Blog de Escalada

Blog destinado a notícias de escalada, eventos, dicas de treinamentos, viagens
e opiniões pessoais a respeito do que cerca a escalada Brasileira e Mundial

Cordas Beal - video propaganda

Para todo escalador, uma das primeiras marcas de corda, de qualidade, que vem à cabeça é a Beal.

A marca fracesa disponibilizou em seu site um víde-anúncio de sua empresa, que seguramente é o melhor vídeo de produtos de escalada que eu já tive contato.

Ao ver ele, me diga se não fica com vontade de comprar o produto deles.

Uma boa lição para os produtores de equipamentos, que um vídeo bem elaborado, é visualizado com prazer pelo público alvo. Simples Assim.



Fonte : http://www.beal-planet.com/sport/francais/corporate.php

A revista americana "Outside" disponibilizou em seu site, uma sequencia de cenas inéditas do filme 127 horas.

O Blog de Escalada está na expectativa de verificar se foi ou não conseguido uma cópia do filme para que possa fazer uma crítica. Sem "spoilers" claro.

Confira a sequencia abaixo :



http://outsideonline.com/culture/featured-videos-sp.html?vid=32af87c2-f282-44eb-8e31-ebcbc0e50fa0

Segundo seus vendedores, as "pulseiras do equilíbrio" funcionam porque "contêm embutidos dois hologramas quânticos de Mylar programados com frequências que interagem naturalmente com o campo eletromagnético do corpo humano".

Mas será que funcionam mesmo?


Um estudo com 79 voluntários na Faculdade de Ciências de Atividade Física da Universidade Politécnica de Madri, Espanha, demonstrou que as pulseiras Power Balance não têm qualquer efeito sobre nosso equilíbrio.

Comandado por Jesús Javier Rojo, médico e professor, o estudo envolveu estudantes e duas provas de equilíbrio, com e sem a pulseira, que foram fornecidas pelas própria companhia que as vende.

Aqui está o detalhe importante: foi um estudo "duplo cego", onde nem os estudantes nem os realizadores do experimento sabiam quais pulseiras continham os "hologramas quânticos" e quais os tinham removidos.

Isso só seria descoberto depois.

Os testes de equilíbrio foram de apoio monopodal e Romberg forçado, e :
"uma vez terminada a tomada de dados, realizou-se um estudo estatístico para ver se havia efeito em ostentar a pulseira com ou sem o holograma ou se o efeito, se existisse, seria placebo. Os resultados indicam que a pulseira não tem nenhum efeito"
, conclui Rojo em declaração ao jornal El País.

Em quase todos os países onde está sendo vendida, cientistas e médicos opinam claramente como as pulseiras do equilíbrio – que são vendidas por outras marcas também, como "Biolectik” – não funcionam. Aí se incluem Portugal (vídeo) e Austrália (em inglês).

No Brasil, o quadro do Fantástico, "Detetive Virtual", já expôs as pulseiras e explicou os "testes de equilíbrio" usados para vendê-las:



Como nota o físico Marco Moriconi, a forma como a força é aplicada na pessoa sendo testada – seja diretamente para baixo, ou de forma inclinada – pode responder por que algumas pessoas com e sem a pulseira conseguem se equilibrar ou não.

Note que esses testes não são duplo cegos: tanto a pessoa quanto o "experimentador", que na verdade é o vendedor, sabem quando a pulseira está ou não sendo usada.

Esse truque para "diagnosticar" e manipular resultados é em verdade anterior às pulseiras do equilíbrio, e vem sendo explorado por curandeiros na forma da "Kinesiologia Aplicada" (em inglês), uma espécie de "teste de músculos" sem fundamentos científicos criada em 1964, na qual o terapeuta pode obter qualquer tipo de diagnóstico que deseje e fazer com que o paciente acredite que foi realmente diagnosticado.

Como explicar o sucesso de pulseiras que não funcionam?

Marketing e muito dinheiro.

Diversas personalidades internacionais como Shaquille O’Neal, Cristiano Ronaldo e mesmo esportistas brasileiros como Rubens Barrichello usam e promovem a pulseira, provavelmente em contratos de publicidade.

Enquanto são vendidas por mais de R$80 a consumidores incautos, o preço de revenda dessas pulseiras que são nada mais que plástico barato com pequenos adesivos holográficos chega a menos de R$2.

Será preciso comprar um pacote com 200 peças para obter estes preços de um fabricante na China, mas vendendo apenas cinco pulseiras que não funcionam ao preço do consumidor final, com a ajuda de "testes de equilíbrio" usando o truque da força aplicada obliquamente, o investidor já poderá recuperar seu dinheiro e passará a lucrar com as outras 195 pulseiras para vender. Se vender todas a R$80, será um lucro de 4.000% sobre o investimento inicial.

Como fonte de renda, as pulseiras parecem funcionar muito bem.

Em 27/08/2010 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária suspendeu a publicidade das pulseiras "bioquânticas".

As marcas Power Balance e Life Extreme estão sendo investigadas e deverão ser processadas por publicidade irregular, segundo Ana Paula Massera, gerente de fiscalização de propaganda da Anvisa, em declaração à agência Folha.

Fonte : http://www.ceticismoaberto.com/ceticismo/3697/pulseiras-do-equilbrio-power-balance-no-funcionam

Quem escala, tem por obrigação saber fazer nós em corda, cordelete e fita.

É como um engenheiro ter de saber fazer contas matemáticas sem calculadora.

O site carioca "Compania de Escalada", além de oferecer várias informações de boa qualidade para quem deseja saber das informações básicas de um curso de escalada.

Além de ministrar um dos melhores , e mais completos, cursos de escalada do estado do Rio de Janeiro (e consequentemente do Brasil) também produz o já clássico "Guia da Urca".

No site há uma sessão de nós aninados, que para quem precisa reciclar os conhecimentos de nós, é uma excelente ferramenta.

Todos os nós animados possuem a opção de se pausar em cada etapa para que com um pedaço de corda revise o tipo de nó a se testar.

Para saber mais acesse:

http://www.companhiadaescalada.com.br/nos-animados/nos-animados.htm


O Parque Burle Marx, na capital paulista, prepara uma atração diferente para o feriado da Proclamação da República, na próxima segunda-feira (15).

Será montada uma parede de escalada com seis metros de altura, aberta gratuitamente para todos os visitantes.

A iniciativa é da marca Victorinox, que estará promovendo uma ação da sua nova linha de perfumes. Além da escalada, haverá distribuição de brindes e produtos para o público participante.

A parede contará com instrutores especializados e estará aberta para o público das 10h às 14h. Qualquer pessoa acima de 12 anos pode participar.

O Parque

O Parque Burle Marx conta com uma área de 138.279m2 e dispõem de pistas de cooper e caminhada, trilha para passeio pelo meio da mata, aparelhos de ginástica (barras e pranchas), playground, estacionamento, sanitários, além de nascentes, lagos e espelho d´água.

Serviço


- Local: Parque Burle Marx
- Endereço: Avenida Dona Helena Pereira de Moraes, 200 - Campo Limpo - São Paulo (SP)


Exibir mapa ampliado

Fonte : http://www.webventure.com.br/montanhismo/conteudo/noticias/index/id/29464

Não irei chover no molhado, até mesmo para não fazer deste post meio chato para quem sabe o assunto sobre o que significa o Festival de Filmes de Banff, no Canadá.

Esta semana foram divulgados os premiados do ano de 2010. Todos os vencedores que, serão exibidos no Banff World Tour, e que no Brasil se realiza na cidade do Rio de Janeiro em Outubro de 2011.

Desta vez, por sorte de haver uma divulgação acompanhada mais de perto pelo blog de escalada, há ainda vídeos dos filmes vencedores.

Os vencedores são :

Prêmio Principal - Mi Chacra ( Dirigido e produzido por Jason Burlage)



Melhor filme de exploração e aventura - Crossing the Ditch ( Produzido por Greg Quail and Douglas Howard)



Melhor filme de Cultura de Montanha - A Life Ascending (Dirigido e Produzido por Stephen Grynberg)



Melhor filme em ambiente de Montanha - L’Eau Qui Fait Tourner La Roue (Dirigido e Produzido por Jean-François Amiguet)
Melhor filme em ambiente de Montanha - Best Film on Climbing: The Asgard Project (Dirigido e Produzido por Alastair Lee)

Trailer : http://share.ovi.com/media/Berghaus.Filmtrailer/Berghaus.10085

Melhor filme em esporte de montanha - Eastern Rises(Dirigido por Ben Knight e Produzido por Travis Rummel)



Melhor curta metragem de montanha - The Longest Way(Dirigido e Produzido por Christoph Rehage)
Melhor montagem de filme de montanha - Summer Pasture(Dirigido e Produzido por Lynn True e Nelson Walker)
Prêmio Escolha do Público - A Life Ascending(Dirigido e Produzido por Stephen Grynberg)
Prêmio Escolha do Público de filme mais radical - Dream Result(Dirigido e Produzido por Rush Sturges e Tyler Bradt)
Prêmio Juri Especial - Fly or Die (Dirigido e Produzido por Peter Mortimer and Nick Rosen)
Prêmio Excelência de Criatividade - Salt (Dirigido e Produzido por Michael Angus e Murray Fredericks)
Prêmi de áudio pós produção - A Life Ascending(Dirigido e Produzido por Stephen Grynberg)

Fonte : http://blog.mountainfilm.org/2010/11/09/banff-mountain-film-festival-award-winners/

Antigamente foco de notícias de paraísos de escalada na região de Bariloche, aos poucos tornam-se o foco de notícias infelizes.

Foi noticiado pelo blog oficial da escalada na região de Bariloche (Bariloche Vertical), próximo à Villa Llanquín , no setor Rocas Rojas, hove roubo de costuras nas vias que foram deixadas equipadas.

Ainda não se sabe quem poderia ter realizado tal ato de grande falta de ética com a comunidade escaladora.

Será que os proprietários das terras onde existem o Valle Encantado (fechado após sujeiras e um brasileiro derramar deliberadamente solvente de tinda em um braço do rio Limay) estavam certos de fechar o local?

Quando outros locais também forem fechados é que iremos parar de aplicar a política do "deixa disso" com quem comete um ato de falta de ética e educação básica?

Leia mais em : http://barilochevertical.blogspot.com/2010/11/todo-mal.html

Quem já visitou Bariloche, já deve ter escutado histórias da beleza (e potencial de escalada) do local conhecido como "El Frey".

Para quem está em forma para campeoantos, e estiver pela Argentina em fevereiro de 2011 fica a dica abaixo :

Hoje no mundo, os melhores filmes de escalada são produzidos pela "Sender Films", empresa produtora de verdadeiros clássicos como "First Ascent” (2006), "Return 2 Sender"(2005), "Sharp End"(2007), "King Lines"(2008) e a série, em parceria com o "National Geografic Channel" "Fist Ascent - The Series"(2010).

A série First Ascent foi comprada para se transmitir por meio do canal aberto americano “Travel Channel”, e transmitido para todo país. Foi a primeira vez na história da escalada que houve uma transmissão de um filme de escalada em canal aberto. Em sua primeira exibição foram exibidos nada menos do que um programa com duração de duas horas.

Agregado a isso, os filmes contidos no Box de DVD (são seis filmes ao todo) têm arrebatado vários prêmios e menções honrosas por público e crítica em festivais de filmes de montanha.

O fundador da Sender Films, Peter Mortimer, hoje poderia ser considerado, guardada as devidas proporções, claro, o Francis Ford Copolla dos filmes de escalada.

O Blog de Escalada procurou a produtora para fazer uma entrevista com Peter. O produtor gentilmente respondeu, e pacientemente em todas as perguntas não poupou palavras ou dados em suas respostas. Esta é a primeira entrevista que Peter Mortimer concedeu à um site brasileiro.

Mortimer na entrevista fala sobre o início como produtor de filmes de escalada, qual estilo de escaladas mais gosta e sua vontade de voltar a filmar no Brasil.

Para saber mais sobre a Sender Films, acesse : http://senderfilms.com/

Sigam a entrevista abaixo :

1 – Quanto tempo você dedica para escalar? Qual o seu estilo de escalada favorito?

Hoje eu escalo em casa, apenas duas vezes na semana por poucas horas de treino.

Estou escalando tão pouco em parte por causa da minha filha recém nascida, Pia, que tem oito semanas.

Eu gosto de vias tradicionais em móvel, mas também gosto de fazer boulder para ter mais aproveitamento em curto espaço de tempo.

Eu usualmente escalo no outono perto de um local de boulder chamado “The Ghetto”. É negativo e bem forte e está localizado a 25 minutos de caminhada de minha casa.

2 - Como você começou a produzir filmes de escalada? O que as pessoas (seus pais, seus amigos...) falaram para você?

Quando eu comecei tinha 22 anos, durante a faculdade e morando em Nova York trabalhando na escola de filmes.

Eu queria fazer um filme, e meu amigo Josh Lowell (fundador da BigUp Productions) fizemos um filme de boulder sobre Nova York. Falei com ele e pensei que seria bem interessante fazer um filme de escalada.

Eu queria fazer algo totalmente diferente – não mostrar escaladas difíceis demais, mas sim contar uma história legal sobre escalada em Boulder (cidade do estado do Colorado nos EUA) onde eu cresci.

Eu queria entrevistar todos os escaladores e olhar um pouco para as suas vidas. Isto se tornou no “Scary Faces”, nosso primeiro filme.

Eu acho que meus pais pensaram que eu era um pouco maluco de fazer filmes de escalada, mas como eu tinha apenas 23 anos não houve muita pressão para saber o que eu estava fazendo.

Era apenas uma coisa divertida de se fazer, para servir de experimento na época. Para os primeiros filmes foi apenas diversão e eu ganhei um pouco de dinheiro, o que foi legal.

Na maioria do tempo eu queria viajar o mundo, escalar, passear com os amigos e fazer alguma coisa criativa e desafiadora. Foi apenas isso na época

3 – Hoje a “Sender Films” é referência de padrão quando se pensa em filmes de escalada. Quanto difícil foi isso?

Bem, antes de mais nada, agradeço por você dizer isso. É muito legal!

Foi muito, muito difícil.

A maior mudança para a “Sender Films” foi quando meu amigo Nick Rosen se juntou à compania, e a partir de então, éramos dois trabalhando juntos e construindo cada um na idéia do outro.

Eu não poderia fazer um filme sozinho agora, pois necessitamos de muitas pessoas envolvidas. Então a outra coisa é trabalhar com a BigUp e Josh Lowell, nós sempre nos ajudamos nos projetos e fizemos “King Lines” juntos, e sempre pensamos como fazer melhor, diferente, novo, engraçado e maluco.

Ao longo dos últimos cinco anos criou-se esta grande energia para filmes de escalada e tentarmos elevar o nível dos filmes e que nós sempre alimentados com mais energia.

Espero que continue a crescer.

4 - No início quando estava procurando por patrocinadores para um filme de escalada, como reagiram?

De início foi muito pouco, talvez dois mil dólares aqui ou ali de uma ou outra empresa para nos ajudar.

Então com cada projeto foi tornando-se cada vez maior, e maior. Agora com o “Reel Rock Tour” empresas estão mais contentes em patrocinar-nos porque eles amam os eventos, ainda mais tendo seus atletas nos filmes e logotipos nos DVDs.

Mas foi nunca foi um grande salto desde o início para agora, sempre foi pouco a pouco. Mas todas as vezes que conseguimos patrocínio colocamos o dinheiro na produção.

Nunca pagamos nós mesmos. Nós sempre queremos gastar mais nos filmes para faze-los melhor. Então investimos 100%(às vezes mais) no filme e então nós concluímos : “OK, se este filme é bom e as pessoas vão gostar, comprar e dizer aos amigos para comprar também, então nós ganharemos dinheiro para nos bancar. Mas se for ruim, não iremos ganhar dinheiro, e as pessoas não irão gostar.”

Então é bom porque é nosso pescoço que estão em risco e temos de fazer o filme com qualidade.

5 - A parceria com a “National Geografic Channel” criou seis episódios. Haverá uma segunda temporada de “First Ascent – The series”?

Eu acho que não.

Nós amamos a série, e está fazendo muito sucesso, mas foi muito estressante para nós faze-la. Perdemos três grandes amigos na China durante a época de produção, e tivemos muito estresse em cada um dos episódios.

Eu acredito que filmar “First Ascents”(primeira ascenção de uma via) é muito difícil para uma série de TV porque há muitos fatores desconhecidos e inesperados, e mesmo assim tem de entregar no tempo agendado.

Mas seguramente faremos mais séries de TV, eu acho que não apenas sobre “First Ascents”.

7 - O foco de todos s filmes da “Sender Films” é sobre escaladores. Isto tem feito a diferença?

No momento temos muitos projetos de escalada que nós fazemos todos os nossos filmes sobre escalada.

Isto é ótimo porque nós temos de viajar para os melhores lugares e trabalhar como nossos amigos e a comunidade internacional da escalada.

Nós queremos fazer outros filmes também, mas nós estamos construindo o Reel Rock Tour e agora temos um documentário sobre Yosemite, então temos muito trabalho pela frente.

Mas seguramente, no futuro, nos faremos alguma coisa além de escalada. Mas por agora, este ano, nós temos alguns graaaaaaaaandes projetos chegando.

8 - Como foi ver “First Ascent – the series” ser transmitido no “Travel Channel”

Foi ótimo!.

Eu estava no aeroporto no dia seguinte da transmissão e escutava pessoas falando sobre a sperie – pessoas que nunca tinham escalado antes, e vivem em lugares planos como Oklahoma (estado americano).

Me fez sentir o máximo.

Foi um pouco engraçado durante os intervalos ter propagandas de grandes, e chatas, como Restaurante Olive Gardens durante a transmissão. 3

Mas no geral, foi uma sensação incrível.

9 - Quando você começou a produzir filmes , todos eram vendidos em DVD. Hoje são vendidos também em forma de Downloads. O futuro é este?

Sim, eu penso que mais e mais iremos para o download.

Eu gosto disso, mas há um porém.

Como a caixa do “First Ascent – the series”, nosso designer gráfico Barry Thompson fez um trabalho incrível para ajudar a criar o espírito da serie mesmo antes de você assistir.

Eu acho que isso é algo que queira ter posto em sua mesa de centro. Então eu quero que as pessoas vejam o pacote interiro (Caixa + DVD).

Mas eu penso que é legal para as pessoas que tenham a opção de baixar da internet de qualquer lugar no mundo, e o mínimo impacto ambiental de não fazer o DVD e não enviá-lo também é positivo.

Porque, como eu digo, a única maneira de fazer dinheiro é vendendo o produto finalizado, então se as pessoas terem de graça, não temos jeito de fazer um próximo trabalho.

10 - Você é um dos criadores do Reel Rock Tour. Hoje o evento é grande, com exibições na Europa e América do Sul (e talvez no Brasil em 2011), o que isso representa para você?

Me faz muito feliz.

Nós tínhamos a visão do Reel Rock cinco anos atrás, e pensamos que em cinco anos poderia ser grande, como 200 shows ao redor do mundo.

E este ano é exatamente isso.

Cresceu a cada ano, e eu adoro os eventos, porque a cada ano para a comunidade escaladora é uma oportunidade de se encontrar e celebrar a escalada.

Josh e eu começamos o tour juntos, e investiremos muita energia para os próximos cinco anos para continuar fazendo o evento melhor e melhor a cada ano.

11 - Em um capítulo de “First Ascent – the series” foi feito no Brasil (na cidade do Rio de Janeiro), e também outro vídeo nos extras. Existem planos de voltar ao Brasil para fazer mais filmes?

Sim!!

Nós sempre estamos procurando por motivos para voltar ao Brasil.

Quando a equipe filmava no Rio de Janeiro, tive de ir diretamente para a Patagônia, então não tive como ir.

Mas todos que estiveram amaram. Cedar (Wright) ainda ficou por meses.

Nós estamos sempre pesquisando sobre futuras locações para futuros filmes e encontrando a história certa para as pessoas certas.

O Brasil é um lugar que sempre surge porque todos querem voltar. Então se alguém tiver alguma boa Idea nos adoraríamos escutar.

12 - Depois de tantos anos, provavelmente você tem uma lista enorme de agradecimentos. Quem seriam estas pessoas?

Bem, com certeza meus pais, que sempre me apoiaram e me disseram tudo o que é possível apenas fazendo o que eu amo.

Minha parceira Jocelynm, que me apóia e me ama, aceitando que eu sou obcecado por trabalho todo o tempo.

Nick, Josh, Barry e todas as pessoas que trabalhei todo este tempo, que me ajuda a fazer os filmes e tours fantástico.

Aos músicos que contribuem com sua veia artística para os filmes com praticamente nenhum dinheiro.

Aos patrocinadores que nos apóia e nos deixa saber o que querem.

E por último, aos escaladores que fazem a coisa mais fantástica do mundo e nos deixa filma-los e ajudar a contar suas histórias ao mundo.

Bem atualmente o maior agradecimento de todos será para a comunidade escaladora que é apaixonada pelo esporte e tão apoiadora de pessoas que trabalha para a comunidade

13 - Para aqueles que estão interessados emu ma carreira de produtores de filmes de escalada, qual o seu conselho?

Bem, o meu conselho é foco na história primeiro, visual depois.

Mas muitas pessoas não seguem esta linha.

Esteja preparado para o inesperado, isto acontece quando você consegue a melhor cena. Às vezes é um trabalho bem duro, as às vezes quando tudo engrena parece fácil. Mas estes momentos são raros, e você tem de tentar, tenrar e tentar para tê-los

14 - Sem citar seus filmes, quais são seus filmes de escalada favoritos?

Bem, eu gosto de filmes como “Touching the Void”.

Acho “Progression” um excelente filme.

“Hard Grit” e E11 são clássicos.

Há muitos filmes novos de escalada que eu ainda quero assistir.


Fazendo as Malas?

Estamos no final de 2010, praticamente no meio do mês de novembro.

Não tenho dúvidas de que há muitas pessoas planejando o lugar de viajar para poder escalar (afinal aqui é um blog de escalada).

Em geral, para escalar em locais como Argentina, Peru, Espanha, Tailândia e EUA é necessário ir de avião. Há pessoas que curtem pegar um ônibus e ir até Ushuaia.

A grande maioria vai de avião mesmo.

Para você que vai viajar, aqui vai um pequeno guia de o que pensar em levar de material de escalada, e não pagar excesso de bagagem. Nada mais desagradável do que pagar um preço abusivo por excesso de bagagem. Azeda a viagem de qualquer um.

Os pesos estão dispostos de acordo com produtos encontrados pela internet, e portanto representam uma MÉDIA. Os pesos podem variar, porém é aproximadamente o valor que está descrito abaixo. Não estão contabilizados roupas, que como há uma variação muito grande, é mais importante cada um pensar no que usar, e levar.

corda 70g x 60m = 4,2kg
Grigri = 225 gramas
ATC = 90 gramas
Mosquetão pera = 85 gramas
Costura = 86 a 108 gramas
Jogo Camalot #1 a 6 = 645 g
Jogo de Nuts = 445g
Sapatilha de escalada = 539g
Barraca 3 lugares = 3 kg
Saco de Dormir = 350g

SAINDO DO BRASIL - Valem as regras do Brasil, relacionadas pela ANAC, quando a passagem é originária do Brasil (ou seja, quando o primeiro ponto da passagem é uma saída do Brasil).

O limite de peso depende do destino de viagem, pois dependendo do local há um sistema de bagagem para cálculo da franquia gratuita.

SÃO DOIS SISTEMAS: de peça ou por peso.

1) SISTEMA DE PEÇA: América do Norte, Ásia, Europa, Africa do Sul, por exemplo, Paris, Nova York e todas cidades dos Estados Unidos, Londres, para a Copa na África, Canadá, Itália (Roma, Milão), etc. NÃO SERVE PARA AMÉRICA LATINA (outro sistema).

São DUAS MALAS, quando sair do Brasil.Porém, há um limite de peso para essas malas, a depender da companhia aérea (23kgs ou 32kgs).

2) SISTEMA DE PESO: América do Sul.
São VINTE KILOS – 20kgs (a maioria das empresas ampliam para 23kgs), no total. Pode haver limite de peças também.
Fonte : http://viagem.decaonline.com/limites-de-peso-de-bagagens/

A OBB (Outward Bound Brasil), entidade voltada para o ensino ao ar livre promove todos os anos o seu famoso bazar.

A Outward Bound é uma organização educacional, sem fins lucrativos, pioneira mundial em educação experiencial ao ar livre.

Presente em mais de 30 países e com mais de 65 anos de história, atua no desenvolvimento humano de jovens e adultos, despertando valores como confiança, espírito cooperativo, liderança e responsabilidade pessoal, social e ambiental.


Devido ao grande sucesso de público ante ao bazar, há dois durante o ano : um durante o inverno, e outro para equipamentos de verão.

Para quem deseja comprar equipamentos de atividades outdoor, e até mesmo roupas de marcas famosas como Curtlo, Solo entre outras parceiras da OBB a preços sem concorrência é uma oportunidade única.

Quem já visitou a feira, sabe contar melhor a história. Maioria dos equipamentos com preços a partir de 60% de desconto.

Este ano o Bazar de Verão será no dia 05/12 das 09:00 as 17:00 hrs.

O local será o mesmo do Bazar do primeiro semestre : Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 2032 - próximo ao shopping iguatemi.
São Paulo - SP

OBS.: a foto é do evento do ano passado


Mais informações em : http://www.obb.org.br/OBB/default.asp

Viajar para escalar nas férias (para quem trabalha e/ou estuda, claro) é o sonho de todo escalador/montanhista. Não importa o grau que se escale, ou a resistência que se tenha. O importante é poder viver o esporte que gosta, e de preferência longe de casa.

Ficar em casa nas férias (para quem trabalha e/ou estuda, evidentemente) é inaceitável.

Muitos são os destinos preferidos dos escaladores.

Alguns, com pouco dinheiro em caixa preferem escalar aqui dentro do Brasil, como Serra do Cipó-MG, Salinas-RJ, São Bento do Sapucaí-SP ou Andradas-MG.Outras pessoas com mais dinheiro em caixa viajam para locais como Rodellar, Siruana e Patones (Espanha), Valle Encantado, Frey, Ushuaia (Argentina) e assim por diante.

O resultado indireto disso é a diversidade de filmes, e vídeos feitos nestes lugares.

Porém praticamene ninguém que eu conheça sugere um local mais distante como a Tailândia.

Este é o foco do filme "Koh Tao, Adventure Climbing in Thailand".

Pensando nesta lógica alguns escaladores foram até lá, e após 24horas de avião, algumas horas de ônibus, e após isso algumas horas de barco chegaram a verdadeiros paraísos de escalada (em Calcário) na Tailândia.

O filme retrata de maneira leve, quatro escaladores que toparam o desafio (financeiro e físico) de ir escalar em um local citado como verdadeiro paraíso de escaladores.

As imagens de paisagens é de deixar o queixo caído, e qualquer um com vontade de fazer planos de viajar para lá. As vias de escalada, e boulders são literalmente na praia, às vezes a poucos metros do hotel.

O filme, que possui pouco mais de 1 hora de duração foca algo interessante : a "aflição" de se encadenar uma via, ou boulder pois todos tem horário para voltar, e nenhum deles são escaladores míticos. O que torno o filme realmente atraente para quem os assiste, sentindo-se parte do grupo de escaladores.

As belezas naturais, retratando escaladas em vias de graduação de 5.9 até 5.12 com uma paisagem verdadeiramente exuberante ao fundo já vale a pena a aquisição do filme.

Para quem procura mais informações sobre escaladas na Tailândia é um guia muito proveitoso, e de boa qualidade.

O ponto baixo é a indisponibilidade de haver imagens em HD (o filme é de 2008) o que enriqueceria ainda mais as imagens mostradas.

Se você tiver oportunidade , veja o filme.

Para saber mais do filme, e em como baixar a um preço razoável (US$ 11,00) pela internet acesse : http://www.fanaticalfilms.com/kohtao_synopsis.htm

Veja também o trailer do filme no site (que está em .mov, e não em VIMEO ou youtube, impossibilitando de divulgar no blog)



Visando fortalecer as nossas ações como praticantes de esportes de montanha, o site, ESCALADA MURIAÉ, esta realizando o 1º CENSO DE ESCALADORES E MONTANHISTAS DA ZONA DA MATA.

Tal Censo visa contabilizar os esportistas, com o intuito de basilar futuras ações (como é o caso do 3º Encontro de Escaladores de Muriaé, que já esta em fase de planejamento).

A criação de um banco de dados único possibilitará aos esportistas, organizações e associações uma base fidedigna para a implementação de suas ações, além de ser um importante instrumento de interação.

É muito importante a divulgação deste censo para que a contabilização dos esportistas seja a mais fidedigna e célere possível.

Se você não é da Zona da Mata, mais escala com freqüência nessa região, participe também do Censo.

Responda agora mesmo e colabore com a escalada em Minas Gerais.

Clique no endereço abaixo para responder ao CENSO ( ou visite o site Escalada Muriaé).

http://sites.google.com/site/escaladamuriae/noticias/1ocensodeescaladoresemontanhistasdazonadamata

Fonte : Lista Femerj

A Zona da Mata Mineira é uma das doze mesorregiões do estado brasileiro de Minas Gerais, formada por 142 municípios agrupados em sete microrregiões. Situa-se na porção sudeste do estado, próxima à divisa dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

Fonte : http://pt.wikipedia.org/wiki/Mesorregi%C3%A3o_da_Zona_da_Mata

NÁVRAT - Filme Completo

O filme Tcheco NÁVRAT está disponível para visualização pela internet.

O filme, realizado pelos mesmos produtores que irão fazer uma cinebiografia de Adam Ondra, mostra um talento para grandes fotografias de escalada de alta-montanha (as preferidas de Davi Marski e Pedro Hauck).

Os diálogos e descrições do filme são um pouco (para nao dizer totalmente) incompreensíveis, pois está todo realizado em tcheco sem legendas. Porém as imagens falam por si.

Com uma beleza de fotografia, em tomadas simples , mas eficientes, e um roteiro bem feito, o filme vale a pena ser visto.

Acompanhe o filme abaixo :

NÁVRAT from BERNARTWOOD on Vimeo.

Antes to que alguma pessoa possa entender errado, este post não é uma comparação com nenhum ginásio do Brasil.

Porém o vídeo abaixo serve de parâmetro para quem tem a curiosidade de saber como é um ginásio de escalada em uma cidade que respira escalada em cada esquina.

Quem ainda não escutou falar da cidade americana de Boulder, no estado do Colorado, deveria procurar saber dela. A cidade do interior do estado possui em sua área metropolitana 293.161 habitantes (fonte :http://en.wikipedia.org/wiki/Boulder,_Colorado). Parece pequena para os parâmetros brasileiros.

Porém a cidade possui três ginásios de escalada. E ginásios de grande porte.

Veja o vídeo abaixo sobre a montagem de um dos ginásios de lá.

Movement from wade david on Vimeo.

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