Blog de Escalada

Blog destinado a notícias de escalada, eventos, dicas de treinamentos, viagens
e opiniões pessoais a respeito do que cerca a escalada Brasileira e Mundial

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Não posso me considerar uma pessoa com uma experiência em montanha que inspiraria livros sobre o assunto.

Porém, nos anos que me dediquei pude ver um grande número de imprudências e omissões por parte de vários praticantes.

A lista é tão imensa que nem vale a pena ficar descrevendo.

A revista espanhola Desnível publicou recentemente um "decálogo" (dez regras) para evitar acidentes na montanha.

Para a descrição completa do decágolo, confira em : http://desnivel.com/cultura/decalogo-para-disminuir-los-accidentes-de-montana

1 - Evitar os Riscos
2 - Avaliar os riscos que não se pode eliminar
3 - Combater os riscos em sua origem
4 - Adaptar o trabalho à pessoa
5 - Ter em conta a evolução da técnica
6 - Substituir o perigoso pelo estranho ou nenhum perigo
7 - Planejar a prevenção entregando para a organização
8 - Adotar medidas que antecipem a proteção coletiva
9 - Dar as devidas instuções
10 - Aprender com os sucessos adquiridos, estudar-los e incorporar melhorias

Rebocando a perceria

Um dos fatos mais comuns na escalada é, por algum motivo, sentir dificuldade de passar de algum lance de alguma via.

Se é em um boulder ou via esportiva a solução é simples : Descer e tentar novamente.

Mas e quando estamos em uma via tradicional, a uns 100 metros do chão?

Para este tipo de incidente há a possibilidade de "rebocar" a parceria rocha acima.

A técnica não é tão simples quanto parece, e está muito bem escrita em texto da revista Climbing americana.

Texto este ilustrado com desenho de qualidade.

Para conferir o texto EM INGLES veja em : http://www.climbing.com/print/techtips/tech_tips_come_to_papa/

Que fique claro : A leitura de texto de técnicas de escalada em NADA substitui um bom curso de escalada, caso não tenha feito um , procure fazer.

Este ano ao que parece, o inverno apareceu.

Ao menos não está sendo como no ano passado em que praticamente não fez frio.

Com ele é importante sabermos sobre o que é sensação térmica, pois na verdade, quando escalamos em locais como a Pedra do Baú, e outros lugares altos sentimos muito mais frio do que realmente faz.


A sensação térmica (ou a temperatura aparente) é uma indicação da percepção da temperatura do ar, que pode diferir da temperatura real devido a fatores climáticos que afetam a transferência de calor entre o corpo e o ar, como a humidade, densidade e a velocidade do vento a 1,5m de altura a partir do solo, considerado a altura média de um rosto humano

Fonte : http://pt.wikipedia.org/wiki/Sensa%C3%A7%C3%A3o_t%C3%A9rmica

Há na internet um aplicatico para que saiba quanto de frio está fazendo, e quanto você está sentindo.



Para acessar o aplicativo vá em : http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/sensacao-termica/

Como escalar fendas?

A escalada de fendas é um desafio à parte para quem escala.

Exige técnica um pouco diferente, e é muito difícil de treinar em academias.

Para quem se interessa, a escaladora Steph Davis divulgou em seu blog um verdeiro tutorial, com belas fotos de como se aventurar por esta modalidade.

Acompanhe o texto EM INGLÊS :

http://www.highinfatuation.com/blog/tips-for-tips-how-to-climb-finger-cracks/

Filtro de água improvisado

Faz parte do dia a dia do escalador (principalmente aquele que gosta de ir para vias mais longas) fazer uma caminhada de algumas horas.

Portanto nesta caminhada, todo peso a se carregar deve ser pensado.

Foi postado no site de equipamentos Montagne uma excelente dica de improvisar um filtro de água, com uma simples garrafa PET.

Para quem se interessar, pode acessar, e ler o texto em ESPANHOL :

http://www.montagneoutdoors.com.ar/blog/tips-improvisando-un-filtro-de-agua.php?info=newsletter_11

Seguindo a tendência cada vez maior de cada site criar o seu conteúdo de vídeos, e consequentemente a disponibilização de vídeos menos ilustrativos e mais informativos.

O Portal britânico de Escalada o UKC, disponibilizou uma parte do vídeo (contido em um DVD ilustrativo) sobre auto resgado.

O vídeo é muito interessante, assim como o artigo, porém não pode ser disponibilizado em nenhum lugar que não seja a página da UKC.

Confira aqui : http://www.ukclimbing.com/articles/page.php?id=3474

Para saber mais do DVD "Self Rescue for Climbers" acesse : http://www.safetysteve.co.uk/page31.html

O que falar dos ingleses e sua peculiar visão de medidas?

Tudo o que se refere à medidas de peso(pounds, stones e etc), distância (inches, feet, yards e etc) temperatura (Farenheit), volume (galons) e assim por diante.

Com a escalada não poderia ser diferente, claro.

Assim como o Brasil, diferentemente da América Latina inteira, preferiu criar a sua própria escala de graduação de vias de escalada, a Inglaterra fez o mesmo. Isto não é uma crítica, e sim um fato.

Se você, assim como eu, gostaria de entender como funciona melhor a escala de graus de escalada na Inglaterra, verifique o link abaixo, e entenda um pouco mais : http://www.ukclimbing.com/articles/page.php?id=3068

fonte : http://www.ukclimbing.com/articles/page.php?id=3068

Está com "medinho"?

Falar de medo na escalada é um pouco polêmico.

Incontestavelmente sentir medo na escalad aé muito relativo, e depende muito de fatores como estado de espírito, forma física, confiança no equipamento, e um infinito conjunto de fatores que é comumente conhecido como
"psico" por quem escala.

Não há escalador que não sinta medo, isso é inegável. Quem disser que não, estará mentindo. Porém a maneira com que encara o início de
ataque de pânico em uma situação de medo, é que difere como o escalador faz dali em diante.

Não há uma fórmula mágica ou um tipo de segredo no estilo "OSFA"(One size fit all) que seja uma regra.

Porém um dos autores mais famosos (e um dos primeiros a abordar o tema) sobre o assunto de treinamento mental é o Americano Arno Ilgner.

O autor já escreveu o best seller "Rock Warriors - Mental Training for Climbing", e aborda o tema em pouco mais de 80 páginas, muito bem escritas, diga-se. Para os céticos e um livro de auto-ajuda para escaladores. Mas na minha opinião é uma ótima leitura para quem deseja escalar melhor e com mais qualidade (especialmente para quem deseja não ficar repetindo SEMPRE as mesmas vias).

Para quem tem o inglês em dia, e deseja sempre ler os pontos interessantes do autor acesse seu blog. : http://warriorsway.com/blog/


Catálogo da Petzl.

O catálogo da Petzl é um verdadeiro guia de técnicas verticais, e grande fonte de referência tanto de equipamentos quanto de técnicas que não se encontra facilmente pela internet.

Uma boa fonte de informação para quem procura saber mais sobre alguns procedimentos que na hora necessária pe imporantíssimo saber.

Caso a pessoa não tenha feito cursos de escalada de grande qualidadade, é muito interessante dar uma consultada.

Como fonte de informação para quem deseja saber mais sobre escalada é fundamental.

O guia está disponível em : http://www.petzl.com/catalogue/Petzl-Sport-catalog-2010-PT.pdf

Revisão de nós de escalada

Quem escala, tem por obrigação saber fazer nós em corda, cordelete e fita.

É como um engenheiro ter de saber fazer contas matemáticas sem calculadora.

O site carioca "Compania de Escalada", além de oferecer várias informações de boa qualidade para quem deseja saber das informações básicas de um curso de escalada.

Além de ministrar um dos melhores , e mais completos, cursos de escalada do estado do Rio de Janeiro (e consequentemente do Brasil) também produz o já clássico "Guia da Urca".

No site há uma sessão de nós aninados, que para quem precisa reciclar os conhecimentos de nós, é uma excelente ferramenta.

Todos os nós animados possuem a opção de se pausar em cada etapa para que com um pedaço de corda revise o tipo de nó a se testar.

Para saber mais acesse:

http://www.companhiadaescalada.com.br/nos-animados/nos-animados.htm


Tanto no esporte, como na vida cotidiana, ao considerarmos a motivação como energia psicofísica que dá intensidade a nosso esforço para atingirmos nossos objetivos, podemos dizer que este é o fator de nossas vidas que dá início, dirige e integra nosso comportamento.

Portanto, tudo aquilo que fazemos, com menos ou mais intensidade, do início ao fim da atividade depende do nosso nível de motivação.

A qualidade dessa energia – motivação - tem duas origens: intrínseca e extrínseca.

Motivação intrínseca

A primeira, motivação intrínseca é chamada também de pessoal ou inconsciente visto que essa representa o desejo interior para atingir algum objetivo ou satisfazer determinada necessidade.

É a força psíquica que todos nós possuímos que nos leva empenharmos em uma atividade por vontade própria sem termos exata consciência daquilo que acontecerá na prática. Isso explica o motivo de escolhermos praticar um esporte, por exemplo, sem sabermos exatamente o porquê dessa escolha, mas não resistimos à atração e vamos em busca de algo que nem imaginamos direito o que é.

Pergunte a um garoto futebolista, por que ele gosta de futebol, possivelmente você terá uma resposta lacônica do tipo: “Por que eu gosto!”.

Motivação extrínseca

A motivação extrínseca, por outro lado, é caracterizada por fatores externos, e é reconhecida também como motivação ambiental ou consciente. São fatores com conteúdos objetivos representados no esporte, por exemplo, por troféus, elogios, bolsas de estudo, equipamentos adequados, bom programa de treinamento e salários.

Para todos esses fatores terem seus efeitos motivacionais pretendidos é necessário considerar a avaliação subjetiva daquele que está envolvido na atividade. Assim, aquilo que pode ser muito motivante para uma pessoa para uma segunda pode não ter o mesmo impacto.

É por isso que não existe música ou equipamento motivador, o que existe é uma tendência motivadora.

Ao avaliarmos a tipologia da motivação descrita acima, é notório que a interação dos fatores pessoais (motivação intrínseca) e fatores ambientais (motivação extrínseca) é que compõem um bom nível de comportamento motivado.

Como “matéria-prima” ou base da motivação, a parte intrínseca é pré-requisito para qualquer ação, no entanto a parte extrínseca é fundamental no sentido de auxiliar a manter o comportamento motivado.

Dessa forma, na prática de exercícios físicos e esportes, os fatores da motivação extrínseca necessitam ser valorizados e utilizados adequadamente pelas pessoas envolvidas como treinadores, pais e dirigentes, pois podem colaborar na manutenção e na modificação positiva do comportamento dos atletas.

Esses, portanto, não podem depender unicamente de fatores internos para se motivarem a treinar durante longas horas.

Nesse pensar, imaginemos um atleta de natação que se submete a várias sessões de treinamento diariamente. Além de estar intrinsecamente motivado, fatores externos como o reconhecimento da família, da escola, estrutura de treinos e auxílio ou patrocínio financeiro o auxiliariam a manter o comportamento motivado para o rendimento.

Por outro lado, quando alguém é submetido a um programa de exercício físico e/ou esportivo um bom nível de motivação está associado diretamente com a compatibilidade entre a dificuldade da tarefa com a capacidade pessoal do praticante.

Em conseqüência, quando o desempenho é demasiadamente fácil, produzirá tédio nos praticantes. Quando o nível de exigência é muito alto, teremos como resultado um comportamento ansioso. No entanto, quando o desempenho é determinado por um ritmo compatível (equacionado!) de complexidade, há um caráter de novidade presente em questão que estimula a melhoria do rendimento. É desejado então, buscar uma complexidade facilitadora das tarefas nas atividades para produzir motivação.

Em resumo:

Tarefa fácil: tédio
Tarefa difícil: ansiedade
Tarefa equacionada: motivação

Um dos fatores responsáveis pela manutenção de um nível ótimo de motivação é a capacidade psíquica das pessoas para a realização da tarefa ou do treinamento proposto (atletas, no caso do esporte e demais pessoas no caso do exercício físico).

A capacidade para a execução de uma tarefa é verificada na medida em que a atividade a ser realizada é mantida por um determinado período de tempo. Nessa capacidade psíquica para a tarefa, há os fatores intervenientes externos (estrutura informativa das tarefas a serem realizadas e as características do meio de convivência) e internos (nível de desempenho, estabilidade emocional e características individuais).

Outro fator que deve ser considerado fundamental é o nível de prazer que a pessoa usufrui praticando determinada atividade. O desenvolvimento do prazer certamente levará a pessoa (atleta ou praticante de exercícios físicos) a melhor suportar o processo de treinamentos, conseqüentemente um melhor rendimento será observado.

A melhoria constante desse rendimento aumenta a percepção do nível de conquistas pessoais e leva o atleta a obter um maior nível de fatores intrínsecos e extrínsecos da motivação.

Para uma ótima motivação a fim de melhorar o rendimento nos programas de treinamento esportivo e exercícios físicos aconselho seguir os seguintes passos:

1) Ter a clara percepção que seu esforço é produtivo. Ou seja, sua dedicação à atividade vale a pena;

2) Manter sempre uma ótima concentração na tarefa. Quanto melhor concentrado maior é a tendência de se manter motivado;

3) Estabelecer objetivos claros de desafios e compatíveis com a capacidade psicofísica pessoal;

4) Desenvolver autocontrole. Tanto no aspecto de controle da excitação emocional como no controle de execução da tarefa, em outras palavras dominar a exigência motora com calma.

Créditos da foto : http://www.fanaticalfilms.com/kt_image33.jpg

Fonte : http://www2.uol.com.br/vyaestelar/motivacao.htm

Tendinite x Laticínios

Sabendo de notícias de que alguns escaladores ficam se degladiando para sair da tendinite e voltar a se dedicar a escalada me inspirou neste post.

Obviamente para aqueles escaladores que buscam saídas em medicina Holística recomendo a sorte e o desejo forte de que encontrem o juízo em algumas das dores que nunca são curadas.

Considerando que todos que leem este blog são humanos(no sentido de raça), recomendo a seguirem os passos no blog, em um post de ontem, que , mesmo em espanhol, fornece dicas de ouro para quem anda com a famosa tendinie.

Mas o que é uma tendinite?

Tendinite é a inflamação dos tendões causada por fatores mecânicos ou químicos. O primeiro caso decorre de sobrecarga, esforços prolongados e repetitivos, já o segundo ocorre por desidratação, alimentação incorreta e presença de toxinas no organismo. Tendões são fibras de tecidos de conexão resistentes que ligam o músculo ao osso.

A inflamação se manifesta primeiramente com dores, associada muitas vezes à incapacidade de realizar alguns movimentos, como subir ou descer escadas, caminhar, dobrar os joelhos, entre outros. A tendinite pode ser manifesta em alguns momentos de trabalho realizados de forma rápida, sem ter feito um aquecimento necessário. A doença pode ser confundida com artrite reumatóide, lesão por movimentos repetitivos.

O tratamento consiste no uso de intiinflamatórios. O repouso e a fisioterapia são essenciais. Recomenda-se aplicar bolsas de gelo. Caso a pessoa não trate a doença de forma adequada poderá sofrer uma ruptura do tendão.

Algumas medidas de prevenção incluem a realização de pausas freqüentes no trabalho e a variação de movimentos realizados.

fonte : http://loucuraspatologicas.blogspot.com/2009/09/tendinite.html



Um acontecimento que eu vivenciei, e que já ouvi de vários fisiologistas, alergistas e neurologistas é de que o consumos de derivados do leite influi na recuperação de uma tendinite.

Foi testado por mim , e a minha tendinite melhorou muito com o tratamento indicado e com o corte do consumo de derivados do leite (queijo, iogurte, leite, cafe com leite, doces a base de leite, etc...).

O leite é um alimento secretado por glândulas mamárias de fêmeas de mamíferos, destinado a seus filhotes. O leite de vaca e de outros animais é um alimento rico em cálcio, sendo este o seu único benefício, pois não apresenta nenhum nutriente fitoquímico. Nós humanos, somos os únicos mamíferos que continuamos com o hábito de tomar leite, mesmo depois de termos “desmamado”.

Segundo a Dra. Daniela, alguns estudos comprovam que não temos enzimas para a digestão de leite de animais de outras espécies, ele pode estar relacionado com a obesidade, pois se não temos enzimas para metabolizá-lo, ele se torna tóxico ao nosso organismo, produzindo um processo inflamatório e conseqüentemente ocorre o aumento da gordura corporal.


Alguns indivíduos apresentam sensibilidade à proteína do leite, diferente de apresentar intolerância à lactose (açúcar do leite). Essa sensibilidade a proteína do leite, pode apresentar ou não sintomas característicos, os sintomas mais comuns são: Distensão abdominal (sensação de estufamento), constipação, fezes endurecidas, fezes capricas, enxaqueca, insônia ou até mesmo na forma de sintomas mais graves como gastrite, dermatite, sinusite, rinite entre outros, explica a Dra Daniela. O diagnóstico deve ser feito através de um profissional, já que cada indivíduo é único.


O leite é um alimento mucogênico, ou seja, produz muito muco na região nasal e pulmonar, com isso pode-se haver o acumulo de bactérias ou vírus, promovendo uma ambiente favorável para infecções do trato respiratório superior.


Já os derivados do leite podem apresentar menor poder alergênico, devido ao seu processamento industrial, mas o importante é realizar a rotatividade desses alimentos e permitir que o organismo reaja se adaptando ou não a eles, pois o que pode ser ruim para alguém talvez não seja ruim para você.

Fonte : http://blog.cancaonova.com/maissaude/2009/09/06/leite-mitos-e-verdades/

Todo escalador que acaba se aproximando do limite do seu corpo tem de conviver com o risco, ou até mesmo realidade, de lesões. Não importa o tipo de escalada

Não são poucos os escaladores que contém histórias de lesões. Muitas vezes as pessoas não seguem o principal mandamento : Não piorar a sua lesão.

Piorar a lesão pode ser um tratamento incompleto, busca por métodos holísticos em detrimento da medicina e até mesmo por muita ignorância total do escalador.

Alguns pontos são bem óvios : Procurar um MEDICO que possa examinar, fazer a fisioterapia indicada, não basear o seu tratamento em histórias de outrem, saber que há época de descansar e época de escalar, e assim por diante. Qualquer pessoa madura sabe.

Uma das escaladores mais importantes, e mais conhecedora do assunto escalada em matéria de treinamentos na Espanha é Eva López, e em seu blog publicou algumas dicas para quem está com uma lesão. O texto está em espanhol, mas nada do que um bom "google translator" não quebre o galho.

Mais detalhes, vide em : http://eva-lopez.blogspot.com/2010/03/primera-fase-de-tratamiento-de-una.html

O artigo está tão completo que possui até mesmo referência bibliográfica.

Treinar em escalada é fundamental. Quem se limita a ficar puxando barras, ou fazendo treinamentos isométricos em finguerboard pode estar se enganando em matéria de treinamento.

Não que não adiente, mas é longe do ideal.

Mas, em termos de treinamento, qual é a força ideal para se treinar, e fortalecer os tendões?

Pensando nisso a escaladora Eva López, especializada em escalada e treinamento para escalada, em seu blog particular, publicou um post mais que completo sobre o assunto.

O texto está em espanhol, mas está facilmente compreensível.

Caso eu tenha um tempo esta semana verei se consigo traduzir e publicar por aqui, ou algum site parceiro do blog.

Veja reportagem (imperdível) aqui : http://eva-lopez.blogspot.com/2009/12/el-control-de-la-intensidad-en-los.html

Muitos escaladores que iniciam a escalada, e por ventura estão afastados das grandes estruturas de ginásio, não têm muita informação com relação a treinamento.

Escaladores do calibre de César Grosso e André Berezosky fazem trabalho de personal para escaladores que desejam ter dicas de treinamento, performance e apuração da técnica em São Paulo. Nas grandes academias de Belo Horizonte e Curitiba devem fazer o mesmo.

Mas mesmo assim, não é incomum existir escaladores que treinam de maneira que não conseguem nem evoluir nem apurar a técnica. Seja por falta de informação (apesar de existir aqui no blog) seja por falta de orientação.

Ao que parece na Europa deve acontecer o mesmo. Uma das lendas da escalada mundial o escocês Dave MacLeod (que fez o filme "E11", um dos melhores filmes de escalada) lança um livro sobre treinamento de escalada.

O livro se chama "9 out of 10 climbers make the same mistakes", e aborda de maneira bem pessoal os treinamentos e refinamentos de técnicas de escalada, em uma visão um pouco mais diferente dos clássicos "how to climb 5.12" e "Training for climbing" que segue uma filosofia mais americana.

O livro acaba de ser lançado na Europa, e estara à venda já no início desta semana que inicia.

Mais detalhes : http://onlineclimbingcoach.blogspot.com/2009/12/9-out-of-10-climbers-is-here-in-next.html

Escalar em Aderência

Escalar em aderência sempre significou muita dificuldade a quem não está acostumado.

Não é raro escutar as mais diversas formas de "perrengue" a quem experimentou o estilo pela primeira vez.

Com muitas técnicas de pés, uso de sapatilhas, movimentação de corpo muito diferente do que em escaladas verticais e negativas, esta modalidade ainda assombra muito escalador não acostumado ao estilo.

Na revista "Climbing" deste mês, e em seu site, está disponível para leitura uma reportagem bem detalhada de como se deve portar (e o que não fazer) em uma escalada em terrenos negativos.

O texto está em inglês, mas repleto de figuras, para quem tem dificuldade com o idioma britânico.

http://www.climbing.com/print/techtips/tech_tip_-_technique_-_heels_of_steel/

Técnicas de Segurança

Conheço muitas pessoas que afirmam que precisam melhorar o lado psicológico na escalada. Que sempre se retraem em momentos chave, e coisas assim.

Muito deste problema está na serguraça que o seu segurador passa a você. Por mais que seja o escalador mais forte, se tiver alguém completamente distraído, displicente e sabotador na sua segurança não conseguirá escalar com prazer.

Os fatores que influenciam nisso é imenso. Nem cabe aqui numerar todos, provavelmente tenho cerca de 1000 coisas que não gosto do que meu segurador faça, assim como cada um tem outro tanto.

Fica somente o conselho de escalar a quem respeita você e os compromissos que assume com você. Quem não tem compromisso com nada, não sabe dar a importância em uma boa segurança.

Em reportagem ao 8a.nu, há uma completa explicação sobre fator de queda assim como cuidados a se fazer a segurança.

Acompanhe o texto EM INGLES : http://www.8a.nu/articles/ShowArticle.aspx?ArticleId=4005

Treinando Escalada

Em uma semana repleta de novidades, e me preparando para uma grande maratona de escaladas, meu amigo, e tetra-campeão brasileiro de escalada (e atual campeão sulamericano), César Grosso após dar uma entrevista para o canal de televisão ESPN Brasil publica um post sobre treinamentos.

Treinar na escalada é quase que obrigatório. Alguns iluminados como Chris Sharma não treinam, mas sempr estão na rocha (em qualquer parte do mundo), outros mortais (como 99.999% da população) tem de "suar aqui embaixo, para não passar aperto lá em cima" (Frase de Eliseu Frechou).

Provavelmente alguém com tantos títulos, e tantas cadenas deve saber algo com relação a treinos de escalada.

É importante também, claro, ter academias que permitan, em termos de aparelhos, possibilitar o treinamento. Seja para campeonatos ou para alguma temporada na rocha. Hoje no Brasil, a academia mais equipada do momento , até por estar longe de toda e qualquer rocha são as paulistanas. Onde seu maior exemplo é, sem dúvida, a Casa de Pedra.

Apesar de gerar protestos dele mesmo, o seu e-mail para contato sobre treinamentos é : cesar.grosso@hotmail.com

Leia abaixo o que o campeão publicou :

Vejo que hoje a escalada está emergindo novamente, mais gente em ginásios, mais vias e boulders sendo abertos, um grande e novo público e claro, uma nova galerinha “monstra” surgindo.


Sendo assim também vejo muita gente treinando ou querendo treinar, querer ficar forte ou a qualquer custo encadenar seu projeto, naturalmente entra ai o TREINAMENTO!


Treino de Resista

É hora de treinar, aperfeiçoar nossa técnica e fortalecer nossos músculos, mas atenção. Treine de forma correta, vamos à algumas regras.


1°- Começe devagar, pense de forma longitudinal, no começo você tem que sentir que seu corpo está te puxando e não você puxando-o. Ninguém fica forte de um dia para o outro. A força, fisiologicamente, vem mais rápido, mas também se parar, se vai mais rápido, cerca de 2 a 3 semanas.

A resistência é mais demorada e trabalhosa pra ganhar, mas quando se ganha tarda mais pra perder, cerca de 4 a 6 semanas.


2°- Nos ciclos de força, não ultrapasse 4 dias de escalada por semana (estourando!) e intervale bem as series, entre 2 e 5 min, em series de 1 a 12 movimentos. Nos de resistência o descanso é relativo, se a serie está forte, descanse entre 3 e 8min. Se estiver fazendo um volume um descanso de 2min no máximo.


3° - Descanso é muito importante, planeje com cuidado e escute seu corpo, e evolução está bem proxima da fadiga crônica (overtrainig) e da lesão.


4° – Aqueça bem antes de tudo, dedique de 10 a 15 min de escalada leve a ativação da musculatura e articulações, principalmente nos treinos mais intensos.


6° – Alimentação também é fundamental e peça chave para um bom desenvovimento dos treinos, sem essa qualidade não se pode dar continuidade nestas semanas.


7° – IMPORTANTE. Antes de qualquer coisa, estabeleça uma meta, um projeto, um prazo ou algo que te motive, que faça você “se cobrar”. Antes de planejar algo pense bem se você realmente pode e principalmente, se quer aquilo pra você.


Bons treinos!

Existem no mercado, dois tipos de gatilhos de mosquetão: os de zicral (feitos do mesmo material que o restante do corpo do mosquetão), e os de aço. Apesar da aparente fragilidade, que causa receio nos principiantes, os mosquetões de gatilho de aço tem muitas vantagens em relação aos de gatilho maciço, que devem ser levadas em conta na hora de formar seu rack. Vou citar algumas para quem não conhece ou ainda está na dúvida sobre este tipo de equipamento.

1. Peso – mosquetões de gatilho de aço são cerca de 25% mais leves que os de gatilho maciço;

2. Resistência – o fio de aço, por aceitar deformações, é até 20% mais forte que o pino que fecha o gatilho do maciço. O fio leva vantagem tanto no sentido longitudinal quanto no transversal!

3. Oscilação do gatilho - faça o teste como no vídeo abaixo e veja como, por ter mais massa e ser mais pesado, quando você bate com o mosquetão de gatilho maciço contra a sua mão, ele abre (escute o barulho). Isso não acontece com o gatilho de aço. Essa oscilação pode, no caso de uma queda, e de o escalador ser um azarado, causar o back-clipping, que é a saída involuntária da corda de dentro do mosquetão de costura;

4. Facilidade de clipagem - é muuuito mais fácil clipar a corda durante uma costura no mosquetão de gatilho de aço. Sem contar que eles “abrem” mais, pois o fio ocupa menos espaço que a barra maciça, sobrando mais espaço interno no mosquetão. Sem contar que ele não desliza a corda para os lados como é o caso do gatilho maciço que é redondo;

5. Auto-limpeza – mosquetões de barra maciça, em ambientes de neve, gelo ou sujeira, podem ter o fechamento obstruído se algum material se acumular no buraco do gatilho - o que ocasionaria uma enorme perda de resistência. Nos mosquetões de gatilho de aço, isso dificilmente aconteceria.

A única desvantagem dos mosquetões de gatilho de aço é que se o fio for amassado, ele poderá perder a funcionalidade. Então é necessário um cuidado extra no momento de desequipar rotas e não usá-los em estribos, bases e outras situações onde possam ser sobrecarregados e a carga recair sobre o gatilho, deformando-o.

Fonte : http://espnbrasil.terra.com.br/eliseufrechou/post/57916_MOSQUETOES+DE+GATILHO+DE+ACO

Segurança em Boulder

A modalidade de boulder em escalada exige alguns cuidados para se evitar fraturas. Muitas pessoas já se machucaram na prática da atividade(eu inclusive).

Já vi pessoas quebrarem literalmente o tornozelo.

A revista Climbing disponibiliza em seu site um "tech tip"(Dicas técnicas) sobre como fazer segurança em boulder.

O texto é bem simples (está em inglês), e as figuras são bem auto-explicativas, o que torna desnecessário a tradução do artigo.

Para visualizar o artigo acesse : http://www.climbing.com/print/techtips/tech_tip_-_bouldering_-_spot_on/

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