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Quem escala em alto nível possui sempre uma preocupação acima do normal com a taxa de gordura corporal e com o seu peso.

Alguns atravessam a barreira do patológico, o que aqui não vem ao caso deste post.

Foi publicado no blog Climb Strong várias dicas de como é o controle destes fatores citados especialmente para escaladores.

O Texto EM INGLÊS pode ser visualizado em : http://climbstrong.wordpress.com/2012/03/07/fat-loss-and-weight-management-for-climbing-part-one/

Por Marco F. Jafet marcojafet@jafetnutricao.com.br

O carboidrato é visto como vilão em dietas, porém, a sua falta no organismo pode ter consequências negativas, pois é a principal fonte de energia para o corpo

Quem nunca precisou ou conhece alguém que tenha precisado perder dois quilinhos? Quem nunca sentiu vontade de entrar na roupa que há tempo não serve mais?

Quem nunca tentou entrar em forma faltando dois meses para o verão e as férias na praia? Você não é o único que já vivenciou situações como essas.

A primeira atitude a ser tomada é sempre fechar a boca e restringir o tal do carboidrato, presente em pães, massas, batata, arroz, etc. Ele é sempre visto como o vilão da história. Mas, na verdade, trata-se de uma injustiça.

O carboidrato é nossa principal fonte de energia no organismo. Considere-o combustível para o corpo e, principalmente, para o cérebro, que precisa de glicose (substrato gerado no processo final de transformação do carboidrato) para exercer as funções vitais.

Antes de arrancá-lo de suas refeições, conheça algumas consequências causadas pela falta de carboidrato:

Perda de massa muscular – Com a falta desse substrato para gerar energia, o organismo precisa produzi-la de outra forma.

Acontece, então, um processo bioquímico (gliconeogênese) que transforma a proteína muscular em energia (glicose). Conclusão: ocorre a degradação (perda) de massa muscular.

Formação de Radicais Livres – A ausência do carboidrato desencadeia a produção de cetose, substância altamente tóxica ao organismo.

Quanto maior a quantidade de cetose produzida, maior será a formação de RADICAIS LIVRES, principais causadores de envelhecimento e de doenças oxidativas, como o câncer.

Diminuição do gasto calórico – Quando ficamos longos períodos sem se alimentar com carboidratos (superiores a 4 horas), nosso organismo entra em estado catabólico (perda), ou seja, ele passa a utilizar as reservas de glicogênio (estoque de glicose) para fornecer energia ao corpo.

O organismo entende esse momento como uma restrição alimentar e começa a poupar energia, desacelerando nossa taxa metabólica basal.

Consequentemente a queima calórica diminui e a perda de peso se torna mais difícil. Entendeu por que é necessário se alimentar a cada 3 horas? Resposta rápida: para manter o ritmo metabólico acelerado.

Hipoglicemia de rebote – Isso acontece quando o indivíduo vai praticar alguma atividade física e apenas consome uma fruta.

O açúcar da fruta (frutose) tem um índice glicêmico alto (velocidade de transformação em glicose) e cai diretamente na circulação sanguínea, que eleva o pico de glicose e o derruba rapidamente por meio de um efeito rebote.

Os níveis glicêmicos reduzidos ocasionam a perda de performance na atividade (perda de força, indisposição, cansaço).

Portanto nunca deixe de fazer uma alimentação saudável que contenha os nutrientes adequados e devidamente balanceados, com a presença também do carboidrato. Agora você já sabe por que.



Fonte : http://www.ativo.com/Esportes/Pages/Carboidratomocinhoouvilao.aspx

Receitas argentinas

A quantidade de pessoas que visitam a Argentina para escalar aumenta a cada ano.

E não é para menos, a Argentina é um dos países da América do Sul que contém uma quandidade de roteiros de trekking e escalada imenso e de qualidade. Quem realiza estas atividades por lá, em geral planeja voltar.

Para todas estas aventuras é necessário, entre outras coisas planejar o que comer por lá. Em geral as receitas que você possui e realiza aqui no Brasil podem não ter os ingredientes facilmente encontrados por lá.

Lembre-se : Outro país possui necessariamente outros costumes e comidas. Se quiser fazer um teste tente encontrar maracujá na patagônia.

O Site Vertigo Extremo publicou uma série de receitas fáceis de realizar nas aventuras em que se tenha somente a sua mochila e um fogareiro.

As receitas estão em ESPANHOL : http://vertigoextremo.com.ar/escalada/nutricion-cocina-de-altura/

É fundamental o enriquecimento da dieta dos atletas com alguns alimentos que podem auxiliar no melhor desempenho. Confira a lista dos que não podem faltar

É fundamental o enriquecimento da dieta dos atletas com alguns alimentos que podem auxiliar no melhor desempenho, seja através do fornecimento de energia ou das defesas do organismo.

Confira os TOP 10 da nossa lista:

• CHÁ VERDE

- O que tem: fitoquímicos (catequinas e polifenóis) e cafeína.
- O que faz por você: neutralizam substâncias que promovem o cansaço e o estresse. Também proporciona efeito estimulante e é desintoxicante.

• AVEIA

- O que tem: fibras solúveis e vitaminas do complexo B.
- O que faz por você: é um alimento de baixa carga glicêmica e possui uma fibra solúvel (betaglucana) que proporciona uma liberação gradativa de glicose, evitando, desta forma picos de glicemia após o seu consumo. Ideal para ser consumida antes dos treinos.

• CARNE VERMELHA E FÍGADO

- O que tem: proteínas, ferro, zinco e vitamina B12.
- O que faz por você: evita a fadiga, melhora o desempenho mental, conduz oxigênio para todas as células do corpo e é essencial para recuperação dos tecidos.

• PEIXES (salmão, atum, truta, sardinha, cavala e arenque)

- O que tem: ácidos graxos ómega 3.
- O que faz por você: potente anti-inflamatório natural, papel importante no sistema imunológico e previne contra doenças cardiovasculares.

• AZEITE

- O que tem: vitamina E e gorduras monoinsaturadas.
- O que faz por você: atua como antioxidante, protegendo as células da destruição causada por radicais livres nas membranas celulares, tem ação anti-inflamatória, auxilia no transporte e na absorção de algumas vitaminas (A, D, E e K), auxilia na manutenção do colesterol total dentro dos limites normais, aumenta os níveis de HDL (bom colesterol) e previne problemas cardíacos.

• IOGURTE

- O que tem: probióticos (microorganismos do bem).
- O que faz por você: promove a saúde e a manutenção do equilíbrio da flora intestinal. Assim, os nutrientes, vitaminas e minerais serão absorvidos de uma forma muito mais eficiente!

• NOZES

- O que tem: ácidos graxos essenciais (gorduras benéficas), vitamina E e do complexo B.
- O que faz por você: elevada capacidade antioxidante impedindo, desta forma, a destruição celular ocasionada por radicais livres e na atividade física, pode atuar como fonte de energia.

• BATATA DOCE

- O que tem: vitamina A e do complexo B, carboidratos, potássio, fósforo, cálcio, ferro e antocianinas.
- O que faz por você: maximiza a reposição do glicogénio gasto durante o esforço , reforça o sistema de defesa do organismo, reduzindo a susceptibilidade à infecções e tem propriedades antioxidantes e antimutagêncas.

• AÇAÍ

- O que tem: minerais como potássio e cálcio, antioxidantes, carboidratos e gorduras
- O que faz por você: proporciona alta fonte energética e interessante repositor para atividade física de diferentes modalidades.

• TOMATE

- O que tem: licopeno e vitamina C.
- O que faz por você: atua como antioxidante prevenindo o envelhecimento celular e minimiza a queda da defesa imunológica do corpo aumentando a resistência à infecções.

Mas, lembre-se que é importante associar as opções acima com uma alimentação variada, com qualidade e quantidades adequadas!

Fonte : http://ativo.uol.com.br/Esportes/Pages/OsTop10AlimentosparaAtletas.aspx

Alívio após o esforço

Escalar demanda muita energia. Não é um esporte em que se comer "bolacha de água e sal com água" vai render bem. Nem vai recuperar as energias gasta.

Quem poderia escrever um post inteiro sobre isso é o escalador paulista César Grosso, o Cesinha. Cesinha também é nutricionista, e dentre seus clientes estão o campeão mundial Patxi Usobiaga.

O texto abaixo é uma boa referência para quem pretente elevar a escalada de modo natural.

Em vez de apelar para remédios na recuperação dos treinos ou repousos desnecessários, os corredores podem incluir alimentos que ajudam a recuperar dores musculares, cansaço e lesões; o resultado é ganho em rendimento e performance

Não é conversa de “natureba” ou curandeiro.

A solução para a fadiga muscular do pós-treino está nos alimentos. Isso porque alguns nutrientes possuem propriedades capazes de evitar cansaço excessivo, inflamação e dores após os treinos mais puxados.

Para Carlos Aberto Werutsky, médico nutrólogo e mestre em ciências do movimento humano pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), antes de os corredores tomarem analgésicos, devem avaliar o que colocam na mesa.

“Verificar que tipo de alimento tem sido incluído nas refeições e nos intervalos ajuda a evitar dores e fadiga muscular”, explica o nutrólogo. Ele acrescenta que frutas, legumes e verduras — fontes de vitaminas e minerais — têm efeito benéfico e vitalizante para os corredores, já que conseguem agir como antiinflamatórios e dão energia para os treinos.

Abaixo os radicais

Muitas vezes os corredores consideram que a dor que surge após 24 horas de exercício intenso é decorrente do acúmulo de ácido láctico. “Isso é uma constatação errada. A substância realmente causa a dor muscular.

No entanto, ela é eliminada do organismo em duas a três horas após o término do exercício”, explica Turíbio Leite de Barros, biomédico e mestre em fisiologia do exercício pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Essa dor tardia, segundo Barros, está relacionada com um quadro inflamatório ou microtraumas musculares. “Essa dor está ligada a fatores mecânicos, decorrentes da sobrecarga muscular — que é essencial para o crescimento do músculo — e químicos, que surgem da ação dos radicais livres, decorrentes do estresse oxidativo causado pelo esforço”, completa.

Para os entusiasmados com a corrida, não é necessário diminuir a freqüência dos treinos ou deixar de investir em intensidade. “O segredo está na mesa. Isso é, com uma alimentação rica em frutas, legumes e verduras, que têm ação antioxidante, protegendo as células da ação dos radicais livres”, avalia Werutsky.

Além disso, os alimentos com ação antioxidante protegem a membrana das células musculares. Assim, evitam que ela se rompa com cargas de exercícios às quais o organismo não está acostumado.

Caso o cansaço excessivo e as dores musculares persistam, vale procurar um médico para verificar se há necessidade de uma suplementação vitamínica.

Laranja, espinafre e pimentão amarelo

Alimentos fontes de vitaminas A, C e E têm ação antioxidante e neutralizam os radicais livres que surgem com o esforço.

Dica: Para conseguir incluir esses alimentos, opte por pratos bastante coloridos no almoço e no jantar.

Agrião, limão e acerola

Como são fontes de vitamina C, evitam a perda das células musculares e alterações respiratórias provocadas pelo excesso de cortisol, substância liberada em situação de estresse que aumenta a pressão arterial, a concentração de açúcar no sangue e diminui a imunidade.

Dica: Para suprir a necessidade, o ideal é incluir em lanches e nos intervalos das refeições.

Salmão e azeite de oliva

Os alimentos que contêm ácidos graxos ômega-3 atuam como protetores da membrana celular, já que conseguem repor sua estrutura por fazer parte da sua formação.

Os tendões também ficam mais protegidos, além de ser uma fonte de energia saudável.

Dica: A indicação é ingerir 150 g de peixe três vezes por semana e uma colher de sopa de azeite de oliva diariamente.

Granola, nozes e castanhas

O melhor é que, além de antioxidantes, esses alimentos conseguem estimular a produção de enzimas que retiram os radicais livres das células musculares, assim eles evitam o processo de oxidação e microtraumas.

Dicas: As frutas oleaginosas devem ser consumidas após o treino, pois são fonte de gordura insaturada e de vitamina E.

Frango, peixe, iogurte e ovos

Fazem parte da formação dos músculos e ajudam na regeneração das células musculares e na sua rigidez. Com mais força muscular, a recuperação das corridas é mais rápida e torções e tombos serão diminuídos.

Dica: Após o treino, comer queijo branco, iogurte, clara de ovo, carne de frango e peixe.

Carboidratos

Ajudam a manter a disposição e a dar continuidade aos treinos. O carboidrato ingerido após o treino repõe glicogênio muscular e hepático, mantendo o metabolismo funcionando.

Pão integral, cereais e cookies integrais são alimentos que contêm fibras e não apresentam difícil digestão, indicados para depois do treino.

Já os carboidratos do grupo da batata, da mandioca e do pão branco dão energia imediata, porém podem ser armazenados como gordura mais rapidamente.

Dica: Ingerir uma hora antes do treino e em até duas horas após a corrida.

Por Sara Puerta

Fonte : http://o2porminuto.uol.com.br/scripts/materia/materia_det.asp?idMateria=3366&idCanal=3

Zona Cerealista - SP


Alimentar-se bem é uma forma básica de ter uma qualidade de vida acima da média. Tendo uma alimentação sadia, com produtos naturais e de qualidade, com certeza a sua escalada vai evoluir. Acredito nisso profundamente.

Caso alguém ainda não saiba, moro na cidade de São Paulo. Apesar do blog fazer todo esforço possível para colocar notícias de todos os lugares de escalada.(para notícias basta me enviar uma mensagem pelo blog que eu entro em contato).

Minha alimentação é a mais frugal possível, e com produtos integrais, e com a maior qualidade possível.

Comprando nos lugares certos, não há furo no orçamento.

Para quem visita a cidade de São Paulo, mesmo que para algum campeonato, ou está de passagem , a dica fica para a visita à zona cerealista.

A dica fica por conta da Letícia(saudades dela), que é assídua frequentadora e usuária de todos os produtos vegans que são vendidos por lá.

A Zona Cerealista, localizada na região da Avenida do Estado, no centro de São Paulo, é uma ótima opção de compras. Os donos de restaurantes sempre souberam disso. Hoje, com a busca pela qualidade de vida, faz aumentar o número de pessoas que visitam o local à procura de alimentos diferenciados que normalmente não são encontrados em supermercados tradicionais, como azeites importados, pimentão, cenoura, abóbora, tomate desidratados, grãos diversos, alimentos sem lactose para os alérgicos à base de soja, entre outros.

Na Zona Cerealista é possível encontrar alimentos desde os mais básicos, como uma singela cebola, até um sofisticado vinho importado. Um estudo do Sindicato do Comércio Atacadista de Gêneros Alimentícios (Sagasp) mapeou atividades e prédios históricos e analisou a vocação da região. Foi comprovado que a região tem relevante representatividade econômica e faz parte da história do desenvolvimento do Centro de São Paulo.

A pesquisa também apurou dado importante que demonstra esse fator: as 146 empresas entrevistadas são responsáveis pela geração de 18.360 postos de trabalho, sendo 3.672 empregos diretos e 14.688 indiretos.


Revitalização Zona Cerealista


Há um projeto de mudança que coincide com os planos da Prefeitura, que exige não apenas a reforma de prédios e galpões centenários, como também é preciso vencer a informalidade da maioria dos comerciantes e o tráfego pesado de caminhões em ruas projetadas para o trânsito de carroças.
A visão distorcida de que o local abriga somente galpões que vendem para atacado é um desafio a ser vencido pelos empresários da região.

Hoje já é possível encontrar empórios e lojas elegantes, com produtos nacionais e importados, de alta qualidade que agrada desde os que buscam itens diferenciados até os gourmets e profissionais da gastronomia.
Lojas como o Empório Roots e a Casa de Saron investem para transformar a Zona Cerealista de centro atacadista em varejista, a exemplo do Mercado Municipal, que virou rerferência gastronômico na cidade. Atualmente cerca de 140 empresas ocupam pouco mais de uma dezena de estreitas ruas do Centro.

Empório Roots Empório Roots

Com o objetivo de transmitir saúde através do consumo de seus produtos, tem como meta oferecer os benefícios de uma alimentação saudável, integral e nutritiva. A empresa trabalha para realizar um antigo sonho de seus sócios e idealizadores, que é resgatar toda a essência e o chame do Empório, proporcionando aos seus clientes e fornecedores retrocederem no tempo, vivendo um comércio criado por inúmeros povos que colonizaram o Brasil. Contam com uma linha farta de itens direcionados para a alimentação natural e integral, todos de origem vegetal, como soja e seus derivados.

Av. Mercúrio, 222 - Brás
tel (11) 3227 3020
www.emporioroots.com.br

Casa de Saron Casa de Saron

Uma loja que nasceu dos mesmos empresários do conceituado Empório Roots com o principal objetivo de satisfazer os clientes com o máximo de comprometimento e eficiência, fornecendo também produtos e serviços de qualidade. Acompanhando o crescimento do mercado, fornecendo produtos saudáveis, com melhor valor nutricional e preços competitivos, a empresa tem uma ampla variedade de produtos integrais, naturais, diet, light e orgânicos, direcionados para uma alimentação natural, saborosa e saudável.
Av. Mercúrio, 146 - Brás tel (11) 3313 8067
www.casadesaron.com.br

Fonte : http://www.destaquesp.com/index.php/Gastronomia/Especial/luxo-na-zona-cerealista.html

Vitaminas e sucos

Para correr, andar, viver, você precisa de energia - muita energia. Essa energia vem dos alimentos,principalmente os carboidratos e gorduras. Mas, como esses dois tipos de alimentos são altamentecalóricos, é preciso saber o que, quanto e quando ingeri-los para obter o máximo de energia com o mínimo de calorias. Cada alimento possui um valor energético ou valor calórico, que é a quantidade de energia que pode ser liberada quando esse alimento é absorvido pelas células.

Essa quantidade é medida em calorias. Os alimentos calóricos são inimigos de quem quer perder peso, mas são grandes aliados de quem procura aumentar a performance.O principal responsável por boa parte da energia que precisamos é carboidrato. Esse tipo de alimento forma a base da pirâmide alimentar, sendo essencial para uma dieta balanceada e para um bom rendimento em qualquer treino ou situação. "O carboidrato é o principal combustível utilizado durante o exercício. A diminuição de sua
disponibilidade em nosso organismo resulta em fadiga e conseqüente queda no desempenho", explica Isabela Guerra, nutricionista da Real Fit Consultoria e Nutrição e doutoranda em Nutrição pela Universidade de São Paulo. "Os carboidratos permanecem no estômago por menos tempo do que as proteínas e gorduras, por serem rapidamente digeridos e absorvidos. Por isso são a e fonte de energia ideal para o trabalho muscular", afirma Cibele Crispim, da RG Nutri Identidade em Nutrição. Outros substratos, como a gordura e proteína, também contribuem para o fornecimento de energia, mas em menor proporção.

Veja a seguir como deixar os estoques de carboidrato sempre em ordem, sem que isso pese na sua balança. ANTES "Na refeição anterior ao treino, o ideal é consumir alimentos ricos em carboidratos com baixo índice glicêmico, ou seja, carboidratos que são absorvidos lentamente pelo organismo. Assim, eles serão liberados aos poucos durante a corrida, evitando-se a hipoglicemia, que é a queda da taxa de glicose no sangue”, completa.

Como a falta de carboidratos causa fadiga e queda de desempenho, treinar em jejum é totalmente contra-indicado. Também não se deve comer logo antes de correr. "Se essa refeição for um lanche, pode ser feita duas horas antes do exercício; se for um almoço, deve ser feita de três a quatro horas antes. Se algum alimento permanece no estômago ao se iniciar o exercício, o atleta pode se sentir nauseado e com um certo desconforto, uma vez que o fluxo sangüíneo será desviado do sistema gastrintestinal
para os músculos", explica Isabela. Para não correr o risco de sentir fome na hora da corrida, coma uma fruta (banana, maçã, mamão ou pêra) e ingira água 15 minutos antes do treino.

Lanche:

Salada de frutas com iogurte desnatado e granola (1 taça de salada de frutas, 100g de iogurte e 4 colheres de sopa de granola – aproximadamente 75g de carboidrato)

Mingau de aveia com leite desnatado e suco de frutas (4 colheres de sopa de aveia, 1 copo de leite e 1 copo de suco de laranja – aproximadamente 60g de carboidrato)

Cereal matinal com leite desnatado e maçã (4 colheres de sopa de Sucrilhos
ou similar, 1 copo de leite e uma maça média – aprox. 55 g de carboidrato)

Almoço:

Salada verde, um prato de macarrão ao sugo, um copo de suco de laranja e uma taça de salada de frutas com quatro colheres de sopa de granola – aproximadamente 150 g de carboidrato.

Salada verde, três colheres de servir de arroz, três colheres de servir de batata
cozida, um filé de frango grelhado e um frozen iogurt com 4 colheres de sopa de
granola – aproximadamente 150 g de carboidrato.

DURANTE

A ingestão de carboidratos durante exercícios com mais de uma hora de duração pode melhorar o desempenho porque fornece glicose para os músculos que estão trabalhando. "Se não houver reposição, algumas pessoas podem apresentar sintomas de hipoglicemia, com fadiga muscular local e perda de rendimento", diz Isabela. "Durante a atividade, o consumo ideal é de 25 a 35g de carboidrato a cada 30 minutos", explica.

Para uma hora de corrida, leve com você:
Banana (2 a 3 unidades)
Gel de carboidrato (1,5 a 2 unidades)
Barra de cereal (2 unidades)
Damasco seco (uma xícara)
Batata bolinha cozida com sal (uma xícara)
Isotônicos (600 a 1000ml)
Uva passa (uma xícara)

DEPOIS

O processo de recuperação envolve a restauração dos estoques de glicogênio do fígado e do músculo, além da reposição de líquidos e eletrólitos perdidos através do suor. “É importante ingerir carboidratos imediatamente após o exercício para que a reposição do glicogênio muscular seja completa. Consuma alimentos ricos em carboidratos com alto índice glicêmico, porque a absorção é rápida", prescreve Isabela. A quantidade ideal é de cerca de 100g de carboidrato nos primeiros 30 minutos após o exercício. A adição de 5 a 9g de proteína a essa recomendação ajuda na produção do glicogênio muscular", completa.

Ao chegar em casa, prepare:

Vitamina de banana adoçada com mel (1 copo de leite, duas colheres de sopa de mel e uma banana nanica média – aprox. 60g de carboidrato e 9g de proteína).

Torradas com mel (4 torradas e duas colheres de sobremesa de mel – aprox. 50g de carboidrato e 5g de proteína).

Vitamina de banana, mamão e laranja com leite (2 bananas, 4 laranjas, meio mamão papaia e 1 copo de leite – aprox. 80g de carboidrato e 9g de proteína)

Salada de frutas com iogurte (1 taça de salada de frutas, 100g de iogurte e 4 colheres de sopa de granola – aprox. 75g de carboidrato e 7g de proteína)

Gel de carboidrato (2 unidades - aproximadamente 60g de carboidrato)

Barra de cereal (2 unidades - aprox. 40g de carboidrato e 4g de proteína).

Nutricionistas consultados:

Isabela Guerra, nutricionista da Real Fit consultoria e Nutrição e doutoranda em Nutrição pela Universidade de São Paulo.

Cibele Crispim, nutricionista da Equipe RG Nutri Identidade em Nutrição.

Reinaldo Bassit, nutricionista, professor de Educação Física, mestre e doutorando do Laboratório de metabolismo do Instituto de cicências Biomédicas da USP.

Celso Culkier, médico nutrólogo especialista em medicina esportiva e diretor do Instituto de Metabolismo e Nutrição (IMEN).

Fonte : Revista O2 - Edição 7

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