Blog destinado a notícias de escalada, eventos, dicas de treinamentos, viagens e opiniões pessoais a respeito do que cerca a escalada Brasileira e Mundial
Ainda pouco difundido no Brasil, os sites especializados em avaliações de equipamentos são uma realidade nos Estados Unidos e Europa.
Há sites de avaliação de todos os tamanhos, sendo que o precursor e um dos mais conhecidos o "Gear Junkie"
Seu criador acabou virando celebridade no mundo outdoor.
Atualmente o público brasileiro pode acompanhar seu trabalho na revista GoOutside aqui do Brasil, como colunista.
Um outro site foi lançado esta semana e reforçado recentemente por um dos criadores do "supertopo" - http://www.supertopo.com/ (no seu início tinha como idéia ser uma central na internet de croquis, mas que se designa agora a fazer avaliações de equipamentos).
Com o propósito de agregar nomes conhecidos em esportes outdoor, com experiência em expedições e cursos (o ponto fraco do Gear Junkie) o site "Outdoor Gear labs" vem para fornecer aquele "algo a mais" para quem procura avaliações de equipametos outdoor.
Durante a semana pude ter a oportunidade de publicar uma entrevista com o fotógrafo / cinegrafista Brunno Senna de Belo Horizonte.
Na minha modesta opinião um dos melhores da atualidade.
É imnportante frizar o quer sempre destaco aqui : vídeo de escalada não e somente mostrar movimentos insanos e gritinhos de "kmon!", há de possuir os elementos de vídeo e foto (regras dos terços, enquadramento e etc) e principalmente roteiro (item fundamental).
Bruno tem todos estes elementos de sobra.
Para quem deseja ver a qualidade de seu trabalho acompenhe o vídeo abaixo recentemente postado na internet.
Mesmo que você nã seja religioso deve ter ouvido falar do Pôncio Pilatos.
Reza a história que circula por aí que ele "lavou as mãos", e que simbolicamente era "tirar o dele da reta", quando condenou Jesus Cristo a ser crucificado. Mesmo não vendo nenhuma culpa nele.
A história contada e reproduzida é mais ou menos assim.
Pois então no dia de hoje, recebo uma mensagem dos anunciantes do "Curso de rapel on-line" que estava sendo divulgado desde a semana passada (e foi devidamente denunciado pela Nathalie do estado do Rio de Janeiro).
No melhor estilo citado acima me informam que o curso foi retirado.
Uma vitória sem dúvida nenhuma do bom senso, mas que também deveria servir para os publicadores terem mais critério ao publicarem um curso, porque se não houver nenhum em breve pode até aceitar até "Curso On Line de Base Jump" e retiram depois de um tempo com a mesma desculpa.
Muito conveninente esta "lavada de mãos" não?
Leia a íntegra da mensagem deixada aqui no Blog de Escalada
Prezado,
Informamos que o curso Iniciação em Rapel, que se encontrava no site da Cresça Brasil, foi desenvolvido a pedido de uma empresa parceira, do ramo esportivo.
A grade do curso online procura informar sobre a origem do esporte, além de informar sobre técnicas de rapel e de salvamento, visando justamente à conscientização da prática segura do Rapel.
Em momento algum, o curso se responsabiliza em formar o aluno para praticar o Rapel.
Durante as aulas, são frequentes os avisos para que a prática do Rapel seja feita somente após a realização de aulas práticas acompanhadas de profissionais. Informamos ainda, que o curso foi retirado do portal Cresça Brasil.
OBS.: Por algum erro da nova plataforma do Blogger, toda e qualquer foto está sendo postada deformada. Em qualquer momento quando a nova plataforma estabilizar será corrigido o erro
O fotógrafo e escalador Bruno Senna, residente em Belo Horizonte, é um dos grandes expoentes nos vídeos e fotografias de escalada.
Seu talento e criatividade conseguiu emplacar um projeto de vídeo e fotos para a North Face do Brasil intitulado "My First Mountain".
Bruno foi pela primeira vez a uma alta montanha na Bolívia escalar, e a retratou com seu experiente olhar fotográfico e experiência desde preparação até o final da sua escalada.
Somente pelo teaser liberado por ele já se pode visualizar a qualidade dos filmes. Seu vídeo publicado está no mersmo nível dos melhores que estão sendo postados na internet ultimamente.
O Blog de Escalada procurou o fotógrafo ,que gentilmente concedeu entrevista, onde falou sobre fotografia, filmes com DSLR e, claro, seu projeto e escaladas.
1 - Bruno, a quanto tempo você trabalha com fotografia?Como foi que começou?
Tem mais ou menos 5 anos que trabalho com fotografia.
Comecei quase que como todo fotógrafo, fazendo um curso, bem básico, comprando a minha primeira câmera, tirando muitas fotos ruins.
É engraçado porque quando olho as minhas primeiras fotos e penso, se alguém me mostrasse essas fotos, o que eu pensaria? Ainda bem que a evolução é uma prerrogativa de todo ser humano.
Sempre pesquisei muito, e depois do quarto curso, percebi que não tinha muitas opções adequadas para me profissionalizar aqui em Belo Horizonte, então comecei a importar livros e ler muitos blogs de fotografia e fazer alguns cursos online.
No começo fiz muitos trabalhos "no amorzinho" (termo inventando pelo fotógrafo Pedro Kirilos, para trabalhos que fazemos sem cobrar), e honestamente penso que é melhor não cobrar nada do que cobrar uma miséria pelo trabalho, para que o cliente saiba o verdadeiro valor daquelas fotos, ao invés de achar que pode sempre pagar pouco.
E sempre me dispus a entrar de cabeça quando uma boa idéia surge.
Dinheiro é consequência, ouvi uma frase uma vez e concordo muito, se você só clica o que te pagam para fotografar, como vão te contratar para fazer aquilo que você gosta se o seu portfólio só tem os seus trabalhos.
Agora se você fotografa aquilo que gosta, chegará o momento em que vão te contratar para fazer aquilo que você mais gosta.Fotografia é um mercado de referências, seu portfólio é o seu currículo.
Transformei em filosofia da minha fotografia o TBC (tira a bunda da cadeira), resumindo, saia de casa e vá fotografar, mas não aleatoriamente, criei alguns projetos, reuni uma equipe talentosa e transformei em realidade, como é o caso da série Klowns (Klowns 2), as bailarinas voadoras ou algumas fotos de escalada.
Em março de 2008 fui chamado para ser colaborador da revista Ragga e depois de um mês fui contratado.
A fotografia é uma carreira lenta, no começo você gasta bem mais do que ganha, por muito tempo tive um outro emprego para ir alavancando minha carreira, meu nome e meu portfólio de clientes.
2 - A pergunta mais típica para fotógrafos : Nikon ou Canon? E porque?
Atualmente Canon!
já fui Nikon, e troquei no início da minha carreira, na época as cameras digitais da Canon eram muito superiores e as lentes de ponta eram e continuam com um preço mais acessível do que as similares da Nikon.
E depois de um tempo o investimento em lentes transforma sua escolha num casamento, e como todo casamento, tem horas que você ama a sua escolha e tem horas que você pensa como seria ter algo diferente. Hehehe.
O mercado funcina em ciclos, existem gerações de cameras de uma marca que são melhores, e os ciclos em médias duram 2-3 anos.
A verdade é que as duas marcas são excelentes, mas ao mesmo tempo as duas marcas não lançam nada de interessante para o mercado profissional há 3 anos.
Atualmente penso que as Canon são mais rápidas e as Nikons tem mais funções fun embutidas nas câmeras. A real é que não é o equipamento que garante uma boa foto, mas o fotógrafo. O equipamento tem que te dar a segurança de trabalhar e esquecer dele para que possa se focar na parte criativa, que é a divertida do processo. 3 - Quado foi que começou a escalar?
Comecei a escalar em 2006, na Crux, talvez a menor academia de escalada que já existiu, mas ao mesmo tempo o lar de grandes escaladores de minas e com certeza uma das mais divertidas de toda a história da escalada.
Era um esquema de personal de escalada e a família Ouriques fazia milagres com o pequeno espaço do lugar, era como a vila do chaves, uma grande família, onde todo mundo se conhece é unido. Sinto saudades dessa época.
Me apaixonei pelo esporte, pelo estilo de vida e a maneira como a escalada mudou a minha vida. Mudei minha alimentação, meus hobbies e isso com certeza influenciou a minha fotografia e a minha escolha de carreira.
Eu penso que a escalada é a porta para um universo alternativo, que poucas pessoas tem acesso.
Me lembro quando escalei o Pão de Açucar e sentado numa das paradas, admirando aquela vista incrível de 180 graus da cidade do Rio de Janeiro, senti meio que uma melancolia, pensando, quantos dos meus amigos nunca vão ter essa oportunidade.
É algo muito único, poder escalar, acessar lugares remotos e estar em contato tão direto com a natureza. É um esporte único.
4 - Há algumas pequenas produções de vídeos seus em DVD com amigos? Porque eles não são divulgados?
Tem um filme muito legal da viagem da Rokaz de 2010, Rokaz France Trip, que fui como fotógrafo e cinegrafista. Ficou lindo, foi editado pelo Robério Carneiro, que é muito competente.
Tenho alguns outros videos de escalada, de um projeto de um filme de boulder, mas ainda não foi finalizado.
Porque eles não são divulgados? Não sei responder, pensamos em colocar na net ou talvez inscrever no Banff, mas nada foi feito efetivamente.
5 - Como surgiu a idéia de fazer o projeto da North Face?
Em 2007 estive na Bolivia e desde então fiquei fissurado com a idéia de escalar o Huayna Potosi.
No começo do ano o Leonardo Santiago me falou que estava indo, e a data coincidia com a saída do meu segundo e secreto emprego. Me juntei a viagem e chamei mais dois amigos, pensando na época somente na possibilidade de fotos e videos e pela experiência claro.
Depois numa conversa com a minha editora da revista Ragga falei sobre a possibilidade de uma matéria e ela disse: acho ótimo, como chama o projeto? Na hora me veio a resposta "my first mountain!"
Logo depois percebi que excelente idéia estava nas nossas mãos esperando para ser explorada. Montamos o blog, começamos a documentar tudo e corremos atrás de patrocínio.
E nessas horas você percebe como algumas marcas tem uma mentalidade muito diferente das outras.
A The North Face Brasil foi muito receptiva e apoiou o projeto logo de cara, assim como a Ragga, a Academia de Escalada Rokaz e a Red Bull.
E da noite pro dia o My First Mountain virou um projeto com projeção nacional. 6 - Como foi para você o resultado obtido?
Tem sido bem melhor do que eu esperava.
Várias novas portas se abriram.
O projeto My First Mountain também vai ter continuidade.
Já estamos preparando as próximas aventuras, e a cobertura vai ser cada vez melhor e com mais qualidade.
7 - Após terminado este projeto há algum outro que deseja fazer e que poderia falar?
Existem vários.
Como disse já estamos preparando a continuidade do My First Mountain.
Estamos desenhando um blog novo e pensando nas próximas aventuras. Além do que estamos também nos capacitando no processo de captação e edição de videos para que a qualidade dos próximos seja ainda melhor.
Tenho também dois projetos de videos de escalada. Um curta, mais conceitual sobre a ascensão de um boulder e todo o processo mental que o escalador passa para chegar a cadena e um longa sobre a escalada no Brasil.
Esses dois projetos estão apenas esperando verba e apoio para se tornarem realidade. São projetos muito sólidos, e vão se tornar realidade, é só ter paciência. 8 - Você possui um olhar apurado de fotógrafo. Isso ajudou na execução do filme?
Ajuda e atrapalha.
A mentalidade do fotógrafo foca apenas na estética e tenta capturar o maior número de ângulos possível, já o videomaker tem que captar conteúdo para que a história tenha continuidade e sua preocupação maior é ilustrar visualmente a história.
O meu background de fotógrafo ajuda muito na estética do filme, mas atrapalha porque tenho a chamada "sindrome do dedo ansioso".
Acho um angulo lindo, filmo por alguns segundos e já mudo para outro. Na hora da edição sofremos com meus takes super curtos.
9 - Alguns de seus vídeos irão participar de algum festival ?
Pretendemos entrar no Banff do ano que vem. Não conseguimos editar o filme para que entrasse no festival desse ano.
10 - Hoje a produção de vídeos DSLR é uma realidade. Como você visualiza este novo mercado?
Há 1 ano atrás conheci um dos maiores fotógrafos de escalada da atualidade, o americano Corey Rich, ele me disse "Bruno, no último ano meus trabalhos passaram de 100% fotos, para 50% fotos e 50% videos".
Passei 3 dias com ele e foi uma experiência intensa que considero como um marco na minha carreira. Ele me fez enxergar que video é uma realidade, agora somos profissionais audiovisuais, trabalhamos com fotos, videos e áudio.
Dominar essas técnicas é uma exigência do mercado.
Com a tecnologia de video das DSLR's temos uma camera de cinema nas mãos.
E de repente profissionais que passaram anos estudando estética, tem a possibilidade de fazer imagens em movimento.
É uma época muito empolgante de se poder fazer parte.
E ao mesmo tempo é um grande desafio, pois ao mesmo tempo que essas cameras fazem imagens lindas, todo o resto é péssimoO foco é manual, o áudio tem que ser captado externamente, a movimentação tem que fazer uso de tripés, sliders e gruas, mas quando bem feito, o resultado é fantástico.
Estamos perto de chegar a 10 anos sem uma revista exxencialmente sobre escalada aqui no Brasil.
A revista Headwall deixou de ser publicada em meados de 2005 deixou saudade e uma lacuna gigante em toda a comunidade de escalada.
Nestes dias que tudo parece mais caro e mais difícil, aliado à concorrência da internet que oferece vídeos e notícias a uma velocidade espantosa, como realizar uma revista?
Pois bem, um cidadão dos Estados Unidos teve a iniciativa de criar uma revista, e pedir ajuda do já famoso site de "ajuda coletiva" Kickstarter (descrito no blog em http://blogdescalada.blogspot.com/2010/12/kickstarter.html) para que pudesse levanar fundos para proteger a patagônia.
Os produtores do Reel Rock Tour (Sender Films e Big Up Productions) liberaram para visualização o trailer oficial do evento.
O Reel Rock Tour é o mais famoso evento de filmes de escalada dos Estados Unidos. O evento reúne as produções mais elaboradas de escalada e as colocam para serem exibidas em cinemas de várias cidades.
A produção ainda não teve uma edição exibida no Brasil.
Mas sabe-se que uma produtora de curtas metragens da cidade de São Paulo está em negociação com os produtores do evento para que seja viabilizada uma edição já no próximo ano, não somente em São Paulo, mas também em Belo Horizonte e Curitiba.
A dependência depende de assuntos burocráticos com a ancine e com a adesão de marcas para patrocíno.
A idéia de fazer uma grande exibição de filmes outdoor para alcançar o grande público gratuitamente no parque Ibirapuera parecia uma utopia para muitos.
Mas foi realizada com boa aceitação no último final de semana.
Quem compareceu sabe que o tempo não ajudou muito, pois a frente fria castigou quem procurava um relativo conforto no local. O tempo frio foi apenas um "teste psicotécnico" do desejo e curiosidade de saber o que seria de fato um "filme outdoor".
Com um público que aparentava ser cerca de 500 pessoas em média nos dois dias, a aceitação e a emoção com os filmes foi uma ótima divulgação dos esportes de natureza.
Com relação à escalada vi muitas pessoas se empolgarem com o esporte e se tornarem potenciais futuros escaladores.
O ponto positivo a se ressaltar foi a excelente qualidade de imagem dos vídeos exibidos no telão montado no parque. Houve problemas de som em alguns momentos, mas nada que tenha comprometido a exibição do filme.
Houve durante o intervalo dos filmes um pequeno show com cerca de 20 minutos do cantor Eric Santos. Esta pequena quebra fez com que parte do público (muito por culpa do frio) acabasse não se interessando em continuar a assistir.
No dia de sábado (o 3º dia de exibição com 12ºC de frio) começou com o "Skateistan", um filme que retrata a convivência dos praticantes de skate com a realidade bem dura do Afeganistão. As declarações diretas dos jovens a respeito do dia a dia de um país longe (muito longe mesmo) de ter as liberdades de uma democracia.
Quem esperava ver acrobacias mágicas em skate, pode ter se decepcionado neste aspecto. O foco do filme foi mostrar como os praticantes da modalidade no Afeganistão têm como válvula de escape o esporte.
O filme é muito simples e de edição eficiente. Porém apesar da aparente simplicidade, a mensagem por trás da história é bem além de documentário. Fica implíscito um sentimento de esperança a respeito de gerações futuras que praticam o skate.
Ficou mais que evidente a qualidade do trabalho da produtora Sender Films. O frisson causado pelas imagens de seu filme faria o produtor Peter Mortimer rir de orelha a orelha de satisfação.
Pela reação das pessoas ao filme ficou mais que evidente, ao menos para mim, que quando um filme é bem feito qualquer pessoa aprecia.
Assista ao trailer do filme abaixo:
O terceiro filme da noite foi o bonito "Dark Side of the Lens" que impressionou muitos pela qualidade de imagens e narrativa.
O filme apesar de curto, "roubou" a fala de todos, e com uma exuberância de imagens causou um "silêncio ensurdecedor".
Poucas vezes vi imagens em filmes de surf de qualidade tão impactantes, uma verdadeira obra de arte.
O filme foi exibido no Reel Rock Tour de 2010, evento este já tradicional nos EUA , mas voltado totalmente ao público de escalada. Não chega a ter nem o tamanho nem a importância do Mountainfilm de Telluride.
Chega a ser desnecessário dizer que o filme agradoou e entreteniu a todos. Basta dizer que os filmes da Sender Films são quase que sinônimo de qualidade.
Assista ao filme COMPLETO abaixo :
O quinto filme da noite foi o "On Assignment", um filme que retrata a vida de Jimmy Chin, um escalador fotógrafo da National Geografic que tem uma vida que muitos fotógrafos e escaladores sonham em ter : Viver em Yosemite Valley e cobrir os aventureiros e figuras do local.
Com fotografia bonita, e narrativa em primeira pessoa do próprio Jimmy Chin , o filme mostra como a vida do fotógrafo não tem muito glamour.
Para quem não sabe, Yosemite é considerado (ao meno pelos americanos) como o centro universal da escalada. Um local que todo escalador tem de conhecer e visitar uma vez na vida.
O filme é realizado por um dos produtores mais cultuados do momento o Renan Ozturk, que nos últimos dois anos vêm produzindo bonitos filmes captados pela sua DSLR.
Assista ao filme COMPLETO abaixo :
O sexto filme da noite foi o "Life Cycles", um filme voltado para o público de bicicletas.
O filme de fotografia belíssima e um trabalho de câmeras e edição primoroso divaga sobre os ciclos da vida e em como tudo há um começo meio e fim.
O filme é muito bem realizado, porém acredito que os realizadores erraram um pouco a mão ao esticarem a exibição de imagens por longos 45min. Em certa parte houve dispersão da platéia, pois se tornou um pouco maçante ver apenas imagens e não ter efetivamente um filme para acompanhar.
O filme não é ruim, muito pelo contrário, mas poderia ter sido melhor se os produtores também incluissem algum elemento que não fosse extensas imagens de acrobacias de bicicletas.
Assista ao trailer do filme e a um teaser abaixo :
O sétimo filme da noite foi o "Way Back home", o segundo filme sobre bikes da noite.
Um belo filme sobre o ciclista Danny MacAskill que com sua bicicleta fazendo acrobacias com imagens bonitas e trilha sonora eficiente entretem quem assiste ao filme.
Um filme para deixar quem gosta de bicicletas empolgado, e quem não tem uma com vontade de comprar.
Um excelente filme de divulgação de bicicletas e que deve ter deixado a comunidade BMX com lágrima nos olhos de tanta emoção.
Assista ao filme COMPLETO abaixo :
O Oitavo filme foi "Towers of the Ennedi" outro filme de escalada.
O filme realizado pela produtora Camp4 Collective, e também realizado com DSLR. O filme retrata uma expedição até um local da África para uma conquista nas Torres de Enedi.
Um bonito filme que serviu para mostrar de maneira não tão heróica como nos filmes exibidos na noite como é uma escalada de conquista.
Um filme que além de belo, também serve para conquistar adeptos do esporte.
O último dia de Rocky Spirit foi beneficiado pela frente fria que estava perdendo força, e pelo adiantamento de 1h do início da exibição dos filmes . Uma decisão sábia, que garantiu a presença de mais público e por mais tempo.
O primeiro filme do dia foi o "The Fall Line" um filme sobre o poder de superação de um atleta de ski que perdeu suas pernas em uma explosão de granada.
O filme , de imagens bonitas e mensagem inspiradora, foi a porta de entrada para um público que não conhecia muito sobre o que era um filme outdoor.
O filme de fotografia bonita e eficiente ralizada pelo produtor Tyler Stableford deixa o mais incrédulo espectador impressionado.
Narrado em primeira pessoa pelo personagem é impossível não se emocionar com suas palavras, tornando o filme comovente e empolgante ao mesmo tempo
O filme chega a ser obrigatorio para quem acredita em limitações físicas em esporte de ação.
Assista ao trailer do filme abaixo :
O segundo filme da noite foi "Hawaii Wave Ski" um filme mais parecido com os convencionais filmes outdoor clichês.
Antes que alguém posssa pensar, o filme não é ruim, aliás é muito bom e garantia de entretenimento. Porém não é um filme que foca na filosofia e em pessoas, é mais preocupado com a ação e imagens de efeito.
O filme de boa fotografia e com ângulos criativos de imagens empolgou o público pois tinha o apelo de mar e sol (e muitos estavam com frio).
O filme ajudou mais ainda a divulgar o esporte para o público interessado, e que , ao menos no local, pareceu que iria procurar ssaber mais sobre a escalada.
Assista ao trailer do filme abaixo :
O quarto filme da noite foi "Into Darkness" um filme sobre espeleologia, e que ao menos para mim foi uma grata surpresa.
O filme mostra a espeologia com uma abordagem bem mais adulta e fotografia bonita de vários ângulos.
O público praticante de espeologia certamente ficou orgulhoso de ver o esporte retratada de uma maneira tão bem feita.
Assista ao trailer do filme abaixo :
O quinto filme da noite foi "COLD" um filme de escalda de alta montanha. Para muitas pessoas adeptas da modalidade era um dos mais esperados.
A aventura do personagem, escalar uma alta montanha no inverno, por si só já merecia destaque.
O filme mostra como a força de vontade de um atleta em atingir o objetivo faz a diferença,e em como um filme somente por imagens pode fazer você sentir frio.
Como o próprio ambiente de exibição já fazia frio o filme deve ter causado um impacto ainda maior.
Assista ao trailer do filme abaixo :
O sexto filme da noite foi "In the Shadow of the mountain", em que marcou mais uma presença de filmes de montanha e escalada no evento.
O filme mostra muito sobre o desejo de ir para a montanha e escalar. Com roteiro bem escrito e fotografia eficiente deixou mais uma vez em evidência para o público presente que a escalada é uma pratica bem difundida em vários países.
O filme é item obrigatório a todo e qualquer escalador, e deveria ser exibido em todos os cursos de escalada devido à sua qualidade e abordagem de temas de ética de montanha.
Para mim foi a mais grata surpresa do festival, pois mesmo com altas expectativas com ele, me surpreendeu mesmo assim.
Parabéns aos Organizadores do 1º Rocky Spirit que teve a iniciativa de trazer novamente para a cidade de São Paulo um festival de filmes Outdoor, e que mostrou que há sim mercado para patrocinadores interessados em este tipo de eventos.
Resta torcer para que os próximos festivais de filmes outdoor, e até mesmo uma parada do Banff World Tour por aqui (e porque não?).
Caminhos da Mantiqueira, longa metragem será lançado dia 06/09 na Cinemateca, em São Paulo
Em busca da valorização da Serra da Mantiqueira, região encravada entre os três Estados, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, o filme Caminhos da Mantiqueira – documentário de longa metragem (79min) – vai em busca de uma identidade para essa região de extrema importância para o nosso país por suas características próprias, naturais e históricas.
Idealizado, produzido e dirigido por Galileu Garcia Junior, o filme costura uma narrativa emocionante sobre a vida da região, da qual ele se encaixa como um ativista.
Em formato Road Movie, o filme foi realizado pela equipe que se deslocou ao longo de 35 dias por quase 40 cidades da serra; percorreu vales e escalou vários de seus cumes; adentrou suas florestas e parques para tentar traçar um perímetro e criar uma identidade geopolítica para a região.
E, o mais prazeroso, ouviu suas gentes: agricultores, tropeiros e violeiros, claro, todos contadores de causos.
Também foram ouvidos ambientalistas, geógrafos, biólogos e historiadores; tudo com o intuito de costurar uma narrativa a um só tempo informativa e emocionante sobre a região, abordando temas como o ecossistema, as reservas florestais, as nascentes de água e seus importantes rios, a ancestral formação geológica, as mais recentes histórias da Revolução de 1932 e, como não poderiam faltar, as narrativas que nos levam para além do tempo através dos relatos testemunhais sobre o Lobisomem, a Mãe de Ouro e o Corpo Seco, seres que vivem no imaginário de alguns de nossos personagens.
“Caminhos da Mantiqueira” apresenta com sensibilidade um pedaço relativamente desconhecido de muitos brasileiros, apesar de sua extrema importância regional.
Percorre estradas, histórias e vidas em busca da identidade própria e única para a Serra da Mantiqueira.
Além do filme, estão sendo lançados um CD com a trilha sonora e um livro homônimo, editado pela Empresa das Artes; livro que, aliás, foi o ponto de partida para a pesquisa que orientou a realização do projeto.
Galileu Garcia Jr.
Sua carreira teve inicio em 1981 em uma produtoraprodutora de filmes na ára de montagem e edição, onde atuou até 1991 com cerca de 300 filmes publicitários e institucionais e cerca de 15 fimes de curta metragem.
Na sequencia passou a dirigir e produzir filmes para os maiores anunciantes do país, se firmando como um importante nome na área.
Dirigiu três curtas metragens e agora o filme documentário de longa metragem “Caminhos da Mantiqueira, homonimo do livro.
A fotografia também faz parte da sua carreira como complemento ao seu trabalho de direção. Em 2007 realizou uma exposição de fotos intitulada “Raizes” na Piancoteca do Estado de São Paulo, durante cinco meses.