Blog de Escalada

Blog destinado a notícias de escalada, eventos, dicas de treinamentos, viagens
e opiniões pessoais a respeito do que cerca a escalada Brasileira e Mundial

Se existe algo quer abomino é a covardia.

De qualquer núivel aplicado por qualquer pessoa.

Tive o desprazer de ler esta semana em listas de discussão e blogs pelo mundo afora, assim como mensagens na minha opinião a respeito da dupla de F.D.P´s que passaram por cima de toda uma comunidade que cuidava do local conhecido como El Chaltén.

Pois bem, em uma reunião realizada pela região, com cerca de 120 pessoas que tiveram o seu direito de voto, de escolha e principalmente de respeito (afinal por mais boçal que seja o escalar ele faz parte da sociedade goste ele ou não), os covardes escaladores mostraram que além de não possuir carátere educação, também deixaram os colhões em casa.

Não apareceram para mostrar a cara a tapa, como também mostraram uma carta que por si só é um cuspe na cara de todo e qualquer escalador que acredite que haja comunidade de montanha.

A mesma falta de "pelotas" também se aplica ao respeitabilíssimo Rolando Garibotti, que deve te-las perdido pelas suas escaladas.

Um ato perfeitamente normal para uma dupla que agiu de maneira covarde. Fossem eles, os tres, homens de verdade e de honra teriam no mínimo aparecido lá e assumido o feito.

Mas não o fizeram, claro porque são no fundo crianças assutadas e provavelmente foram correr para a barra da saia da mãe chorar como fazem os covardes.

O curioso também é que viraram fumaça? Ninguém conhece estas pessoas sem culhão, "sin pelotas", "without any balls or spine"? Ninguem sabe o paradeiro?

Leia trecho da declaração puzilânime :


Como sociedade nós removemos outros erros, como o Muro de Berlin. A história não pára. A história está acontecendo agora. Esperemos que os grampos sejam história algum dia'. - Zach Smith

Se você tiver sorte o suficiente para ter um vislumbre do Cerro Torre em um raro dia de sol, você vai entender porque muitos a consideram que a montanha mais bonita e atraente do mundo. Messner chamou-a de “um grito transformado em pedra”. A contradição entre a sua grande beleza e seus aspectos intimidante fará girar a cabeça de qualquer alpinista empreendedor que lhe deseja um dia experimentar.

Em meados de janeiro de 2012, Hayden Kennedy e eu completamos a maior escalada de nossas vidas. Mas nossa escalada se envolveu numa controvérsia lamentável da mesma forma como uma nuvem envolve a montanha.

Combinamos de nos encontrar em El Chaltén, cidade que é porta de entrada para as montanhas da Patagônia, no início de dezembro de 2011. No mês que antecedeu nossas viagens, Hayden e eu não nos falamos muito. Ele estava na Turquia fazendo escaladas esportivas e preocupado com uma menina norueguesa. Eu estava no México saltando de parapentes.


Leia o trecho completo em : http://www.altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=3255

A produção inglesa “The Long Hope” era aguardada com ansiedade, muito por causa do feito do escocês Dave MacLeod de conseguir escalar em livre uma parede de 350 metros de altura à beira mar no Reino Unido. A via não foi escalada em livre antes porque era considerada “muito difícil para ser escalada em livre”.

O filme é uma das melhores produções inglesas desde “E11”, e pode ser considerado obrigatório em videoteca de qualquer escalador. Com roteiro impecável, e ângulos de filmagens bastante criativos, que contou com uma edição primorosa, pode ser considerado como o melhor filme de escalada de 2011.

Os produtores britânicos optaram por uma abordagem curiosa e ousada: misturar declamações de poesias do conquistador, com declarações dos próprios conquistadores de 1970 e a preparação de MacLeod.

O resultado desta receita foi um filme exuberante e que em muitos momentos nos passa a sensação de que foi um filme feito por escaladores da velha guarda para escaladores da velha guarda.



Não há em nenhum momento declarações sobre ética e outras discussões(e divagações) do gênero que sempre fazem parte de filmes que retratam a velha guarda. A via que dá nome ao filme foi conquistada em 1970, em escalada artificial, em um local inóspito e de clima ruim. O escalador Dave MacLeod elogiou a coragem dos conquistadores, que à época ficaram sete dias nesta parede para concluir a conquista.

Junto com toda a preparação do escalador, há uma explicação de como é a dificuldade deste local a ser escalada. Tudo com a maior didática possível, o que torna o filme agradável até mesmo ao público leigo. Pontuando o filme há as declarações dos conquistadores, e de como foi, em nível de detalhes e emoções raramente divulgados em filmes outdoor.

O roteiro não linear neste aspecto serve como uma verdadeira aula a quem deseja saber mais sobre este estilo de roteiro. Um ponto a se ressalvar seria a da dificuldade que teria uma pessoa que não domina o idioma britânico, pois há muitos diálogos e declamações de textos em tom de poesia (no melhor estilo Shakespeare) teria dificuldade de acompanhar o filme.

Porém o desejo dos produtores foi exatamente dar um tom mais intelectual a uma produção de escalada, tendo como resultado um filme elegante, emocionante e principalmente entretenido. As cenas em que um dos conquistadores, hoje perto dos 70 anos e enfermo de Parkinson, vai visualizar o local e a via pela última vez são emocionantes.

As cenas da escalada de MacLeod são muito bem filmadas, e editadas, passando a noção exata de realizar uma via com proteções móveis. Durante sua ascensão encontra agarras sujas com muito musgo,aquele “tempinho” de garoa o qual a Inglaterra é conhecida, além da dificuldade técnica. Nestas cenas há também o aspecto inovador de procurar mostrar o poder de concentração do escalador, aliado à sua força.



A produção “The Long Hope” ainda guarda certos tons de cores e iluminações típicos dos filmes ingleses e que transmite aquela sensação de clima sombrio e tenebroso. Contudo, o filme já é desde já um clássico instantâneo de filme de escalada.

Com um preço levemente “salgado” de £15 (cerca de R$41,00), é compensado pela sua alta qualidade de produção. Tanto nos aspectos técnicos quanto nos aspectos de atividade de escalada.

O filme muito possivelmente irá fazer parte de vários festivais no ano de 2012 pelo mundo (incluindo Telluride nos EUA), e deve chegar a ser exibido ao público nos festivais a serem realizados no Brasil no segundo semestre.


Para sabermais sobre o filme vá em : http://hotaches.com/

Você já ouviu falar de Rafael Takahace?

Não?

Então decore o nome dele.

Rafinha, como também é conhecido é um dos escaladores mais promissores do estado de São Paulo e do Brasil.

Ele ainda não atingiu a sua maioridade, porém possui marcas e feitos de fazer inveja a muito escalador veterano do Brasil. Rafael é seguramente uma das grandes promessas de escaladores com potencial para quebrar as marcas já estabelecidas por escaladores daqui.

Rafinha que sente orgulho de ser uma "cria" da academia 90 Graus de São Paulo ( a academia mais frequentada da cidade paulistana), não se esquivou sobre assuntos delicados como a inexistência de campeonatos paulistas, patrocínio.

Somente saiu pela tangente em assuntos mais sérios como que vestibular irá prestar.

Acompanhe abaixo a entrevista de Rafael Takahace para o Blog de Escalada

1 – Rafinha, hoje você é uma das grandes promessas da escalada esportiva brasileira, como é conviver com esta fama repentina?

Bom, não sei se tenho toda essa fama, hahahaha!

Mas sempre que alguém fala “ Nossa, ta escalando bem hein! Logo mais só vai dar você nas competições”, eu fico meio sem jeito e sem resposta pra dar, mas sempre agradeço e tento mudar de assunto, hahahahaha!!!!

Porém não vou negar que gosto, sempre é bom ser reconhecido por algo que você se empenha e dedica!!

2 – Como é o equilíbrio estudo x escalada?

Conciliar a escola e o esporte é uma tarefa árdua.

Meus pais desde o começo falaram “ Você tem que ir bem na escola, senão não escala!” e sempre foi dessa maneira.

Sempre que tem alguma matéria que eu precise estudar um pouco eu deixo de treinar e fico em casa com a cara nos livros.

Mas até hoje eu não tive muitas dificuldades em achar o equilíbrio entre o estudo e a escalada, sempre consigo tirar boas notas e passar de ano.


3 – Como foi que você começou a escalar?

Eu começei a escalar na minha escola.

Começou somente como uma atividade extracurricular que eu me enteressei.

Aos poucos, participando de campeonatos e treinando cada vez mais forte, fui levando mais a sério o esporte e conforme segue a história, estou onde estou.

4 – Qual é a relação que seus pais tem com esta sua paixão pela escalada?

Meus pais nunca deixaram de me apoiar.

Sempre me acompanharam, tanto para capeonatos quanto para viagens; sempre me levaram à academia para treinar; sempre se sacrificaram, tanto financeiramente quanto físicamente para poder fornecer um bom equipamento, locomoção e inscrição para campeonatos e até registros como fotos e vídeos para poder divulgar minha escalada.

Sempre fizeram de tudo para que eu pudesse crescer no esporte.

Para eles eu só tenho à agradecer pela dedicação e ao esforço para pode fazer com que eu avançasse tanto como esportista quanto como ser humano.

5 – Está chegando o momento comum dos adolescentes de escolher qual vestibular prestar. Quais são seus planos?

Até agora não tenho nenhum plano.

Não sei que faculdade eu vou prestar e não sei que área eu vou seguir, só sei que eu quero continuar escalando. Hahahahah!!!!!

6 – Como é a sua rotina de treinamento?

Na semana eu treino 5 dias:

terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sábado e domingo.

Nas terças-feiras eu costumava fazer um acompanhamento com o Paulo Gil, mas devido à um contratempo estamos em ressesso, portanto é o dia que eu tiro pra escalar com a galera.

Nas quartas-feiras e sábados eu faço um treino de força que envolve séries de exercícios tanto no finger board quanto no campus board.

Nas quintas-feiras e domingos eu faço um treino de resistência em algumas travessias variando as séries, as linhas e o tempo de descanço entre cada entrada.

7 – Se fosse para você enumerar os seus feitos na escalada, quais você mais destacaria?

Vou fazer uma lista com três feitos em campeonatos e três feitos na rocha.
Campeonatos:

1. 4º Lugar no Campeonato Brasileiro de 2011
2. 7º Lugar no Rokazbloc de 2011
3. 42º Lugar no Campeonato Mundial Juvenil na Escócia em 2010
Rocha:
1. Crença - 9C de segunda
2. Sika Dura - 9C
3. Fullon na Sika - 9C

Obs.: Rumo ao décimo hahahahah!!!!!

8 – Para o ano de 2012 quais seus objetivos na escalada?

Em 2012 eu planejo escalar mais na rocha (em 2011 não confirmei muito minha presença nos picos), planejo competir forte nos campeonatos que eu me propor a disputar e planejo mandar meus projetos e criar novos, hahahah!!!

9 – Existe algum local de escalada no Brasil que pretende conhecer o mais rápido possível?

Há diversos locais que eu já ouvi falar, alguns picos no nordeste, alguns um pouco mais ao sul, mas um lugar que venho pilhando de ir é no Cocal e em Atibaía conhecer alguns picos de boulder, fora entrar em vias que nunca entrei em picos que já conheço como no Cipó ou em São Bento.

10 – Quando você diz que escala seus amigos se assustam ou ficam empolgados para irem com você?

Meus amigos ficam meio que indiferentes, eles acham legal, perguntam algumas coisas, quando eu consigo uma boa colocação em campeonatos eles me parabenizam, mas poucos pilharam pra ir na academia comigo e muito menos continuar treinando.

11 – Houve algum amigo ou colega de escola que também se dedicou ao esporte?

Houve uma época que muitos amigos meus começaram à escalar, mas foi algo momentâneo, apenas dois ou três continuaram por mais um tempo e depois pararam por falta de incentivo.

12 – Hoje qual conselho você daria a alguém que deseja começar a escalar?

A escalada não é uma atividade que se aprende da noite pro dia, requer tempo, paciência e o principal dedicação, se você tiver esses três elementos você estará apto para crescer e evoluir no esporte.

13 – Hoje não há muitos campeonatos de escalada no Estado de São Paulo e também no Brasil. Como é para você esta realidade?

O fato do número de campeonatos ter reduzido drasticamente é desmotivante.

Eu lembro de uma época onde em São Paulo havia seis campeonatos estaduais ao ano e que ainda havia quatro etapas do brasileiro, uma em cada estado.

Hoje não temos NENHUMA etapa do campeonato paulista e uma estapa do campeonato Brasileiro que só é realizada devido à boa vontade e dedicação da academia Rokaz e de marcas como a 4climb que está apoiando e patrocinando todos os eventos de escalada.

Tanto no cenário Indoor quanto em eventos que ocorrem na rocha.

Pelo cenário atual, podemos ver que algumas associações estão meio desmotivadas à realizar eventos que contribuiriam para a divulgação do esporte que logo logo poderá se tornar olímpico.

Temos que mudar essa situação com urgência!!!!!!

14 – Não há muitas novas revelações de jovens talentos como você na escalada. Você saberia dizer qual seria o motivo?

Eu tenho algumas teorias, mas o motivo certo eu não sei.

Deve ser algo relacionando com a adolescência ser uma fase onde os jovens só querem saber de sair, fazer amigos, excessos, etc.

Eu não os culpo, querendo ou não treinar requer sacrifícios não só na escalada como em qualquer atividade que você se propõe a praticar como tocar um instrumeto, ou jogar xadrez por exemplo, tudo demanda tempo e dedicação para que se possa aprimorar e melhorar a cada dia.


15 – A escalada na cidade de São Paulo há apenas dois locais para o treinamento de escalada. Na sua opinião porque há tão poucos locais em uma cidade que já teve 4 locais?

Bom, grande parte do motivo de São Paulo não ter mais 4 ginásios de escalada é meio que o monopólio do “mercado”.

Devido a grande diferença de acessibilidade e divulgação, uma empresa se sobrepõe a outra fazendo com que a mesma feche, criando um mercado onde há poucas opções, não sei se deu pra me entender, mas essa é uma das minhas teorias.

A outra teoria que pode estar associada à anterior, se deve à falta de motivação e divulgação da comunidade escaladora, fazendo com que, numa cidade grande como São Paulo, somente duas academias seja suficiente para satisfazer a “demanda” de escaladores.

16 – Você possui algum patrocinador, ou mesmo alguém (com exceção dos pais é claro) que apóie você?

Todos os meus amigos, tanto escaladores quanto da escolas e de outros lugares sempre me apoiaram e para eles eu só tenho à agradecer.

Eu estou com apoio da 90 Graus, o ginásio de escalada onde eu treino, e estou vendo de conseguir um apoio de uma loja de um amigo de artigos de esportes ao ar livre que se chama “ Casa do Brother”, estou a procura de patrocinadores como sempre, portanto uma ajuda sempre é bem-vinda, hahahahahah!!!!

A questão de ética e vias conquistadas é talvez tão antiga quanto o próprio esporte de escalada.

Também são de longa data os super “donos da verdade” que se dizem os reis absolutos das regras e convenções da escalada.

O que não falta no mundo inteiro são polêmicas, bravatas e discussões que seguem por décadas.

Na última semana dois escaladores que se valeram por uma imensa falta de caráter, e possuídos por uma tática canalha, arrancaram vários grampos da via em questão.

Com isso, trocando em miúdos, a via foi “apagada” de sua existência.

A via “apagada” era cercada de polêmica pelo maneira que foi aberta e o que a mesma representa para a comunidade local.

Mas não há nada que justifique a atitude pusilânime que a dupla teve ao simplismente desrespeitar Toda e qualquer ética de escalada vigente.

Uma das consequências foi sentida na pele : A dupla de imbecis foi ameaçada por cerca de 40 pessoas de serem linchadas, e se refugiaram de forma covarde dentro de um locutório (loja de cabines telefônicas). Saíram escoltados pelas autoridades locais, prestaram depoimento sobre o ocorrido, e tiveram de devolver cada um dos grampos retirados da via.

A Argentina vê mais uma vez estrangeiros desrespeitarem os locais de escalada no país. Vale lembrar que um brasileiro também dono de baixo caráter e inteligência contribuiu para que o Valle Encantado fosse fechado durante o verão pelos seus proprietários.

Para estes dois exemplos não houve punição para os infratores. O resultado disso é que neste ponto que o esporte mais sofre, pois não há legislação que proteja os locais de escalada de atos como este.

Somos reféns de pessoas incapazes de respeitar nem mesmo o esporte que praticam. O desejo de fazer algo imbecil, pouco importa se irá ou não prejudicar outras pessoas que praticam o msmo esporte.

Imagine a seguinte situação : um estrangeiro, ou até mesmo um outro idiota como o poluidor do Valle Encantado, se sente no direito de ir até um local de escalada popular. Por exemplo o Pão De Açúcar, no Rio de Janeiro, ou até mesmo a Serra do Cipó.

Estando lá decide que uma via está fora dos padrões de ética, e remove os grampos que fazem parte da via. Imagine agora a via “Italianos” ou até mesmo a “Johny Quest” na serra do cipó desaparecer da noite para o dia.

Quem são estes escaladores que se sentiram acima de todos os demais e “apagar” da história uma via que era até mesmo mais velha que eles mesmos?

Já presenciei escaladores brasileiros planejarem fazer o mesmo em vias como “Nem Fudendo”(Itajubá), “Chove não Molha”(Pedra do Baú), “Injustiça Social”(Serra do Cipó) para citar algumas.

O desenrolar disso tudo já foi visto : como o sujeito é estrangeiro, ele simplesmente faz as malas e vai embora para casa.

Este sentimento de frustração e impotência que está sentindo agora é o que a comunidade de escaladores da Argentina está sentindo neste momento.

Ninguém, seja do próprio pais, ou estrangeiro tem o direito de se achar o dono da verdade. O que foi feito foi, cristalinamente, uma babaquice típica de perfeitos cretinos. Este ato é inaceitável, sem qualquer exceção, tanto em vias polêmicas ou não.

Para saber mais veja em : http://www.lacachania.com.ar/noticia.php?id_nota=185&id_seccion=1

Leia texto em Português : http://www.altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=3246

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