Blog de Escalada

Blog destinado a notícias de escalada, eventos, dicas de treinamentos, viagens
e opiniões pessoais a respeito do que cerca a escalada Brasileira e Mundial

A notícia é um pouco atrasada, porém achei importante divulgar.

Por motivos ainda não divulgados de maneira oficial, o local de escalada conhecido como Cambotas, localizado próximo à cidade de Belo Horizonte, está fechado para escaladas.

Com isso, nas proximidades de Belo Horizonte já se somam três lugares fechados sendo estes : Sete Lagoas, Baú de Minas e agora Cambotas.

Recentemente o local conhecido como Lapinha também estava fechado, porém está novamente disponível para a comunidade escaladora aproveitar. Esta liberação agora está sujeita a regras que estarão sendo divulgadas pela Associação Mineira de Escalada (AME).

Fica aqui os votos de que a competentíssima AME consiga contornar esta situação.



A AME - Associação Mineira de Escalada , com o apoio do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF-MG), estará realizando o seminário oficial para a prática de escalada na Lapinha na próxima semana.

Dia: 06 de Abril 2011 (Quarta-Feira)
Local: Auditório do Jornal Estado de Minas - Av. Getúlio Vargas, 291 - Térreo / BH-MG
Horário: 20:00

Será Apresentado :

- Procedimentos e regras estabelecidas para a prática da escalada no interior do Parque Estadual do Sumidouro (Lapinha).

- Dia de abertura do PESU para a prática regulamentada da Escalada.

Acesso o site da AME http://www.amescalada.org.br/ para saber mais a respeito deste importante evento.

Fonte : Lista FEMEMG

A FEMESC e suas filiadas convidam a todos para no dia 17 de Abril/2011, um encontro na Pedreira do Abraão.

Demos o nome de: DOMINGÃO NA PEDREIRA DO ABRAÃO.

O intuito é de muita escalada e confraternização, mostrando mais um vez ao poder publico a união dos escaladores e a importância da Pedreira na escalada de Florianopólis e de Santa Catarina (SC).

Inicio às 8:30 hs, contamos com a presença de todos.

Mais detalhes : http://escaladasnosul.blogspot.com/2011/04/encontro-na-pedreira-do-abraao.html

Meu irmão Bernardo,

Não pude me despedir de você.

Quando interrompi minhas férias, com a notícia que recebi do Leandro, não dormi, não comi, quase não respirei, lutando com todas as minhas forças para te salvar.

Como eu iria dormir, se você podia estar vivo e esperando socorro?

Como poderia comer, se você podia estar passando fome e frio?

O ar, por fim, me faltou. Fui parar no hospital. Como eu iria respirar, imaginando você lá em cima, esperando?

Depois de uns dias, buscando ajuda, pedindo, implorando, brigando, até mesmo eu perdi as esperanças de que você estivesse vivo. Você me conhece, e sabe que NUNCA DESISTO. Não me curvo a um simples NÃO, e Deus sabe que foram muitos.

Fizemos o possível, tentamos o impossível.

Não foi suficiente.

Quando, finalmente, vi que nenhuma medida governamental ou de terceiros ocorreria, busquei resgatistas profissionais.

Cheguei a receber orçamentos altíssimos, mas já era tarde.

Não consegui, meu irmão! Me desculpe pela minha impotência.

Quando recebi a notícia, pensei que se tratasse da vovó – já doente há algum tempo. Jamais poderia imaginar que Leandro me daria a pior notícia que já tive na minha vida.

Não me lembro de todo o telefonema, fiquei em choque, sem saber o que fazer, sem saber para onde ir, o que falar ...

Helena chorou, as crianças também, eu não, permaneci com olhos estatelados, sem saber o que fazer. Eduardo chegou a comentar na viagem de volta: papai: porque você não chora? O irmão é seu e a mamãe parece mais triste....

As lágrimas desciam, mas eu precisava me manter alerta, para decidir o que fazer. Os óculos escuros escondiam as lágrimas.

Que bom que tivemos oportunidade de estar juntos, durante 46 anos. Não sei se te disse - nós não precisávamos de palavras, e sei que você sabia - o quanto te amava, meu irmão. Não precisávamos estar sempre juntos, nem concordar em tudo, nem precisávamos gostar das mesmas coisas, nossa união vem da aceitação das diferenças. Nós sabíamos que sempre poderíamos contar com o outro.

É assim com todos os nossos irmãos.

De alguma forma, nos despedimos, quando você, sempre cheio de programas, me convidou para almoçar, no dia 24/12. Depois, você e eu nos despedimos da vovó – foi a última vez em que nós a vimos viva – e fomos ao Natal, na casa da Érica.

Pude curtir sua alegria e descontração, suas piadas, suas desculpas porque não comprou o presente do seu amigo-oculto Leandro, fizemos planos para uma operação financeira para troca de apartamento, você contou dos planos de, no ano que vem, ir para os Pirineus e não tentar mais o Fitz Roy, Helena (cunhada que apelidou de “nota 10”) te deu copinhos para saborear aquela cachaça mineira que você gostava, e você inaugurou ali mesmo.

Foi a última vez que nos vimos por aqui.

Naquele Natal, comentei: “acho que nossas férias vão ser interrompidas. A Vovó não está bem”. Nunca pensei que poderia ser você.

Por que você?

Tão querido por onde passava, só transmitia alegria, leve, transparente. Talvez por isso mesmo é que você já estivesse pronto para seguir.

Apaixonado pelas montanhas, deve estar por aí, procurando uma nuvem para subir. Já ouço a vovó dizendo: “Desce daí, menino!”.

Acabei conhecendo um pouco mais da sua paixão – o montanhismo. Nessa trilha, conheci alguns que realmente valeram a pena, que amam o montanhismo como você e são os verdadeiros “irmãos da montanha”.

Rolo é uma dessas pessoas - prestativo, foi o primeiro a pegar equipamento para tentar subir, assim que soube do acidente; solidário, deu-nos o apoio de que precisávamos para entender um pouco do que houve; honesto, não concordou com tudo que eu dizia, mas se incomodou com o fato de a família não ficar sabendo do sumiço do corpo; a pessoa que trabalhou para ajudar a família em tudo o que foi preciso.

Meu irmão, não tivemos a oportunidade de fazer nenhuma homenagem a você.

Quando fizeram, eu ainda acredita na sua vida. Não poderia participar de uma homenagem póstuma. Seria aceitar o que ainda não era verdade para mim.

Esta é minha homenagem a você. Fiz o que pude para te salvar, depois, busquei informações, às vezes confusas, sobre as circunstâncias de sua morte, dei essas informações que os amigos e a família pediam. Agora, me despeço.

Sinto que nunca vou saber se você quebrou mesmo a bacia, se teve ou não hemorragia interna, como disseram, se morreu nas primeiras horas após o acidente, ou se resistiu e sofreu a dor do frio e do abandono, se caiu em outro local, tentando salvar-se depois ...

Alguns chegaram a dizer que a morte por hipotermia é boa. Tudo para me convencer de que não havia nada a fazer.

Nunca conseguirei tirar do peito algumas coisas, que vão doer para sempre.

Logo na tarde em que a notícia do acidente chegou a El Chalten, decidiram pela sua morte, desprezando qualquer esperança, talvez para justificar a falta de ação de todos.

Em 6 de janeiro, abriu-se a primeira janela após o acidente, e desconsideraram a informação de que um avião havia passado no Fitz, avistando uma pessoa que acenava. Disseram que deveria ser a imprensa “procurando notícia”.

No mesmo dia, Érica tentou que fossem até você, com agasalhos e remédios, mas ninguém foi. Enquanto isso, naquele dia, alguns já se apressavam em veicular notícias da sua morte. Meu Deus, e se você estivesse vivo, esperando?!

NO DIA DE TODOS OS REIS – 06/1 – UM REI DA MONHANHA POE TER MORRIDO SOZINHO.

Logo você, que era acordado, nas madrugadas, para resgatar montanhistas por aí, e sempre foi resgatá-los.

A última tragada, difícil de engolir: seu corpo não está mais lá onde deveria estar. Deve estar na base da super-canaleta.

Não considero justo que uma pessoa que dedicou os seus últimos anos para colocar e MANTER O MONTANHISMO NO TOPO, DESCANSE NA BASE.

Mas, mesmo sabendo que você não está mais lá, sua família vai buscar o que sobrou, com a ajuda de seus amigos montanhistas que já se prontificaram a participar da expedição.

E, então, suas cinzas irão para onde você merece - o topo de uma montanha.

Se há algum consolo para isso tudo, é a convicção de que você foi feliz, enquanto esteve aqui.

Até a próxima!

RODRIGO

Fonte : http://www.facebook.com/notes/bernardo-collares/meu-irm%C3%A3o-bernardo/121359144605191

Crédito da Imagem : Eliseu Frechou

Corpo de Bernardo Colares

Mãe de Bernardo Collares diz que corpo não foi encontrado no local do acidente

Em uma carta emocionada recém-publicada na página de Bernardo Collares no Facebook, a mãe do escalador que morreu em janeiro no monte Fitz Roy revela que o corpo do filho não foi encontrado no lugar onde foi visto pela última vez.

Berna, como era conhecido, perdeu a vida ao cair enquanto descia da montanha argentina.

A amiga e companheira de aventura Kika Bradford estava com ele e contou tudo o que aconteceu em um relato para a Go Outside.

A carta de Heliane Damiano Collares contesta ainda a versão de que as condições no Fitz Roy estavam tão ruins a ponto de as equipes de resgate locais decidirem não tentar buscar Bernardo.

O corpo ainda não foi localizado pelas autoridades argentinas.

LEIA NA ÍNTEGRA A CARTA DA MÃE DE BERNARDO COLLARES:

"Após todo o sofrimento pelas tentativas frustradas de salvar o Bernardo, após tantos "nãos" para nossos apelos pelo resgate, recebemos a notícia de que o corpo do MEU FILHO não se encontra no local onde sua parceira o deixou VIVO, em 03/1/11.

Fotos tiradas em fevereiro constataram que, no local, só permanecem algumas barras de cereal, uma corda (identificada pela Kika como sendo a da ancoragem de Bernardo), o cantil, um bujão de gás para fogareiro, um stopper, uma piqueta e um par de sapatilhas de escalada.

Inexplicável!

Várias indagações podem ser feitas a partir desse fato.

Será que o estado de saúde de Bernardo não era tão ruim quanto as previsões pessimistas que o condenaram, e ele arrumou a mochila, abandonando alguns itens, tentando salvar-se, ante a demora do resgate, tendo queda fatal em outro lugar?

Quanto tempo ele esperou?

O que sofreu?

Será que saqueadores estiveram lá (onde nos diziam que ninguém conseguiria ir para ajudá-lo), levando o que tinha de valor e empurrando o corpo no precipício?

Como, após tantos dias, barras de cereal permaneceram num lugar em que nos falaram de terríveis ventos que inviabilizavam vôos de helicópteros?

Como nos propusemos a falar somente do que podemos provar, aqui nos limitamos a lançar as interrogações, que permanecem como facas nos nossos corações.

As fotos foram encaminhadas ao Itamaraty, com requerimento no sentido de que se reabra processo judicial que tramitou na Argentina, com novas investigações e resgate do corpo.

Na carta, informamos, ainda, que, pelas informações preliminares recebidas dos montanhistas locais, o corpo deve se encontrar no glaciar, a 1000 metros abaixo, próximo à "grande canaleta", em local que pode ser atingido inclusive sem escalada e onde foram resgatadas duas pessoas no ano passado.

E agora, aqueles que nos falaram com tanta certeza de que Bernardo morrera nas primeiras horas do acidente, de hipotermia, teriam as respostas de que nós precisamos para dormir em paz?

E eles, será que têm a consciência livre da culpa por seu amadorismo ter concorrido para a morte de uma pessoa?

Heliane Damiano Collares (mãe do Bernardo)


Fonte : http://gooutside.dominiotemporarioidc.com/163

O escalador Kleber Jamal é um dos idealizadores e proprietários do ginásio de escalada Altitude, localizado na cidade de São josé do Rio Preto.

Para quem não sabe ainda, o ginásio é responsável por revelar grandes destaques da escalada nacional, tendo como grande expoente o escalador Felipe Camargo.

Procurei Jamal para responder algumas perguntas, e ele gentilmente as respondeu bem depressa. A conversa foi rápida, mas as perguntas eram bem diretas.

Kleber respondeu gentilmente cada uma de maneira simples e objetiva.

Leia abaixo a entrevista :

1 - Em seu ginásio, qual é a filosofia de ensino?

Os atletas tem que aprimorar todos os quesitos essenciais da escalada esportiva.

Treinar: resistência, força, técnica, equilíbrio, "cabeça" e principalmente escalar com prazer, respeitando seus limites.

2 - O seu ginásio é o que mais revela talentos para a escalada esportiva brasileira. Há algum segredo?

Sim, muito treino, dedicação, empenho, motivação, equilíbrio emocional, união entre os escaladores, técnicos e instrutores do ginásio.

Resumindo somos uma família chamada Altitude (como dizem alguns escaladores locais).

3 - Qual é a média de alunos e frequentadores no seu ginásio?

Temos uma média de 50 alunos mensalistas.

4 - Na sua academia há vários eventos simples (como churrasco + escalada) que ficaram populares, qual foi a inspiração para que eles virassem sucessos?

Foi uma maneira que encontramos de unir os escaladores para trocar experiências, se conhecer, interagir, marcarem para treinar juntos.

Para quem não conhece a cidade, São José do Rio Preto tudo é motivo de churrasco , unimos esta tradição do interior com a escalada, uma mistura que deu certo.

Exemplos de eventos no ginásio: Bouldering ao alho, Churraskin de quinta.

5 - Há alguma preocupação de que durante a formação de escaladores eminformar sobre a conscientização de se comportar adequadamente em lugares de escalada?

Sim, me preocupo muito em passar ao iniciantes as normas de condutas na montanha, o respeito à natureza, as regras a serem seguidas nas áreas e cidades próximas aos points de escalada particulares e públicos.

6 - Na cidade de São paulo houve uma retração na quantidade de ginásios de escalada, na sua opinião o que pode ter acarretado nisso?

A escalada exige muito dedicação e motivação por parte do escalador, dos proprietários e funcionários dos ginásios.

Talvez seria o pouco retorno financeiro dos ginásios, se compararmos ao investimento.

A cidade de São Paulo complica também aos altos aluguéis pagos pelo espaço, grande distância que o escalador tem que percorrer, dentro da cidade, para ter acesso aos ginásios de escalada, o trânsito, lotação dos mesmos...

7 - A cerca de dois anos as competições de campeonato estadual de escalada deixaram de acontecer. Você saberia apontar os motivos?

Alguns dos motivos que o campeonato estadual de escalada deixaram de acontecer, seria o fato de sempre a cidade sede ser num mesmo local, geralmente num grande ginásio de São Paulo.

Não termos categorias de base surgindo.

A procura por escalada esportiva ter diminuido muito.

Patrocínios a estes eventos muito escassos, o que torna inviável prêmios expressivos aos vencedores.

Poucos atletas brasileiros competindo em campeonatos no exterior, que desmotiva atletas da categoria iniciantes, por não terem "ídolos nacionais".

Campeonatos demorados e com regras e critérios que deixavam dúvidas nos resultados por parte dos atletas e do público.

8 - Nos últimos anos estão acontecendo aguns incidentes que estão acarretando o fechamento de vários locais de escalada (Guaraiúva, Falésia Paraíso e etc), você tem alguma opinião a respeito disso?

Falta de instrução e educação de alguns escaladores, que prejudicam todos os escaladores e a própria imagem da escalada no Brasil.

Faltam profissionais na área, para instruir, criar e ditar as regras, condutas e normas de segurança nos locais para a prática de escalada no Brasil.

9 - Caso alguns dos pupilos oriundos da academia se envolverem em algum problema de fechamento de local, qual seria o procedimento da academia?

Primeiro iria conversar muito com este escalador e enteder o motivo do tal incidente e ter tomado esta atitude.

Não deixá-lo mais escalar no ginásio por um tempo, seria uma forma de tentar fazer que ele mude suas atitudes, se quiser continuar a escalar.

Descubrir uma maneira deste escalador amenizar o problema. Conscientizá-lo ainda mais.

Aproveitar um filme de graça todo mundo gosta. Para qualquer coisa gratuita vale a máxima "De graça até mesmo ônibus errado".

Esta mesma máxima vale para este filme que exalta os feitos do escalador americano Daniel Woods.

Para quem gosta de filmes que contam histórias interessantes, possuem ângulos de filmagem criativos e até mesmo motra o lado pessoal do escalador não assista à "Daniel Woods Best Day Ever".

O filme em termos gerais é apenas uma filmagem um certo tanto amadora de algumas escaladas do escalador Americano Daniel Woods em um local de boulder tradicionalíssimo de boulder.

As músicas além de não se encaixarem com as imagens, chega a irritar a um certo momento, dando vontade de avançar o filme.

Há as legendas informativas do grau dos boulders, mas não há em nenhum momento do filme um desejo de entreter o público que assiste.

Devo dizer que assisti ao filme sem nenhuma espectativa (de ser ótimo ou ruim) e estava de cabeça aberta.

Porém o filme me decepcionou muito. Não sou o melhor admirador do gênero de boulder, mas a maneira de como foi filmado, me pareceu que quiseram lançar como filme imagens pessoais do escalador. Nesta mesma pressa o cuidado para a escolha de uma boa trilha sonora e edição de imagens ficou em segundo plano.

Talvez este descuido com uma qualidade mínima fez com que o filme fosse distribuído gratuitamente. Para o usuário que não possui um grande volume de downloads permitido, pode se sentir frustrado ao gastar o montante com o filme.

As imagens estão em HD, e contém boa nitidez. Porém a certeza que fica é : você pode ter o melhor equipamento, o melhor escalador no melhor local de boulder. Se não tiver talento para fazer filmes de escalada tudo será em vão.

O filme "Daniel Woods Best Day Ever" é muito abaixo da crítica, e o escalador merecia ser retratado em um material de maior qualidade.

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