses imersivas. Agora, caso contrário o roteiro é escrito em computador e revisitado durante o processo de elaboração e até mesmo de produção do filme.

A improvisação está sempre presente dividindo espaço com o roteiro pré-estabelecido.

7 - Terminado o Festival, há algum outro projeto de vídeos, ou curta na gaveta?

Sim. Tenho alguns rascunhos e idéias para o próximo ano mas por enquanto tudo fica escondido na gaveta, hehe.

8 - Na sua preparação para vídeos de escalada há algum outro evento/curso que deseja participar?

Pelo menos a princípio não. Estou querendo continuar o meu foco com os meus estudos audiovisuais e lapidar as idéias que estão na gaveta para que algumas se tornem realidade.

9 - Se fosse possível listar 5 filmes de escalada que você mais gosta, e os motivos, quais seriam?

Sem qualquer tipo de ordenação eu citaria os seguintes títulos:

"Get Naturized" - Certamente um dos meus favoritos. Cinematográfico desde o roteiro até a pós-produção. Trilha sonora impecável e cortes audaciosos. Nossa, vibrei demais com esse curta! hehe

"A Conquista" - Sou suspeito para falar porque o Sampaio é mestre pra mim, fiz curso básico com ele e tenho muita admiração por ele como escalador. Mas o seu filme é nota 10! O contexto é demais!

"Progession" - Impecável na qualidade. Pelo menos pra mim o filme conseguiu sustentar muito bem os seus longos minutos focados no universo da escalada esportiva, e, é motivador assistir ao resultado do amadurecimento de Josh Lowell neste filme.

"Core" - Gosto do esmero com o trabalho de câmera, com os links feitos entre a escalada e o que está de fora através de uma linguagem de cinema. A qualidade é "superb". Filmaço!

"Chikane" - Bernardo Gimenez é a minha referência número um na fotografia de escalada. Sou fã do seu trabalho desde 2007.

E quando resolveu fazer filmes de escalada o resultado até agora é Chikane, um curta de primeira classe neste gênero.

10 - Ha quanto tempo você escala? Qual seu estilo favorito?

As minhas primeiras experiências aconteceram em 2001, mas a escalada somente me mordeu mesmo no finalzinho de 2007.

Eu tenho me dedicado a escalada esportiva e assim pretendo ficar por enquanto.


11 - Como você vê a produção de filmes de escalada hoje no Brasil?

Hum... Eu acabei de chegar né, um pouco difícil falar sobre isso.

Mas eu acho que para quem realmente gosta disto, digo, que se prontifica a fazer sem esperar receber isso ou aquilo em troca, eu acredito haver um grande pontecial a ser explorado.

Na minha opinião eu acho que temos excelentes escaladores em território nacional e picos alucinantes..."


obs.: Não foi cedido nenhuma foto de Ricardo Cosme para o blog.

Conquista da Pedra do Baú

Saber sobre a história das coisas é muito importante. Até mesmo para ficar consciente de que há coisas muito maiores e mais importantes que os problemas e ambições particulares.

Navegando pela internet me deparei com o interessante post do blog "Azimutantes" que descreve de maneira bem neutra, e linear, sobre a conquista da Pedra do Baú, com fotos históricas e fatos ocorridos neste ponto que é um dos principais locais de escalada do Estado de São Paulo e do Brasil.

Acompanhe tudo em : http://www.azimutantes.com/2010/10/conquista-da-pedra-do-bau.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+Azimutantes+%28Azimutantes%21%29

Na primeira edição do Festival de Filmes de Montanha que participei tive o prazer de ver ao vivo, e tecnicamente em premièere o animação "Uruca". Posteriormente a animação, que soube captar de forma muito bem humorada todos os fantasmas de todos os escaladores virou um clássico, não importando qual nível ele está.

O filme depois disso tornou-se um clássico instantâneo de filmes brasileiros de escalada, e obrigatório todo escalador assistir. Sem exageros.

Quis o destino ironicamente que não ganhasse o título do público no Festival do Brasil (porém ganhou prêmios da crítica especializada do Festival), mas arrebatasse muitos prêmios ao redor dos festivais de animações ou de festivais de filmes de montanha.

Gentilmente o produtor do filme Erick Grigorovski cedeu entrevista ao Blog de Escalada para falar sobre seu segundo filme "Entre Nós", que desponta como um dos favoritos ao prêmio de melhor filme.

Acompanhe abaixo a entrevista :
1 - Erick, o que mudou na sua vida profissional depois do sucesso de "Uruca"?

Bem... eu estou sendo entrevistado por aqui... e nas reuniões de família não trocam mais o meu nome...hehe

Além disso, realizar esses projetos pessoais tem completado a parte profissional da minha vida, eu ganho a vida como designer, fazendo animações e outros projetos gráficos na produtora da Prefeitura do Rio, a Multirio, e também como freelancer, e nas horas vagas tenho me dedicado a esses filmes.

Eles tem sido a minha vitrine para conseguir outros trabalhos, e minhas apostas para, quem sabe algum dia, poder me dedicar integralmente à produção deles. Sempre tive essa vontade, e o Uruca me deu forças pra cair dentro.

2 - Como foi feito , em termos técnicos, o filme "Uruca"?

O termo é recorte digital. Cenários e personagens são idealizados com lápis no papel, e depois digitalizados e animados no computador. Uma técnica que agiliza a produção, e permite que eu anime as cenas praticamente sozinho.

No Uruca, foram 10 meses para 8 minutos, e com o Entre Nós, 18 meses para 15 minutos, parece muito tempo pra pouco resultado, mas sendo animação e com um animador só, te garanto que é bastante trabalho.

3 - Hoje o filme "Uruca" é considerado um dos clássicos dos filmes de escalada do Brasil, o que isso representa para você?

Nossa... Não sei se é tudo isso!!! O filme tem feito um percurso muito (mas muito) maior do que imaginávamos, todo mundo sabe que o objetivo do filme era divertir a platéia do Odeon no festival de 2008, e participar do AnimaMundi.

Mas o alcance do filme foi gigantesco, Felipinho está conhecido no mundo todo. O filme é um marco definitivo na minha vida, e me deu a energia pra completar o Entre Nós, disso não tenho dúvidas.

4 - Como surgiu a idéia de fazer outro filme de animação para concorrer no festival?

O projeto começou em Setembro de 2008, antes do lançamento do Uruca no IV FATU e na Mostra de Filmes de Montanha. Aurélio e Luisa (que eram ruivos nessa época) já haviam sido esboçados e o roteiro estava escrito.

A excelente receptividade do público e da crítica com o Uruca foi o grande motivador pra encarar mais essa.

E dessa vez, queria algo mais universal, e menos piada interna, pra tentar um destaque maior em festivais de animação com um público mais eclético, mas sem perder o elo com o povo da montanha, que é o público principal.

5 - O que mudou da produção de "Uruca" para o "Entre Nós"

Basicamente, consegui mais colaboradores. A técnica de animação é a mesma, mas dessa vez acrescentamos uns cenários em 3d (com o Fábio Forti e o Gustavo Schinner), a Andrea Santiago (atriz) topou fazer a voz da Luisa, um amigão, Alex Sandro Monteiro fez a voz (rosnados e resmungos) do Aurélio, e tive ajuda, e continuo tendo, da Francelle Jacobsen, com essa parte de divulgação.

E tive também ajuda de duas amigas (Adriana Simeone e Alessandra Oliveira) na criação do Link, o bonequinho da Luisa, que inclusive existe de verdade. Além disso, a galera que ajudou no Uruca compareceu nesse também, o Caio Braga inspiradíssimo com a música e a sonoplastia, o Sérgio Pranzl com vários conselhos e uma visão imparcial sobre o filme, o Ronald Cruz que sabe tudo das questões técnicas, e resolve qualquer parada, e ainda o Gustavo Cadar, que deu um gás em várias fases do projeto.

O processo solitário na frente do computador por horas e horas continuou o mesmo, mas pude ir mais longe com a ajuda desses amigos.

O processo solitário na frente do computador por horas e horas continuou o mesmo, mas pude ir mais longe com a ajuda desses amigos.

6 - Você adotou uma estratégia interessante de marketing que foi criar perfis em facebook e twitter da Luisa, como surgiu a idéia?

Isso é culpa da Fran. Eu estava comemorando o término do filme em Fevereiro (na praia, bons tempos aqueles!!!), quando disse que minha idéia, era fazer uma página na web só com o projeto, pra atender as pessoas que se interessassem e procurassem pelo filme.

E que o jeitão da página simularia (eu disse simularia) um blog da Luisa. Vixe!!! A Fran e a Aninha começaram a viajar na idéia, e o resultado foi esse, sete meses escrevendo sobre a vida da menina, a Luisa (virtual) interagindo nas redes sociais, e se apresentando de uma forma muito mais inteira.

Como o blog narra tudo na sua vida antes da viagem (que é o filme), quem acompanhar o blog e depois for ver o filme, terá uma experiência bem diferente.

7 - Qual o equipamento que foi utilizado na produção de "Entre Nós"? Houve algum melhoramento desde "Uruca"?

É o mesmo PC.

Só tenho o que agradecer ao meu computador (velho de guerra), é claro, que com a maior complexidade de cenários e animação, ele sofreu bem mais pra finalizar o Entre Nós, que foi feito em HD como o Uruca, mas tem muito mais detalhes, e demandou muitas horas de render.

8 - Muitos filmes no ano passado foram disponibilizados para visualização em sites como Youtube e Vimeo, você pretende fazer o mesmo?

Bem... Outro dia descobri que o Uruca está inteiro na internet, de forma não oficial, sacou?! E me disseram que no torrent você baixa o filme.

Isso é muito louco, e não vejo como controlar... ninguém consegue, e no final, é um elogio ao trabalho.

Oficialmente, só no final do ano, e em HD, porque como o filme é basicamente uma piada, tentamos preservá-lo pra valorizar as exibições em festivais, sabe? A primeira vez que você assiste é a melhor.

Mas fizemos uma tiragem de DVDs pra poder divulgar, e com o filme saindo do circuito de festivais, iremos jogar em HD na web. O mesmo acontece com o Entre Nós, mas nesse caso é pra manter o suspense do final.

9 - Em matéria de filmes de escalada quais são seus filmes favoritos?

Difícil.

Bem difícil.

Gosto de muitos filmes, vou começar marcando uns brasileiros, que considero referências, "Cariocando" do Sancho Corá, "A Conquista – Uma História de Aventura" do Gustavo Sampaio e "Cinquentona Gallotti" de Priscila Botto e Paulo de Barros. Entre os gringos, "Toching the void", "North Face" e "Alone on the wall"...

Mas isso é resumindo muito.


10 - Qual é a sua expectativa de resultado para este festival que está sendo considerado o mais disputado com vários concorrentes?

Só por isso, já é bom estar participando, ao lado de bons filmes.

A tendência é ficar cada vez melhor, não?

O festival motiva e incentiva a produção, e o ano anterior meio que norteia a qualidade do ano seguinte, vai ficando cada vez mais difícil ser selecionado.

Estou bem ansioso com a reação da platéia no Odeon, o filme tem uma levada bem diferente do anterior, e realmente torço que a galera curta.


11 - Há algum outro projeto de filmes na sua agenda após o lançamento do "Entre Nós"?

Com a visibilidade alcançada nesses dois últimos projetos, estamos percebendo uma maior facilidade em conseguir parceiros e patrocínios, e o retorno da crítica nos tem empurrado a continuar nesse caminho, de contar histórias de montanhas e pedras (bem, isso, e o fato de o assunto ser inesgotável!).

Nesse momento, tenho dois projetos, um deles é um filme bem curtinho, sobre um boulder e um escalador obcecado, o Waldo. E o outro, é uma continuação do Uruca, com a cordada original, Felipinho e Hugo, só que “rodado” numa outra via bem sinistra.


12 - Quais são os parceiros nesta nova produção?

Então... Vamos pensar nisso em breve. Temos alguns interessados, e como as parcerias passadas deram bons resultados, de repente, em breve eu saberei te responder isso, até porque os parceiros são fundamentais.

acompanhe o blog da Luisa em : http://luisaentrenos.blogspot.com


Os produtores do Festival de Filmes de Montanha, em seu aniversário de 10 anos de existência do festival, parece ter dado maior foto também para a internet.

Durante os anos, a interatibilidade e a divulgação ser feita de maneira que não utilizava a internet, este ano de 2010 parece que repensaram na estratégia.

O festival hoje conta com página no facebook e perfil do twitter, vimeo e Youtube. Como se não fosse o bastante, também reformulou totalmente a página de informação oficial do evento.

A página agora mais dinâmica e conteúdo multimídia mostra hoje a verdadeira importância e envergadura que o evento possui após tantos anos. Com visual arrojado, design moderno, e muitas informações e dicas de todos os filmes é visitação obrigatória para quem quer saber as informações oficiais e precisas do evento.

Também a partir de hoje estará a venda, na bilheteria do cinema Odeon os ingressos para os festival. O cinema Odeon está localizado na Praça Cinelândia na cidade do Rio de Janeiro. A bilheteria abre depois das 12h, caso queira ligar para a bilheteria e confirmar se está aberta: (21) 2240-1093.

Visite o site em : http://www.filmesdemontanha.com.br/


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