Blog de Escalada

Blog destinado a notícias de escalada, eventos, dicas de treinamentos, viagens
e opiniões pessoais a respeito do que cerca a escalada Brasileira e Mundial

A revista Outside Magazine perguntou à escaladora profissional Caroline George quais são, na opinião dela, os dez melhores locais de escalada do mundo.

Uma escolha difícil, devido ao fato que há muitos locais que são considerados excelentes por alguns e desinteressante para outros.

A escaladora topou o desafio e escolheu :

10 - Noruega
9 - Thailandia
8 - Kalymnos, Grécia
7 - The Grand Wall, Squamish, B.C., Canadá
6 - Freney Pillar, Mt. Blanc, França
5 - A face norte do Drus, Chamonix, França
4 - Antarctica
3 - Canadian Rockies
2 - Moonlight Buttress, Zion, Utah, Estados Unidos
1 - Three Great North Faces in the Alps

Para mais detalhes de cada um destes lugares acesse : http://outside-blog.away.com/blog/2011/03/caroline-georges-top-10-climbing-spots.html#more

Seguindo a tendência cada vez maior de cada site criar o seu conteúdo de vídeos, e consequentemente a disponibilização de vídeos menos ilustrativos e mais informativos.

O Portal britânico de Escalada o UKC, disponibilizou uma parte do vídeo (contido em um DVD ilustrativo) sobre auto resgado.

O vídeo é muito interessante, assim como o artigo, porém não pode ser disponibilizado em nenhum lugar que não seja a página da UKC.

Confira aqui : http://www.ukclimbing.com/articles/page.php?id=3474

Para saber mais do DVD "Self Rescue for Climbers" acesse : http://www.safetysteve.co.uk/page31.html

Quem pratica esportes ou faz exercícios com frequência, possivelmente já teve pelo menos uma vez distensão muscular. As distensões musculares não são privilégio de atletas podem acontecer com qualquer pessoa e também podem ocorrer em situações cotidianas.

Entendendo seus músculos

Todo músculo saudável tem capacidade de se contrair, se relaxar e se estirar. Isso ocorre através de um complexo mecanismo mecânico e bioquímico, explicado pela teoria dos filamentos deslizantes. As capacidades de contração e estiramento tem um limite que quando excedido causam lesões.

A lesão causada no estiramento do músculo é conhecida como distensão muscular ou estiramento muscular, ela ocorre por um alongamentodas fibras além do seu estado fisiológico ou na fase excêntrica do movimento quando o músculo excede seu comprimento máximo causando o rompimento das fibras.

Leia o resto da reportagem aqui : http://www.fiqueinforma.com/saude/lesoes/o-que-e-distensao-muscular/

No mês de março resolvi inovar no Blog de Escalada, e após tanto tempo sem prestar a devida atenção nas datas comemorativas estarei fazendo uma série de entrevistas com personalidades da escalada mundial.

Personalidades femininas, em homenagem ao Dia da Mulher - 8 de março.

Até o momento três grandes escaladoras mundiais, cada um a seu estilo, confirmaram e responderam à entrevista.

A primeira a ser publicada fiz com a impressionante Isabel Suppé.

Isabel é uma das grandes escaladores de alta-montanha do mundo, e dos grandes destaques dentro do esporte. Pode-se dizer que ela é uma montanhista de corpo e alma, e não conhece a palavra "impossível".

Não mesmo.

No ano passado Isabel Suppé sofreu um acidente ao cair de 400 metros de altura e sobreviver.

Após uma árdua recuperação hoje ela está caminhando com certa mobilidade restrita, porém já está escalando em rocha vias de baixa dificuldade.

Caso você nunca tenha escutado falar de Isabel, chegou a hora.Tive o prazer de poder contatá-la e fazer esta entevista.

Com vocês Isabel Suppé :

1 – Isabel, quando foi que começou a escalar e por quê?

Comecei a escalar quando tinha seis anos.

Meu avô era um escalador pioneiro do Elbsandstein (é uma formação rochosa muito famosa no leste da Alemanha).

Depois da segunda guerra mundial ele conseguiu caminhar do Mar Negro até Dresden. Disse que conseguiu sobreviver ao inverno e as dificultades do pós-guerra impulsionado pelo desejo “de voltar a ver as minhas rochas”.

Conheceu minha avó escalando e continuaram escalando juntos a vida inteira. Depois de fugir da antiga Alemanha Oriental um dia antes dos russos fecharem o muro de Berlim, eles ficaram dois anos num campo de refugiados esperando a permissão de se aposentarem perto dos Alpes.

Preferiam ficar esperando ao invés de morar longe das montanhas.

Meus pais não gostam da escalada e não me deixavam acompanhar meus avós mais do que umas duas vezes ao ano.

Dessa forma, na minha infância não consegui treinar quase nada nem aprendi muita técnica, mas considerei a escalada e a montanha uma parte natural e necessária da vida.

Deixei a Alemanha com 19 anos porque tinha ganho uma bolsa de estudos para os Estados Unidos.

Depois de dois anos e meio na planície de New Jersey decidi fazer meu mestrado em literatura na Universidade de Buenos Aires e fui pra Argentina.

Arranjei um dinheiro para comprar uma geladeira.

Só que quando estive ao ponto de comprar a geladeira, tive uma idéia: pensei que se deixasse a comida na sacada do apartamento poderia usar o dinheiro da geladeira para fazer algo mais importante: uma viagem.

Assim fui para El Chaltén (Patagônia) e minha vida mudou.

Não tinha equipamento de montanha e como era outono, eu era a única pessoa nas trilhas do Parque Nacional. Tinha uma barraca que sequer varetas tinha e todas as noites ficava gelada e enterrada embaixo da neve recém-caida. Ainda assim, El Chaltén foi minha revelação.

Foi lá que entendi que o que queria fazer da minha vida era escalar montanhas.

2 – Depois de tanto tempo escalando, como você visualiza o espaço das mulheres na escalada hoje?

Acho que a montanha é o espaço por excelência e que por isso mesmo e négocio de cada um ocupar o espaço que quiser ocupar nela.

Sobretudo no montanhismo das grandes altitudes ainda tem poucas mulheres (e menos ainda na América do Sul) mas o maravilhoso no montanhismo é que tem espaço para todos e todas que quiserem ocupar um lugar nele.

Pode ser que pra uma mulher seja mais dificil encontrar um parceiro num mundo machista, mas também acho que isso não impede nada.

E só questão de vontade e insistência.

Quando começei com a escalada em gelo não tinha com quem escalar e sabia que nenhum dos escaladores fortes ia querer escalar com uma parceira sem experiencia. Então peguei uns piolets e me prôpus a aprender a usa-los.

Escalei uns picos em solitário e quando desci sozinha do Toclaraju (na Cordilheira Branca, no Peru) fui convidada para escalar o Alpamayo (na mesma região). E nunca mais parei.

3 – Qual é a sua opinião a respeito das restrições de acesso que nós estamos enfrentando na América do Sul?

É uma tristeza muita grande que locais de escalada como por exemplo o Valle Encantado sejam fechados.

Acho que isso tem muito que ver com a falta de informação sobre nosso esporte e a consciência ambiental da comunidade escaladora.

Acho que para lutar contra essas restrições os escaladores vão ter que desempenhar um papel mais ativo na propagação da informação sobre o nosso esporte e também no fortalecimento da consciência ambiental em geral, que é desgraçadamente muito fraca na América do Sul.

4 – Quais seriam seus conselhos a quem quer se dedicar a fazer alta Montanha?

Estudar muito, treinar muito, ser humilde e respeitar a montanha.

5 – O seu acidente foi algo impressionante, como ficou você psicologicamente após isso?

Ter uma pessoa ao lado, uma pessoa que mais cedo no mesmo dia sorria, que tinha desejos e sonhava com um futuro e ver essa pessoa agonizar sem poder fazer nada em absoluto por ela, te faz entender o significado da palavra “impotência”.

Disso não vou esquecer nunca.

Não obstante também acho que uma experiência dessas te faz mais forte.

Um professor meu falou “se não morreu, aprendeu” e acho que isso é muito certo. Sei que tive uma sorte impressionante por ter sobrevivido à queda. Mas as duas noites e dias arrastando-me sozinha pelo gelo tentando procurar ajuda, me ensinaram muito a respeito da importância do papel e da atitude que se adota.

Havia decidido viver para voltar a escalar e acho que se hoje posso contar minha história e se voltei a caminhar e a escalar, então é em grande parte por isso mesmo.

Ainda não voltei a escalar guiando (pois só se passaram 5 semanas desde a última das 10 cirurgias que fiz) e pode ser que quando voltar a guiar vou precisar vencer o medo que sempre há na ponta da corda além das lembranças da queda.

Não obstante não sinto medo ao pensar na minha volta nas paredes de gelo. Só sinto um enorme desejo, ainda sabendo que um dia posso não retornar da montanha.

6 – Quando está se preparando para algum projeto, como é seu treinamento?

A melhor preparação para escalar é escalar mesmo.

Por isso meu principal treinamento é escalar montanhas, além de uma boa aclimatação, já que a minha principal atividade é a escalada em altitude.

Antes de escalar a Face Sul do Mercedário (a segunda maior parede do continente), escalamos o La Ramada e tentamos o Pico Polaco.

A Face Sul do Mercedário foi ao mesmo tempo a preparação e aclimatação para a Face Sul do Aconcágua (onde tivemos que desistir devido ao roubo das nossas botas).

Quando não posso sair da cidade, treino numa academia, escalo rotas esportivas e antes do acidente corria bastante.

Devido à lesão da articulação no meu tornozelo acho que no futuro vou trocar o treinamento de corrida pela bicicleta, que tem menos impacto.

7 – Você está fazendo a revisão final de seu livro, qual vai ser o assunto principal do livro?

É um livro que fala do meu acidente e da minha recuperação, mas acima de tudo trata da vida e da morte, dos desejos que nos fazem viver, da magia das montanhas e dos avós.

8 – Fora a escalada, quais são as suas principais atividades?

Minhas principais atividades são escalar, escalar e continuar escalando.

Também escrevo matérias de montanhismo e trabalho fazendo traduções de matérias de montanha (o português é o quinto idioma que estou aprendendo) e depois do acidente comecei a dar palestras motivacionais

9 – Você possui algum patrocinador para seus projetos de escalada?

Não.

Infelizmente é muito difícil e cansativo achar um patrocinador, especialmente se mora na América do sul.

No passado tive algum patrocínio em equipamento (Garmont, Ansilta), possibilidades de treinamento (academia de Fernando Bellido) e passagens, além do apoio da revista Weekend, mas a maior parte do financiamento dos meus projetos sempre vêm de mim.

A única patrocinadora que tive foi minha avó escaladora, que me deu meu primeiro anorak de gore tex e minhas primeras botas de montanha.

Como acho muito difícil (e escravizante) perseguir patrocinadores, hoje em dia minha aposta para financiar meus projetos de escalada será cada vez mais as palestras motivacionais.

Nunca teria imaginado ser palestrante, mas depois do acidente muita gente me escreveu falando que tinham aprendido algo com a minha história e cheguei a ver que podia ser uma excelente ferramenta tanto pra financiar minhas escaladas, como pra ajudar aos outros já que estou trabalhando num projeto que vai beneficiar os meninos das vilas montanhosas no Paquistão.

10 – Como está sendo o processo de recuperação física de seu acidente?

Comecei a escalar de novo só um mês depois do acidente, com o pé engessado e o buraco da fratura exposta ainda aberto.

Escalava de “top rope” e usava apenas o pé são. Claro que não era o mesmo, mas ajudou-me a não perder toda a força dos meus braços e sobretudo a não perder e esperança de voltar à montanha.

Quando um dos médicos que me tratava falou para mim que não acreditava que ia voltar a escalar, eu respondi que se podia escalar com um pé só, com certeza ia escalar muito melhor com os dois.

Ao mesmo tempo comecei a treinar na academia fazendo musculação e remo, com a perna quebrada sempre elevada e sem usar.

No hospital, durante a segunda internação (fiquei internada 2 semanas na Bolívia e quase um mês na Alemanha) continuei a treinar com um “fingerboard” pendurado em cima da minha cama enquanto meu pé pendurava-se de um “gancho de açougueiro”.

Mas como além da fratura aberta no pé tinha uma lesão nos ligamentos da mão que não melhorava, fui forçada a desistir da escalada por alguns meses e até poucas semanas atrás só podia treinar na academia e começar com a natação, uma vez que o buraco no meu pé finalmente fechou.

Nadar, andar de bicicleta, treinar no elíptico e fazer fisioterapia me tem ajudado muito.

Ainda não estou totalmente recuperada, mas ainda assim graças a não ter desistido de continuar treinando, tenho superado as expectativas que prognosticaram os médicos.

Hoje não apenas caminho, mas voltei a escalar com os meus dois pés. Ainda uso as muletas para chegar nas rochas, mas cada dia é um pequeno progresso, e as escaladas nas rochas brasileiras, na Pedra do Baú e em Andradas, tem ajudado na minha recuperação e vejo que tenho uma boa desculpa para continuar escalando por aqui...

11 – Um acidente parecido com o seu virou filme (Touching the void), houve contato para filmarem sobre o seu?

Houve um contato, sim, mas foi uma coisa muito recente sem proposta concreta e por isso ainda não sei se pode tornar-se uma coisa séria ou não.

Acho que é uma história que tem potencial para ensinar coisas importantes, que pode mostrar a importância da atitude e do desejo de voltar a caminhar e a escalar.

Também pode ser boa para mostrar ao mundo do montanhismo que ainda continua sendo muito machista, que ser mulher não necessariamente significa ser frágil.

Mas transformar uma história dessas em filme também implica o risco de criar uma produção sensacionalista e eu não gostaria disso.

12 – No dia oito de março, é o dia internacional das mulheres. Você teria alguma mensagem direta para as mulheres montanhistas em geral?

O montanhismo continua sendo um mundo muito machista e tenho sentido raiva por isso mais de uma vez.

Mas a pergunta é a seguinte: conseguimos mudar isso falando?

Acho que não.

Por isso penso o seguinte: não percam tempo se lamentando. Falem menos, escalem mais!

Hoje o Blog de Escalada fez a avaliação do "Suum - repositor eletrolítico portátil"

O carregador foi gentilmente cedido pela empresa Proativa : http://www.proativa21.com.br/

O Blog de Escalada, desde a primeira avaliação, assume o compromisso de prestar um serviço aos usuários de produtos de atividades de natureza (Outdoor) fazendo avaliações como esta.

Foram feitas muitas avaliações (tendo aprovados e reprovados). Todos os produtos são avaliados em situações normais indicadas para seu uso.

Caso um produto obtenha um rendimento insatisfatório, mesmo assim será editado seu vídeo.

O Compromisso do Blog de Escalada é avaliar, sem a preocupação de omitir as falhas. Tudo com o mais puro profissionalismo.

Caso tenha algum produto, qualquer que seja, e esteja interessado em te-lo avaliado aqui , entre em contato com o Blog de Escalada que fazemos gratuitamente não importando se é parceiro ou não.

Acompanhe abaixo o resultado da avaliação do "Summ - repositor eletrolítico portátil".

David Lama voltou para casa sem conseguir livrar a via que se propos a fazer em Cerro Torre, na região de El Chaltén*.

(*Errei ao colocar região de Bariloche, fui alertado pelo atento leitor Fabiano)

O escalador austríaco, que chegou trazendo muita polêmica e decidido a enfrentar toda a ética local não conseguiu realizar seu plano de livrar a via "El Compressor".

A tentativa foi feita após ter recuado da iniciativa sua, e de seu patrocinador, de conquistar a via de cima para baixo.

Mais detalhes : http://www.desnivel.es/alpinismo/david-lama-vuelve-a-casa-sin-haber-liberado-la-via-del-compresor

OBS.: Devido à total falta de respeito com o montanhismo e escalada, o Blog de Escalada desde o início da polêmica se RECUSA a publicar o nome do patrocinador, assim como os eventos promovidos por ele (como fiz com um de DWS realizado no Brasil).

Além é claro de não consumir, e não deixar consumir seus produtos.


Não irei mudar o mundo, mas a minha parte eu faço.

O que você faria se alguém entrasse na sua casa sem autorização? Ficaria satisfeito?

Com certeza o proprietário de qualquer local seja de escalada , ou não, também.

No dia de Hoje o antigo blog de Eliseu Frechou recebeu a seguinte mensagem constrangedora :


A partir do post que escrevi anteriormente preciso dizer algo mais?

Para ver mais sobre a mensagem acesse : http://eliseufrechou.blogspot.com/2008/02/pedra-da-divisa-novos-velhos-problemas.html

Não é segredo para ninguém que gosto muito de escalar na Falésia Paraíso e em São Bento do Sapucaí. São locais que considero minha segunda casa.

Porém tenho visto frequentemente pessoas que ainda teimam não ter a MENOR educação.

Nos dois locais, e de maneira cada vez mais constante.

Acredito que quando se sai da cidade é necessário ter a consciência de que está indo a um lugar que NÃO É A SUA CASA. O respeito mútuo a todos que compartilham o local é importantíssimo.

Pois bem, neste final de semana, tive o desprazer de cruzar com escaladores com aparelhos de som ligados. Tanto pela trilha, quanto escalando uma via. Não enteressa se a música é de meu gosto musical ou se está baixinho. Você está indo escalar, e não no muro do seu "compadre" ou academia de escalada.

Caso seja imprescindível a presença de música na vida de quem comete tal cretinice, saiba que já existe fones de ouvido. A mais de VINTE anos.

O uso do fone de ouvido é exatamente para quem deseja escutar a sua música onde quer que seja, sem incomodar NINGUÉM à sua volta, ou alterar o equilíbrio do ambiente com a sua presença.

O pedido dos proprietários é de que faça silêncio antes de tudo. Coisa a muito ignorada por este tipo de escalador pobre de espírito.

A estas pessoas, custa ter educação MINIMA? Saber que DEVE respeitar o ambiente de escalada? Que tipo de educação este conjunto de idiotas tem?

Fico realmente preocupado com os lugares de escalada. Onde poderei praticar o esporte que eu gosto?

Vejo cada vez mais que estes locais irão fechar mais cedo ou mais tarde.

Porque da maneira que algumas pessoas se comportam nos locais de escalada achando que é a laje onde costumam se reunir e fazer o mesmo barulho.

Por mais que pessoas lutem para garantir o acesso a locais de escalada, este tipo de imbecis ainda irão complicar a vida, e restringir cada vez mais os locais abertos.

Chega a ser revoltante que, mesmo com regras explícitas de educação e comportamento publicadas em cartazes e guias de escalada, alguns boçais ainda vão lá e ignoram tudo.

A pior parte é que quando locais como "Pedra da Divisa", "Falésia Paraíso" entre outros locais, fecharem, nem assim este tipo de babaca escalador irá continuar a escalar.

Já há reclamações na "Falésia Paraíso" de que pessoas vão escalar e não pagam a colaboração, não fazem silêncio, nem deixam o local limpo. O mesmo acontece na "Pedra da Divisa".

Na cidade de São Bento do Sapucaí mesmo já estão começando a aparecer mais locais que estão sendo fechados por culpa do péssimo comportamento de quem visita.

Para quem ainda não sabe : aquela velha "farofa" que irrita e aborrece os proprietários, que resulta em fechamento.

Acho lamentável e deprimente. Somente nos resta a todos começarem a ir se despedindo destes locais, porque ninguém nunca faz nada para mudar isso.

Eu mesmo tento fazer a minha parte, e ás vezes sendo antipático a ponto de pedir para desligar.

Mas e você está fazendo a sua parte? ou se omitindo?

Pense e reflita sobre isso : A sua omissão colabora para o fechamento do local de escalada.

Reach - Crítica do Filme

Para o público aficcionado em boulder, e em especial música eletrônica, o filme "Reach" tem grandes possibilidades de agradar em cheio.

A premissa do filme é mostar Zach Lerner , Jon Cardwell e Felipe Camargo, Dave Graham e Daniel Woods realizando boulders de dificuldade grande.

O filme foi comprado via download, e o formato recebido foi ".mov" e em 720p de resolução. O seu preço de US$ 14,99 é bastante atrativo, e interessante para quem deseja aumentar seu acervo de filmes de escalada.

As imagens mostrada pelo produtor Nathan Bancroft são muito bonitas, e todas em alta resolução.

A edição do filme prezou por casar a evolução da melodia da música do filme com grande recorte de imagens de beleza exuberante.

Porém a preocupação excessiva com a beleza natural, e certo descaso em mostrar a marca dos patrocinadores, deixou um pouco comprometido o roteiro do filme.

Não há necessariamente uma história definida. Há uma premissa, porém se valorizou muito as imagens dos locais e pouco as pessoas como elas são.

Muitas vezes fica a interpretação para o público leigo de escalada que é um filme de coletânia de videoclips com escaladores ao fundo.

O destaque, na minha opinião, fica por conta de imagens belas do Brasil.

Não é todo dia que vemos um filme de boa qualidade e grande amplitude para o público ser patrocinado por uma empresa brasileira .

A "Adrena Limits" é uma das patrocinadoras do filme. O que deixa claro o comprometimento das empresas mineiras com a divulgação do esporte do Brasil.

Nas imagens mostradas no Brasil, talvez por desconhecimento dos produtores deixa a entender que Ubatuba, São Bento do Sapucaí (resumido a São Bento S. no filme) e Sabará são o mesmo lugar.

No turbilhão de imagens alternava entre estes lugares ao desenrolar de uma música eletronica de qualidade.

A sensação, entre uma escalada e outra era de que tudo parecia uma abertura de um filme. Mostrando os escaladores como "gladiadores de rocha" onipotentes e acima da lei da gravidade.

Porém se repetiu muito este recurso.

Há entevistas interessantes, e pouco exploradas pelos produtores.

Contudo foi gratificante ver o brasileiro Felipe Camargo falar com desenvoltura e com inglês correto (sem erros de concordância) sobre a escalada no Brasil e em quem admira.

Talvez por os produtores procurarem enaltecer os escaladores, ficou um pouco injusto, por exemplo, quando Felipe Camargo fala do escalador André "Belê" como referência nacional. Após isso apenas são mostradas imagens do escalador trabalhando em sua oficina de ressolas.

Não há nenhuma imagem, por exemplo, do escalador ,que foi diversas vezes campeão brasileiro, mostrando o porque é merecedor dos elogios proferidos a ele.

Se os produtores tivessem optado por ser um "road movie" de escaladores e escalada poderia ser mais interessante e boa forma de divulgação do esporte no Brasil. Assim ficaria evidente aos interessados que não necessariamente São Bento do Sapucaí, Ubatuba e Sabará são o mesmo lugar.

No filme também "oficializa" o "decote" do boulder "o dia santo" de V14 para V13. Porém retrata o brasileiro Felipe Camargo encadenando o que ele e Cardwell consideram o primeiro V14 brasileiro.

Todas as cadenas , e até mesmo as tentativas, são muito bem editadas.

Há cenas de escalada em que usa os "close up" e "slow motion" de maneira precisa e sem exageros.

O filme em si é diversão garantida, e boa recomendação para que seja exibido em bares temáticos de esportes de natureza, academias e lojas de equipamentos esportivos, pois possui imagens empolgantes.

Porém devido à abordagem um tanto superficial de viagens, pessoas e de um roteiro não muito trabalhado pode ser um filme um pouco entediante. Isso porque os produtores abusaram um pouco de cenas que poderiam facilmente não constarem no filme.

O filme é, em termos gerais bom, mas está longe de ser lembrado no futuro como um dos melhores feitos.

Eu pessoalmente gostei do filme, mas não chegou a me empolgar.





Caso tenha curiosidade de ler outra crítica sobre o filme, veja o texto EM INGLES em : http://climbingnarc.com/2011/02/reach/

A mãe de Bernardo Collares, presidente da FEMERJ que se acidentou-se e morreu na Patagônia em uma tentativa de escalada no Fritz Roy no início deste ano, se pronunciou via Facebook contanto sua visão a respeito dos fatos que levaram à morte de seu filho.

O relato é tocante, e bem interessante para quem se interessar sobre o assunto.

Para acompanhar a história veja em : http://www.facebook.com/note.php?note_id=144496248946140&id=100001949671177

Posto aqui uma parte do relato deixada, a terceira parte especialmente para que todos se interessem e acompanhem pelo link deixado acima mais detalhes da história :


Aos familiares e amigos do Bernardo

Refletindo sobre esse trecho da msg enviada pelo meu amigo Hércoles:

"como estamos num momento indicado pelo mestre para desenvolver nossa sinceridade..."

Decidi começar a revelar os bastidores da tragédia pessoal, que estamos vivendo.

A parceira de escalada, que o deixou ainda vivo, relatou aos irmãos..., que não fez nenhum exame no corpo para ver se ele estava com sangramento , indício de hemorragia interna,ou alguma fratura.

Mesmo assim foi decidido pela "médica resgatista" numa avaliação precipitada, que ele não tinha chance de sobreviver.

Qdo se diz médica, supõe-se que seja salvadora de vida, ainda mais resgatista!

No entanto, não foi isso que aconteceu.

A POSTURA DA MÉDICA, DRA. CAROLINA CODO:

Já na tarde da chegada de Kika à base (04/1), a "Comissão de Auxilio de El Chanten" - integrada por representantes da Gendarmeria argentina e por montanhistas voluntários, coordenada pela médica e montanhista Carolina Codo -, decidiu que não fariam o resgate por terra, considerando:

a) o estado de saúde de Bernardo (com dificuldade ou impossibilidade de locomoção);

b) as baixas temperaturas que fazem no ponto em que ele ficou, que são abaixo de zero, mesmo no verão;

c) a ausência de previsão de "janela" de tempo suficiente para resgate por terra, avaliando que precisariam de três dias para a operação e não havia previsão de tempo bom em três dias seguidos.

Imediatamente após a chegada de Kika, o montanhista "Rollo", que vive em El Chalten - a quem a família agradece mesmo sem conhecer pessoalmente -, começou
a se preparar para socorrê-lo.

Mas, foi, juntamente com os demais, convencido pela comissão de auxílio de que se exporia a risco, diante das condições climáticas que já haviam se precipitado desde a noite de 02/1.

A decisão da Dra. Carolina Codo, juntamente com a comissão, foi absolutamente
amadora e precipitada.

Baseou-se unicamente no depoimento da Kika para avaliar a gravidade do estado de saúde de Bernardo (Kika relatou aos irmãos que sequer fez qualquer exame superficial no corpo dele antes de partir.

Apenas disse que ele reclamava de um dedo da mão, que acreditava ter quebrado, e fortes dores na lombar/coccix que o impediam de prosseguir).

Dra Carolina concluiu que, com tal estado de saúde, conjugado com as baixas temperaturas do local, a morte seria certa em horas.

Sem examiná-lo, supôs, até uma hemorragia interna.

O amadorismo se confirma ao não convidarem a Kika para participar da reunião que definiria pelo não resgate.

Ela era a pessoa que mais informações poderia agregar ao grupo.

Ou então é porque nenhuma informação era necessária porque o não resgate já estava decidido, precisando apenas de uma versão consistente do ponto de vista técnico para falar à família e jogar na imprensa.

Não bastasse isso, a comissão de auxílio de El Chanten só foi avisar à família no dia 05/1 (em torno de 11h), com a informação incompleta e direcionada de que sua avaliação e, paralelamente, já avisado às autoridades locais, o consulado brasileiro e, principalmente, à família, o que possibilitaria ações paralelas e imediatas.

A verdade é que nunca houve nenhuma autoridade no local do resgate.

Porque a possibilidade de resgate nunca foi considerada desde o primeiro minuto.

Heliane Damiano Collares (mãe do Bernardo)


No ano passado, o "Fabiano Ressolas" anunciou sua aposentadoria das ressolas de sapatilhas de escalada mais famosa (e respeitada) no Brasil.

Fabiano era responsável por grande parte (senão todas) as ressolas do Rio de Janeiro e outros estados. Reconhecidamente até mesmo pela Stealth (marca de solas de sapatilhas).

Após um tempinho, vem ele mesmo anunciar que passou o cetro de "rei das ressolas" para um companheiro o qual ele mesmo treinou para que a qualidade continuasse a mesma, e atendesse o exigente público de escalada, em especial do Rio de Janeiro.

Leia abaixo o e-mail enviado por ele à comunidade :

Salve galera da escalada. A ressola continua !

Alguns de vocês já sabem que eu passei minha oficina e toda tecnologia desenvolvida em 16 anos de ressolas para um novo profissional.

Trata-se do Stefano Taichi ( stefanotaichiressolas@gmail.com ), escalador, artista plástico de formação e com muitos anos de experiência em diversos tipos de trabalhos manuais.

É muito habilidoso e rapidamente assimilou as técnicas e segredos de uma ressola perfeita.

Quem já viu as suas primeiras ressolas sabe do que estou falando.

Foram alguns dias de curso, finalizado essa semana. Nos próximos dias, ele fará a mudança de todas as máquinas e ferramentas da oficina para seu atelier.

Também nos próximos dias irá chegar sua primeira encomenda de solas Five-Ten Stealth e Vibram XSGrip.

Além das ressolas de sapatilha, passei para ele as técnicas para ressola de botas de caminhada, utilizando o solado Vibram Outdoor.

Esse serviço começará a ser feito numa segunda etapa, após a estruturação de seu atelier e implementação dos serviços de ressola de sapatilhas.

Stefano receberá também uma " Certificação Fabiano Ressolas " , garantindo aos futuros clientes a qualidade herdada do meu serviço.

Espero dessa meneira deixar o meu legado para a comunidade de escaladores do Brasil.

Mais uma vez agradeço à todos os meus clientes por tantos anos de trabalho e desejo à voces muitas alegrias e conquistas.

Um grande abraço,

Vídeos

Contador de visitas

Blogs Brasileiros

Blogs Internacionais

Blogs interessantes

.