Blog de Escalada

Blog destinado a notícias de escalada, eventos, dicas de treinamentos, viagens
e opiniões pessoais a respeito do que cerca a escalada Brasileira e Mundial

Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens

Para quem não sabe uma websérie é um conjuntio de vídeos com uma duração pre-determinada, e com uma hiostória que os une.

Assim como você acompanha as séries de TV, as webséries são apenas divulgadas na internet, sem veiculação em canal aberto.

Hoje as principais marcas de equipamentos outdoor realizam (na verdade patrocinam quem consegue vender a idéia) e as divulgam no website.

Um método bem eficiente, já que conta com as redes sociais (como este blog e seu facebook) para a divulgação ds vídeos para seu público alvo.

Claro que o video tem de ser de qualidade, e o roteiro interessante. Patrocinar video-clips de esportes radicais é dar um tiro no pé.

Trabalhoso?

Na verdade não, porque se verificar mais em detalhes verá que o custo de anunciar em uma revista impressa e produzir uma websérie de qualidade sai quase o mesmo.

Porém o alcance entre o público alvo é maior e mais eficiente.

Ao menos as marcas mais inteligentes fizeram esta conta.

Confira abaixo o primeiro episódio :

Ocorrerá no interior do estado de São Paulo, mais precisamente na cidade de Campinas o Campeonato Caipira de Escalada Esportiva no dia 20 de maio

Ao que parece o futuro da organização de campeonatos depende mesmo de quem tem vontade de organziar.

Parabéns aos organziadores e idealizadores do evento. Com pessoas que desejam reaizar, e não apenas apacer em cargos federativos, e ilustrativos, como ocorreu nos últmos 6 anos.

Todo sucesso ao evento.



A produção de filmes outdoor vem crescendo a olhos vistos. Quem se nega a ver isso está tapando o sol com a peneira.

O gênero é ainda completamente ignorado por TODAS as revistas impressas ditas outdoor do Brasil, assim como TODOS os grandes portais e sites de esportes de natureza.

Não há nestas mídias tão paparicadas, interesse neste tipo de divulgação.

Para quem é entusiasta de algum esporte , mesmo não sendo expert, ver filmes é quase uma necessidade básica.

Foi liberado na Europa esta semana um canal de filmes "on demand" (no melhor estilo Netflix) somente de esportes de natureza.

Por um preço básico pode-se ver todo o acervo de filmes lá existentes. O preço ainda é salgado, mas com o crescimento do público irá baratear. O serviço é £ 6,90 (cerca de R$ 22,00)

Para saber mais visite : EpicTV.com

Possivelmente aparecerá por aqui nas américas algum serviço do gênero.

Para quem ainda não sabe e não acompanha, o blog de escalada faz críticas das princiais produções do gênero desde 2009. Somado a isso publicamos os mais recentes vídeos outdoor na página do Blog de Escalada no Facebook : https://www.facebook.com/pages/Blog-de-Escalada/128782850514204




Um dos maiories festivais de filmes de escalada e montanhismo do mundo, o Reel Rock Tour liberou um Teaser Trailer.

Para quem não sabe o que é um Teaser Trailer, é um trailer com um trecho de um filme apenas para atiçar a imaginação e causar frisson em quem está na vontade de assistir.

Pelo que foi motrado o público pode se preparar para algumas tomadas com ângulos e closes bastante inovadores de filmes de escalada.

No melhor estilo "trilha sonora é para os fracos" mostra a escaladora Sasha DiGiulian fazendo tentativas em um 9a na Espanha.

O evento, que é realizado em vários lugares do mundo, ainda não foi exibido no Brasil.

Sabe-se que as tentativas de executar o evento em São Paulo e Rio de Janeiro esbarrou no despreparo com os representantes que acreditou que Argentina, Chile e Brasil é a mesma coisa. O que evidentemente não é.

Portanto assim como no ano passado, o ano de 2012 continuará sem uma edição por  erro de estratégia da própria promotora do evento.

Uma pena.



Curiosamente fui convidado pelo blog carioca "Fotoblocos" a conceder uma entrevista.

Confesso que em 6 anos de blog nunca concedi nenhuma entrevista, mas mesmo assim aceitei o desafio.

Caso alguém tenha a curiosidade para saber minha opinião, sem nenhuma maquiagem, a respeito das notícias que são efervecentes na escalada confiram a entrevista em : http://fotoblocos.blogspot.com.br/2012/04/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html

Crédito da Foto : Fernando Lessa

Cedido gentilmente pelo  fotógrafo Bruno Sena pude ver com exclusividade o filme brasileiro "My First Mountain" . 

O filme esbanja simpatia e aposta em linguagem e estilo próprio durante toda sua exibição. O filme ,que carrega o carimbo de qualidade da North Face que ajudou a promover o projeto, mostra um ótimo trabalhoão é exagero dizer que desde já é candidato a muitos prêmios.

Com roteiro bem escrito e edição eficiente o filme brasileiro tem grande potencial para ser a melhor produção do gênero no ano de 2012. 

Seguindo uma maneira linear de contar a histórias de um grupo de mineiros que decidiram encarar pela primeira vez uma alta montanha. 

O destino escolhido foi a Bolívia.

Com uma narrativa simples e eficaz o filme transcorre de maneira natural, e na sua evolução não é difícil também se identificar cada um dos personagens. Com pessoas bem carismáticas que sabem descrever com bom humor e simpática não é difícil cativar quem assiste ao filme.

As filmagem de detalhes nos abrigos, cidades e paisagens em timelapse o filme enche os olhos de quem assiste, sabendo passar emoção com o mínimo de imagens bem executadas.

Apesar de não haver legendas para os diálogos em espanhol, entende-se sem muito esforço tudo o que é captado.

Por ser fotógrafo profissional Bruno Sena usou bem seu talento ao captar paisagens e detalhes que inconscientemente são fixadas em nossas memórias em viagens como a que fizeram. A partir delas se tem vontade de também viajar pelo mundo.

Apesar de não possuírem um orçamento parrudo como os que acompanham algumas produções de filmes outdoor extrangeiros as imagens noturnas não tinham a mesma qualidade das captadas com quantidade de luz razoável. Detalhes este que apenas acrescenta mais dramaticidade ao ataque ao cume com clima severo e uma luminosidade inexistente.

Apenas em alguns momentos a captação de som não conseguia isolar o ruído do vento nos microfones de filmagens, porém este detalhe não interfere na qualidade da produção. Até mesmo em alguns momentos agrega ainda mais dramaticidade aos acontecimentos.

Algo a se ressaltar como muito acima da média da maioria das produções divulgadas nso últimos anos é a trilhas sonora do filme. Todas as músicas foram muito bem  escolhidas. Não havia praticamente nenhuma cena do filme em que a cena somente poderia ter aquela musica designada pelos produtores. Detalhe que faz muito a diferença para empolgar qualquer tipo de telespectador.

Dificilmente se vê uma qualidade tão boa em execução, edição e , principalmente, de roteiro em uma produção nacional. “My First Mountain” pode servir de parâmetro de que há know-how e capacidade técnica para produzir filmes com a mesma qualidade de grandes produtoras dos Estados Unidos e Europa.
 
Os produtores, e os personagens também, conseguiram um resultado exuberante e que exala qualidade em cada minuto de execução. O filme desde já é obrigatório a quem deseja realizar um projeto de qualidade e que marque uma época em filmes outdoor no Brasil.

Todos que praticam atividades de escalada, ou que praticam alguma atividade de natureza gosta de ter fotos bonitas para mostrar aos familiares e amigos.

Fui procurado pelo fotógrafo profissional Fernando Lessa para que pudesse conhecer o seu trabalho e para que ele também pudesse se dedicar ao novo projeto : fotografar escaladores.

Seu objetivo é bem ousado, e porque não dizer ambicioso : Fernando planeja fotografar o maior número de escaladores, ou escaladoras, em ação este ano de 2012.

Não importando o estilo.

Os interessados podem até mesmo além de ganhar uma foto profissional (para quem procura patrocínio fica aí a dica) imprimir e fazer um poster.

Todo o trabalho é realizado sem custo algum, bastando apenas que entre em contato com o fotógrafo e combine de ir escalar com ele.

Fernando Lessa é fotógrafo profissional a mais de 10 anos, e recentemente terminou seu mestrado na área de Fotografia mesmo (confesso que não sabia que existia) na Inglaterra.

O fotógrafo também é escalador, e pretende neste ano de além de viajar para os lugares mais populares também colaborar com todo e qualquer escalador que deseje ser clicado por ele.

Basta apenas o convidar.

Seu portfolio impressiona pela qualidade e pode ser conferido em : http://fernandolessa.4ormat.com/

O Blog de Escalada fez a aposta de viajar com Fernando para conferir o resultado de seu trabalho e talento.

Devo dizer que fiquei satisfeito com o resultado. Confira abaixo uma das fotos tiradas por ele e cedida ao Blog de Escalada para divulgação :





Para contatos com Fernando pode ser por meio de seu Facebook : https://www.facebook.com/profile.php?id=100000390227177


A notícia não é das mais alegres para divulgar : A APEE está perto de deixar de existir.

Mais detalhes veja em : http://www.webventure.com.br/montanhismo/n/associacao-paulista-de-escalada-esportiva-apee-pode-acabar/31165

Tomando uma postura mais otimista, o Blog de Escalada ainda acredita em alguma virada e renovação de mentalidade e administração de uma entidade que ficou parada no tempo e perdeu a identidade e comunicação com os atletas.

Abaixo vai cinco sugestões que seguramente podem fazer com que a realização de competições seja viável. As sugestões pode soar "duras" para quem as lê, mas acredito que grande parte do público compartilha delas.

1 - Organizar competições de escalada em que a importância das academias seja reconhecida

Por mais que pareça elitista, a realidade é que as competições dependem das pessoas que frequentam as academias.

No ano em que houve inscrição apenas atletas que eram representantes de academias e muros de escalada cadastrados (e em dia com a Federação) houve um crescimento de público nas academias.

Isso porque cada academia era responsável por formar a sua equipe e a inscrever.

Até mesmo no momento de encerramento de atividades de academias não houve sequer inciativa explícita da entidade em procurar interceder para reverter o quadro.

Locais muito populares como Casa de Pedra e Rocódromo na cidade de São Paulo e Alpino Brasil e Grade VI em Campinas tiveram portas fechadas e a entidade se manteve alheia a qualquer possibilidade de ajuda à estas unidades.

Não há também etapas realizadas nos ginásios do interior. Hoje há mais academias em atividade no interior do estado do que na própria capital.

Não há sequer um catálogo on-line dos muros e academias de escalada do Estado De São Paulo.

Não havia também nenhuma licitação, ou até mesmo rodízio das empresas responsáveis pela elaboração dos muros de competições.


2 - Seguir as regras e horários estipulados.

Além de fazer com que atletas sejam estimulados a treinar, e a ter disciplina para isso, é importante também faze-lo aprender que também há regras a serem seguidas para competir.

Fazer o regulamento (e suas restrições) ser seguido, horários respeitados e assim por diante é importante até dar credibilidade para qualquer federação.

Citando um exemplo emblemático : Presenciei atletas chegarem sem equipamento de escalada para competir e pessoas do Staff correr para arrumar um equipamento emprestado.

Este foi apenas um dos muitos paternalismos que fez com que todos se decepcionassem com as competições e suas organizações.

Até mesmo houve reuniões marcadas e agendadas e desmarcadas cerca de uma hora antes de seu acontecimento.


3 - Descobrir que a internet e as redes sociais existem.

Acho desnecessário hoje em dia escrever sobre a importância e influência das redes sociais.

Hoje NADA é divulgado e comentado sem que seja por meio de redes sociais ( Facebook, Blogs, videos e etc).

Possuir um site, ou mesmo uma página ou grupo no Facebook, é obrigação de qualquer instituição.

Ignorar que há blogs como o próprio Blog de Escalada, assim como MUITOS outros blogs e sites com maior identidade com os atletas é dar um tiro no pé.

Ainda teimar em acreditar que listas de discussão e sites sem nenhuma utilidade com o público alvo é ainda viver nos anos 90 da internet.

Lembrando que estamos caminhando para estar a 20 anos na frente dos anos 90.

Lembrando que o próprio Blog de Escalada foi boicotado no software que estava desenvolvendo para que ajudasse na organização de campeonatos de escalada esportiva.

Até mesmo a identidade visual, como seus logotipos de competições e camisetas não passavam por concursos que poderiam popularizar qualquer promoção em rede social.


4 - Levantar a cabeça e olhar para outros estados e seus entusiastas.

Não é segredo para ninguém que há um grande número de competições FORA do estado de São Paulo.

Falta somente saber o porque existem estas competições fora do estado paulista(Vide o estado de Minas Gerais e Santa Catarina) para aprender com o acerto de outros estados.

No Brasil há até mesmo route setter credenciado pela UFSC International Federation of Sport Climbing) e por questões políticas, e não técnicas, sempre foi preterido pela APEE nunca sendo chamado seja para clínicas seja para até mesmo trabalhar na elaboração de vias.


5 - Ter humildade e respeito à comunidade

Se algo falta para que a APEE volte a ter a força de popularidade que teve antes é primeiramente ter a humildade de saber que não é a CBF(Confederação Brasileira de Futebol) e também deixar de "reinventar a roda" com fórmulas complicadas e obscuras.

É necessário sangue novo, que tenha idéias mais arrojadas e objetivas.

O exemplo mais cristalino : O sistema de pontuação implantado pela instituição por exemplo é diferente do adotado pela UFSC.

Já até mesmo vi declarações de diretores da APEE de que NINGUÉM poderia realizar nenhum campeonato em que estivesse escrito "Campeonato Brasileiro de Escalada..." porque este era um direito reservado somente à entidade.

Outro exemplo que ilustra bem como é recebida certas declarações nada populares : algumas vitórias de atletas brasileiros foram divulgados em lista de discussão de que "conseguimos" e "vencemos" sendo que não houve ajuda por parte da entidade nestas conquistas. Ato no mínimo deselegante.


O Blog de Escalada, repito, acredita que haverá um consenso entre os interessados em fazer com que o estado de São Paulo. Porém se nada dos pontos acima mudar, continuaremos vivendo a "crise da escalada" em pleno crescimento do esporte no resto do país.


Seguindo a máxima da gelol que “não basta ser pai tem de participar”, o blog de escalada já faz um certo tempo adotou uma linha que , ao menos na minha opinião, agrega uma certa qualidade e exclusividade no conteúdo aqui publicado e divulgado.

Desde o ano passado tenho apoiado iniciativas de vídeos outdoor que me parecem interessantes, e com grande potencialidade de serem exibidos em grandes festivais. Foi assim no ano passado com “23 Feet”. Um filme simples e que gostei bastante.

O Blog de Escalada também apoiou outro projeto igualmente interessante intitulado “70 parks”, em que mostra os parques estaduais da Califórnia que irão deixar de receber verbas do governo e estão sob ameaça.

Com isso o Blog de Escalada ganhou o direito praticamente EXCLUSIVO de publicar tanto a crítica do filme (que será lançado por esta semana e disponibilizado para download) além de uma entrevista que fiz com os produtores assim que o projeto conseguiu levantar fundos.

Mais detalhes aqui : http://www.kickstarter.com/projects/thefirst70/the-first-70/posts/199160?ref=activity



Projetos aqui no Brasil é fazer uma espécie de Websérie com o parceiro do blog “Space in Movement” e assim ir ajudando na divulgação no que irá tornar-se um filme nos moldes do “My First Mountain”(que ainda não tive oportunidade de ver).

Caso você queira divulgar algum vídeo outdoor, ou até mesmo deseja que o blog faça uma review para você entre em contato e faremos com prazer.

Produtores de Araxá-MG já fizeram e o retorno foi excelente.



Antes de mais nada, o Blog de Escalada procura sempre vestir a camisa com você.

Embora não tenha noticiado muito, o Blog de Escalada recomenda a participação na Semana Brasileira de Montanhismo que irá se realizar no Rio de Janeiro durante os dias 23 de abril a 01 de maio de 2012.

O Blog apoia integralmente a realização do evento.

Não é segredo para ninguém que o evento é o mais importante a ser realizado no país em anos. Para quem gosta de ver o movimento da comunidade que está por trás das organizações de escalada e montanhismo do Brasil é uma oportunidade única.

Sem dúvida este evento irá retratar a comunidade de escalada e montanhismo para todos.

Sugiro fortemente também reparar em qual marca e empresa do ramo de esportes de natureza que não está apoiando, ou patrocinando, a realização do evento .

Exceção de mei apoio é feito às escolhas das ditas midias "autorizadas e oficiais" que na minha opinião é a perpetuação do controle e manipulação de conteúdo de sempre. Iniformação deve ser divulgada não controlada pelas mesmas pessoas. O esporte já sofreu muito com o controle e difusão de informações que são manipulados e omitidos descaradamente, e é de conhecimento geral este fato.

A importância que a marca ou empresa dá á escalada e montanhismo é diretamente proporcional à sua colaboração ao evento.

É desnecessário dizer, mas aquela marca que não participar oou patrocinando ou apoiando o evento está provando literalmente que não há a menor identidade com os produtos que vende. Verdade nua e crua.

Lá estarão todos os presidentes de Federações de grande relevância do país, assim como montanhistas de renome internacional.

O Blog de Escalada, por motivos de trabalho, e de economia pessoal, não poderá estar presente cobrindo o evento como deveria, sem omitir nenhuma informação.

Porém recomendo a quem puder ir que se movimente para a cidade do Rio de Janeiro e faça quem representa você saber quais são seus desejos e dúvidas, assim como prestigiar as oficinas e palestras do evento.

Prestigie o eveto : http://www.semanademontanhismo.com.br/apoio-e-inscricao

Em pouco mais de 6 anos mantendo o Blog de Escalada tive a oportunidade conhecer pessoas ilustres. O escalador Cesar Grosso seguramente e uma delas.

Enquanto os mais velhos digam com orgulho que já viram jogadores como Zico, Rivellino e Ademir da Guia jogarem futebel e parecia fácil o mesmo posso dizer sobre Cesinha escalando.

Uma pessoa que possui uma escalada leve, fluída e técnica que faz com que o que para muitos tem o adjetivo de difícil, para Cesinha é fácil.

César Grosso venceu com a elegância de sempre o campeonato organizado pela marca americana North Face no Chile, e pude após varias tentativas conversar com ele.

Acompanhe a entrevista abaixo.

1 – Cesinha, hoje você é o maior ganhador de títulos em campeonatos na escalada esportiva, o que representa isso a você?

Sem dúvida é o resultado de muito tempo dedicado aos treinos e campeonatos.

Escalo desde 1995 e em 2000 comecei a treinar, na época, o campeonato brasileiro era bem disputado, entrar na final era disputa acirrada entre todos os 10 primeiros colocados, neste mesmo ano, saltei de 21o. para 3o. lugar no campeonato depois de 10 semanas de treino e não de escalada.

Isso me fascinou!

E desde então lutei e me dediquei ao desempenho na escalada. Os campeonatos ou títulos são os objetivos ou a razão de tudo isso.

Pra mim é literalmente uma eterna recompensa.

Assim como uma grande conquista ou cadena de uma via.


2 – Qual é seu principal objetivo para o ano de 2012?

Casar! haha

Não tenho "O" principal objetivo este ano, como ano passado que tinha o Mundial.

Quero escalar na rocha, competir, correr.

O bom que este ano temos muitos campeonatos e tenho muitíssimas vias novas pra entrar em diversos points pelo Brasil.

Mas uma coisa que quero muito e ultimamente vem tomando mais minhas idéias é algo pouco mais ousado nas paredes de tradicional.

Quero algo disso este ano.


3 – Este último campeonato vencido por você no Chile, como foi a sua preparação para ele?

Desde quando esse campeonato foi confirmado (em novembro de 2011) sabia que seria o principal objetivo do 1 trimestre deste ano.

Então, no dia 9 janeiro (uma segunda - feira) passei a treinar focado nele, exatamente 9 semanas antes.

Fui progredindo bem a cada semana, series de boulder, cada um de um route setter, exercícios de campus, finger, alongamentos, as corridas, etc.

Na semana do campeonato me sentia bem, fui tranquilo nas eliminatórias e semi-final e dei tudo nas finais.

Mais que um mérito físico, os treinos estratégicos e técnicos me ajudaram bem no decorrer do campeonato.

E apesar de ainda ser novo, acho que posso dizer que a experiência também contou (sempre quis dizer isso, hehe)


4 – Você também é nutricionista, houve uma preparação especial para este campeonato no Chile?

Claro! Sempre tem!

Em nenhum esporte a relação Peso X Potência tem tanta importância como na escalada!

Além disso tenho que estar bem nutrido para toda a rotina de treino e pra competição.

Só como o que o corpo precisa. Se você comer a coisa certa, na quantidade certa e na hora certa, posso dizer que são algumas agarras a mais em um campeonato ou via.

Mas nos dias do campeonato como somente carboidrato e nada mais, nem gordura e quase nada de proteína, mas na quantidade e hora certa, pois um erro ai podem ser algumas agarras a menos.


5 – Como é a sua rotina de treinamentos em uma preparação para campeonatos?

Depende muito do campeonato, se é via ou boulder, quanto falta, etc.

Mas de forma geral são 5 a 7 vezes na semana, que podem ser 5 a 12 sessão semanais. Mais uma média de 50km de corrida/semana.

Se for treino pra vias, sempre dividido em séries de vias de 20 a 80 movs (dependendo da fase pode chegar a 2000movs/dia ou 11mil na semana) sempre com campus, boulders e finger.

Se for boulder o que mais faço são boulder, o mais difícil é mante-los ecléticos, somando também o finger e campus, ai as séries de via ficam de lado.

E sempre, 12 meses ao ano, corrida matinal, que na semana de campeonato baixo para uma média de 15 a 20km na semana.


6 – Você disse que recebe muitos pedidos para fornecer treinamentos para as pessoas, você pensa em fazer isso de maneira mais profissional?

Sinceramente, não muito.

Pelo menos por agora.

Primeiramente, me toma o único tempo que tenho para me dedicar aos treinos.

Quando dava aula, as vezes 1h de aula me tomava duas horas ou mais, entre espera, atraso, a "social" no ginásio, aquecimento, etc.

Muitas vezes perdia a tarde de treino por uma ou duas horas de aula.

E mesmo que for planificando (como as vezes ainda faço) eu me sinto obrigado a dar uma assistência ao escalador.


7 – Como é o apoio da família e noiva na sua preparação?

Não só família e noiva, mas todos meus amigos, sem excessão, me apoiam muito!

Diariamente todos me pilham, meus pais sempre me perguntam como vão os treinos, minha noiva sempre tem uma critica construtiva sobre minha escalada, etc.

Muito motivador, muitas vezes eles são muito necessários!

Agradeço a todos!


8 – A partir deste patrocínio com a North Face, o que mudou na sua carreira de escalador?

Claro que a motivação sobe! A The North Face me patrocina desde outubro de 2011, desde de então, me proporciona treinar com mais foco pelas viagens e campeonatos que temos.

Sem falar dos equipamentos The North Face, que, patrocínio à parte, são os melhores e mais técnicos que existe, sendo assim, posso pensar em feitos mais extremos.

Agradeço também a G2 adventure pela parceria desde abril de 2011.


9 – Qual a sua expectativa com o campeonato que irá ocorrer durante a semana de montanhismo do Rio de Janeiro?

Mais do que o campeonato, eu vejo a semana como uma grande conquista do montanhismo Brasileiro. Será histórico.

Sobre o Campeonato, também vejo como uma grande passo para a esportiva no Brasil, espero que bata o recorde de participantes.

Minhas expectativas são as melhores, espero escalar bem e, quem sabe, pegar um pódio.


10 – Hoje há poucas etapas de campeonatos brasileiros, e até mesmo o campeonato paulista deixou de ser organizado. Na sua opinião quais seriam os motivos que levaram a esta situação.

Realmente a escalada passou por uma crise.

Difícil apontar os motivos, mas eu vejo que foi principalmente por consequencia "lá de cima".

Como já disse, desde que comecei a escalar, até 2002/2003 bombavam os campeonatos, e eram muitos!

Tinhamos mais ginásios, mais lojas de escalada, tinhamos uma grande feira realmente de aventura na Bienal de São Paulo.

Eu, com 16 anos, tinha um excelente patrocínio com um bom salário mensal, assim como outros escaladores.

Daí, não sei se foi o dólar que subiu quase até R$4,00 ou simplesmente a escalada saiu de moda, ou as vias tijolantes deram lugar aos acessíveis boulders, mas todo o mercado de aventura despencou, lojas e ginásio fechando, poucos campeonatos e com 6 ou 7 escaladores, etc.

Sendo assim, é compreensível como todos desanimaram em organizar e competir.

Mas hoje tudo está se reerguendo novamente, lojas abrindo, novas marcas e produtos surgindo e fortalecendo, teremos pela primeira vez na história um ranking nacional de boulder, as academias lotadas, até mesmo muita gente das antigas voltando a escalar, etc.

Não sei dizer bem o porque, mas que bom que o pior já passou.

Espero também que nesta mudança ascendente, tomemos mais forte a cultura de competição.

O Brasil é o único pais que vejo onde a galera não compete muito, alguns tem como medo da comparação.

Temos que mostrar que a competição não é pra ver quem é melhor e sim é uma grande oportunidade de aprendizado, auto conhecimento e evolução, é uma adrenante brincadeira.



Nesta semana publiquei um texto que foi enviado ao Blog de Escalada sobre a data em que completou pouco mais de um ano da morte de Bernardo Collares.

Como um texto pode ser interpretado de diversas maneiras tomei a iniciativa de entrar em contato com a Mãe de Bernardo para que ela concedesse entrevista ao Blog.

Muito educadamente, e de maneira bem solícita sua mãe Heliane Collares respondeu cada uma das perguntas que a enviei, e, a meu pedido. Não economizou palavras nas suas respostas.

Procurei fazer as perguntas da maneira mais direta possível para que pudesse esclarecer ao máximo os seus sentimentos com relação ao Bernardo.

Acompanhe a entrevista abaixo:

1 ) Heliane como soube da notícia da morte do Bernardo Collares na época?

No dia 05 de janeiro de 2011,voltava de um consulta medica com o meu marido, abri o portão e vi meus filhos ,nora,amigos, enfim, a familia nos esperando.

Leandro ,meu filho mais novo, veio ao meu encontro e perguntei : Foi a mamãe?

Minha mãe estava bem doentinha aos 98 anos, e já estávamos preocupados com essa possibilidade.

Ele respondeu: Não. Foi o Bernardo!


2) Como foi a organização da Família para proceder com resgate e procura do corpo de Bernardo?

Aí temos 2 partes .

Primeira parte:

50 horas depois do acidente, qdo nos foi dada a noticia, Katia uma das irmãs do Bernardo e sua filha Veronica ,imediatamente se comunicaram com o Itamaraty pedindo que se providenciasse o resgate do meu filho.

Comoa ajuda não acontecia, impetramos um mandado de segurança para ue meu filho fosse ainda resgatado com vida

Foi indeferido e assim, o Itamaraty nos negou qq ajuda dizendo que o Bernardo conhecia os riscos a que se expunha e não estava em missão oficial.

Comentando com uma amiga que tem uma prima desaparecida no Araguaia, perguntei se não lhes foi falado isso tb na época da ditadura.

Dito e feito! Era o que os militares diziam dos terroristas desaparecidos.

Por isso me comparo às Mães da Praça de Maio (até cartaz com foto do filho desaparecido já tenho), que não sabem o paradeiro dos seus filhos queridos.

A resposta aos nossos apelos feitos à Gendarmeria Argentina foi que não poderia fazer o resgate pois representava perigo aos resgatistas ,por ser o local inóspito, de dificil acesso e de clima hostil.

Segunda parte:

Qdo em fevereiro de 2011, nos foram entregues as fotos do platô vazio, foi-nos dito que ele só poderia estar na Super Canaleta, pois era como um funil. O que caisse do Fitz descia para lá. Era inevitável!

Nesse caso já não havia risco de vida para os resgatistas, então começamos tudo de novo. Agora era perto da base. E pensamos assim: meu filho trabalhou durante 10 anos para colocar o montanhismo brasileiro no topo ,não é justo que ele fique na base, afinal ,SÒ O CUME INTERESSA !

Então ,ao longo de 2011 fizemos novos e varios contatos com o Itamaraty e com a Gendarmeria para que no verão patagonico fosse feita a procura e o resgate do corpo do meu filho, para lhe satisfazer a vontade de crema-lo e ter suas cinzas jogadas do Pico Maior de Salinas. Uma das suas paixões.


3) Você concorda com a afirmação de que o acidente foi uma fatalidade?

Em um acidente sempre há a possibilidade de haver uma falha humana . Qdo acontecia um acidente com morte na montanha, ligava para ele conversávamos e ele dizia que tinha sido falha humana.

Procurando entender o que aconteceu perguntei mto e me foi respondido que, no caso do acidente dele houve não uma falha, mas várias. Erraram os dois na sua avaliação e na sua sofreguidão. Havia uma janela de 3 dias que seria suficiente, mas sairam com 1 dia de atraso, e esse dia fez toda a diferença,. Não fosse isso teriam chegado ao cume, voltado pela outra via menos perigosa e pronto . Só glória!

Escolheram a tecnica para rapelar, com nós, evitando levar mais equipamento para aliviar o peso. Em uma parede de rocha podre !!! Não podia dar certo, como não deu, caso precisassem voltar antes do previsto.

Erraram os dois nessa avaliação.Tudo isso me foi explicado no decorrer do ano.

Erraram tb na sofreguidão. Não conseguiram esperar uma janela perfeita, foram imprudentes, desafiaram demais.

E o ironico disso tudo é que suas palestras eram voltadas para a segurança, eram focadas no cuidado com a segurança..


4) O que você acredita que faltou para que Bernardo fosse resgatado?

Em primeiro lugar, pelo que hoje se apresenta, houve falha no diagnostico. Ele não estava tão incapacitado assim. Repito o que já escrevi no Facebook:

Ele não morreu de hipotermia na primeira noite. Não estava em um estado que não pudesse se mexer ,sequer pegar a agua deixada ao seu lado.

Não se jogou para se livrar das dores terriveis.

Não chegou até à borda com mochila ,saco de dormir , manta térmica e capacete para se aliviar das suas necessidades fisiologicas.Todos esses argumentos foram usados para se justificar a omissão de socorro e o sumiço do seu corpo que não foi encontrado no platô que estava vazio.

Pois bem, durante alguns dias 5 profissionais estiveram vasculhando a Super Canaleta, local onde ele poderia estar, caso alguma das hipóteses acima fosse verdadeira. Do meu filho, Bernardo Collares Arantes, acharam NADA !!!

Encontraram sim, material de 10 anos atrás, porque ,excepcionalmente,a Super Canaleta estava completamente sem neve.Verão igual a esse em El Chaltén não acontecia há 10 anos.

Faltou acertar a avaliação do que um ser humano é capaz. Um amigo dele escalador que defendeu essa tese logo no principio, agora me escreveu:

"Bom, Bernardo era um dos melhores no que se fazia! Sensato, Muito inteligente e Safo, Ele era a fonte de inspiração e informações a todos nos. Ele era um Crânio na Arte de Subir Paredes. Sabendo de seu perfil e de como ele sempre instruiu a todos com relação a segurança e proteção aos outros, nunca deixei de acreditar que ele no momento mais difícil da vida dele deixou de brigar pela sua própria vida!

Sempre tive isso na minha cabeça, ele por mais que tivesse desabilitado, ele tentaria algo para salvar sua vida e nunca para tirar sua vida! Ele era um escalador que tinha o conhecimento das técnicas verticais de resgate e de auto-resgate!

Ele era como um ninja, se da um pedaço de corda para ele, ele se vira para sair da situação de perigo!"

Voltando à época do acidente. O que faltou foi acreditarem na capacidade dele, diagnostico errado, e com isso, não foram levar uma sobrevida ao meu filho.

Mesmo acreditando no que foi publicado por pessoas que se dizem especialistas no assunto ,que ele estivesse realmente com dores terriveis, sem poder pegar a agua ao seu lado,bacia quebrada, possivelmente fratura na coluna , foi publicado que ele tinha até hemorragia, negaram a ele uma sobrevida. Decidiram que ele estava morto, e não estava.

Ele poderia estar aqui agora conosco, e pode ter certeza tentando outra vez!

No entanto ficou na solidão com frio, com sede pq não tinha fogareiro para derreter a agua,sem cordas, sem equipamento, mas valente que só ele, tentou. Tentou voltar para nós sua familia, tentou voltar para voces escaladores que ele tanto prezava, tentou voltar para os amigos que ele tanto amava. UM HERÓI!!!


5) Você saberia enumerar quais foram os amigos de Bernardo que procuraram você para mostrar apoio e condolências?

Naturalmente vc deve estar perguntando dos amigos da montanha.

Apoio não posso porque , coincidentemente ou não, todos pediram anonimato. Eles nos ajudam, nos esclarecem, nos orientam, nos ensinam principalmente, mas ,no anonimato.

Condolências: a Cris Jorge que veio junto com meus familiares para a comunicação da tragédia. Um cartão enviado de Chaltén trazido pela Erica minha filha qdo esteve lá tentando trazer o irmão vivo de volta para nós, assinado pela Mariana Candeia, Kika Bradford e Sblein Mantovani.

As Meninas da Montanha como as chamo,que organizaram a homenagem na Urca, recolheram o que foi exposto lá ,tudo com mto carinho,e bom gosto. Junto, um emocionante vídeo da Adriana Mello em homenagem a ele.

Todos mto bem guardados como um relicário.

Da Femerj ainda estou esperando . Do CBME tb.


6) Você teria alguma mensagem a dizer à comunidade de escaladores que ainda sente falta do Bernardo?


Não me canso de agradecer todo o carinho manifestado, e tantas conquistas de vias expressivas em sua homenagem. O acolhimento carinhoso que tive no Light, da homenagem prestada a ele no Banff.

Digo à comunidade de escaladores que sejam éticos, bondosos, corajosos e principalmente solidarios como o Bernardo o foi. Nunca deixem de socorrer a quem precise.

Transcrevo , novamente, trecho do artigo amoroso que o Miguel Freitas fez sobre meu filho,com o título de Tio Zé:

"Pra mim e pra muitos ele era o ponto de referência, você ligava pra brincar, compartilhar e também pro Tio saber onde é que os sobrinhos estavam e o que eles estavam fazendo de bom... Sei lá, vai que acontece alguma coisa? A Patricia Duffles resumiu bem isso contando como a irmã dela tinha uma ordem expressa “se acontecer algum acidente comigo na montanha, você não liga pros bombeiros não, liga pro Bernardo.”

Era óbvio.

O Bernardo era o cara, era quem a gente podia confiar pra ir fazer o nosso resgate. Ele estava sempre sabendo onde as pessoas estavam e, em mais de uma ocasião, saiu correndo de casa no meio da noite pra ir na montanha salvar os amigos (de verdade). Quando a Patty lembrou essa história do resgate e, olho no olho, me perguntou “e agora? quem é que a gente vai chamar quando precisar de ajuda?” Impossível não chorar com ela."


Sigam seu exemplo e o tio Zè ficara´mto contente!!!

dia 28 de maio tem como seu santo SÃO BERNARDO DE MENTONE Padroeiro dos alpinistas

Recebi de uma prima dele:"Procurando o significado de muita coisa, queria saber o do seu nome.Incrível, mas Bernardo já nasceu para as montanhas. Tem tudo a ver com o que ele mais amava. Veja o significado do seu nome: bravo como um urso (os ursos vivem nas montanhas), soldado valente. O nome tornou-se popular devido a São Bernardo que fundou um asilo na "região dos Alpes", no Sec. XII, o que inspirou o nome da raça dos cachorros que auxilia pessoas perdidas "nas montanhas!"

A morte do meu filho não pode ter sido em vão. Ele não merece isso!!!

Que sua morte sirva para que mudem ,melhorem a estrutura de resgate em Chaltén, evitando que outros corajosos montanhistas faleçam por omissão de socorro. Procurando um sentido para sua morte, vislumbro essa bandeira.

Ela foi desfraldada por ele !!!

Então aqui CONCLAMO a voces montanhistas, órfãos ( os que se consideram seus filhos da montanha), admiradores, seguidores, parceiros de cordada que ,realmente,são amigos do meu filho, que o amam e dele sentem tanta falta. Conclamo a fazerem valer esse novo legado que Bernardo deixou,além da continuação do legado que ele fez em vida, colocando o montanhismo brasileiro no TOPO, local onde pretendeu ,e conseguiu iça-lo!

Respeito ao ecossistema, preocupação com a segurança, acesso irrestrito às montanhas, respeito autorais e mto mais.Voces sabem...

Exijam respeito do governo argentino,pois ,além das divisas que levam àquele país, voces divulgam as belezas do local atraindo mais turistas, consequentemente mais divisas.

Exijam respeito do governo brasileiro carreguem a bandeira do Brasil, como o Bernardo, no capacete, ou nos ombros.

Exijam respeito que o governo deve a cidadãos que pagam seus impostos e difundem nosso país a cada conquista que fazem

Por isso, repito:

"Considero que Bernardo, até na sua morte, trabalhou para o montanhismo"

"Sua morte não pode ter sido em vão. Ele não merece isso "

Honrem, homenageiem ,dignifiquem esse ser iluminado ,que se transformou em uma estrela no céu!

A estrela guia dos montanhistas brasileiros, estrela guia de voces!

O ETERNO PRESIDENTE


7) Após pouco mais de um ano você ainda acredita que Bernardo continua desaparecido, porque?

Não acredito que ele esteja desaparecido. Ele ESTÁ desaparecido!

Ora, voce sabe onde ele está?


8) Você ainda acredita que ele esteja vivo?

Confesso que tenho essa fantasia. Se vc não encontra o corpo do seu filho acidentado, fica sempre esperando que ele apareça ali na esquina.

A mochila dele que Erica e Hugo trouxeram de Chaltén, ficou mto tempo fechada, como chegou, esperando sua volta para lhe devolver. Afinal, ninguém o viu morto!


9) Quando Bernardo estava por aqui e sempre viajava para, qual era a sua principal preocupação?

Havia sempre a preocupação com alguma queda, quebrar um braço, ou machucar o pé como foi no Baú...

Ele me disse que iria escalar o Cristo lado leste. Pra mim tudo bem ,até ver num programa da EXPN, os escaladores dormindo naquelas macas,penduradas na rocha!!! Liguei para ele imediatamente. Queria saber se ele tb teria dormido assim.

Pq qdo disse que dormiria uma noite por lá, imaginei uma gruta, uma caverna, uma reentrância que servisse de abrigo. Mas pendurado ? No ar?

Daí para a frente a preocupação aumentou.

Qdo ele tinha lá seus 7 , 8 anos, ele escalava a grade do edificio em Belo Horizonte e me perguntava: Mamãe posso subir?

E eu respondia: Subir pode, não pode é cair.

Palavras proféticas...


10) Os pertences de Bernardo , o que foram feitos com eles após um ano e meio?

Estão aqui comigo. Recebi aqui na minha casa a Adriana Mello e a Rafaela Kamacho , a chamado meu, para entregar documentos da Femerj que estavam com ele e tambem do CEC.

Roupas, etc, doamos, inclusive para os indios Tapajós que moram aqui no Rio.

Basicamente ,o que está aqui se refere a escalada. O que se referia a escalada e estava no computador dele ,fizemos o que ele nos pediu em vida. Leandro meu filho, entregou tudo para o Marcelo Roberto.

Assim como nos pediu para que suas cinzas fossem lançadas do Pico Maior de Salinas e se estivessemos com preguiça, o Pão de Açucar mesmo serviria.

Por isso penso em dividir suas cinzas em tres partes.Pão de Açucar, Salinas e Fitz Roy.

Vamos devolve-lo ao Fitz de uma forma ecologicamente correta, sem poluir com um cadáver um lugar que, para ele ,era uma santuário. Um lugar sagrado.

Tenho certeza que ele ficará mto satisfeito, pois sempre teve uma gde preocupação com a ecologia, com a poluição dos seus locais sagrados. Vamos colaborar e ele assim continuará a dar o bom exemplo de comportamento ecológico e ético.

Penso que, mesmo na morte ,meu filho trabalha para o montanhismo. Denunciando a precariedade do resgate em Chaltén, da ineficiencia e inoperancia dos governos brasileiro e argentino.

Do governo brasileiro que não cuida do seu cidadão pq não está em missão oficial.

Do governo argentino por não oferecer uma infra estrutura de resgate para os montanhistas que lhe levam tantas divisas.


11) Da mídia em geral, quais foram as que entraram em contato com você para entrevistas e depoimentos?

Fui procurada por praticamente todos.


12) Bernardo foi homenageado das mais diversas maneiras por todo Brasil, em especial no Rio de Janeiro. Há alguma outra homenagem que gostaria que prestassem a seu filho?

Especificamente não.

Mas sei que ao se completar um ano do acidente, foi sugerido à Femerj que colocassem o nome do Bernardo no Costão do Pão de Açucar e foi negado.

Contentaram-se em proclamar seus proprios feitos durante um ano, seguindo o trabalho que ele começou. Começou,organizou e excutou durante 10 anos! Dificil pensar que não seguissem esse caminho que ele desbravou.

E tb que será fetio o Museu do Montanhismo, em Salinas, sua escolha para descansar eternamente, e que teria o nome Bernardo Collares. Só que essa promessa , o Minc já havia feito em janeiro de 2011 :


"Lembro que, em setembro de 2008, em Petrópolis, quando levamos o presidente Lula para assinar a ampliação da área do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, o uso público dos Parques e várias RPPNs, o nosso Bernardo estava presente como interlocutor principal. Da mesma forma aqui no Parque Lage, em 2010, no dia da Mata Atlântica, quando o governador Sérgio Cabral assinou medidas semelhantes. Bernardo sempre nos apoiou, sugeriu, cobrou, atuando como um líder verdadeiro, simples, corretíssimo, criativo, corajoso.

Bernardo dignificou o esporte, a escalada, e deu a vida no exercício do seu sonho, nas montanhas geladas do sul da Patagônia.

Sua postura de vida deve ser divulgada como exemplo de integridade, coragem e dedicação, para que todos a conheçam.

Como Secretário Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro decido dar seu nome ao Museu do Montanhismo, que será criado nas futuras e definitivas instalações da subsede Friburgo (Salinas) do Parque Estadual dos Três Picos - um local que sei que é muito caro à comunidade dos montanhistas e escaladores em geral e a ele em particular, e que também foi atingido pelos recentes temporais, que inclusive destruiram a casa de uma dedicada funcionária daquele parque, a Helena.

A área onde será instalada a subsede e o futuro Museu Bernardo Collares já se encontra em processo de desapropriação, e a FEMERJ já poderia se mobilizar desde já para reunir o acervo que o integrará."

Donde se conclui que homenagem não houve...


Ser empreendedor com o público alvo voltado para o mundo outdoor é tarefa para poucos.

Embora possa parecer tarefa simples é necessário além de relisiência, é necessário muita imaginação e estar sintonizado com o púbico alvo, antever tendências e ter identidade com todos os tipos de público.

Resumindo : Não se pode ser pragmático, há de ser ousado e ter entusiasmo renovado a cada dia.

Com este desafio o carioca Cândido Bisneto se dispôs a entrar no ramo de fabricação de agarras para muros de escalada indoor.

No Brasil não há muitos fabricantes em que sua qualidade, e criatividade, possa fazer frente a fabricantes do estrangeiro, porém Cândido promete chegar lá.

O Blog de Escalada procurou o escalador para saber mais sobre seus produtos e seus planos de negócio.

1 – Cândido, como foi que teve a idéia de fazer agarras para muros de escalada?

Então essa ideia de fazer agarras surgiu porque sempre que íamos escalar ou treinar surgia aquele papo assim “Pow uma agarra nesse estilo ia ficar irado, se essa agarra tivesse um reglete ou fosse abaulada, aquela agarra daquela via é muito maneiro podíamos ter no muro uma parecida”.

Foi assim que resolvi começar a fazer as agarras para criar modelos únicos.


2 – Como são projetadas os formatos das agarras que fabrica?

Como disse as agarras surgem da ideia de amigos e também da minha criatividade, quando estou fazendo os protótipos penso em vias, em agarras que poderiam ficar interessantes no muro, depois de pronto mostro para alguns amigos darem opiniões.

E as coisas mais importantes são a anatomia que visa evitar lesões e a textura que tem baixa aspereza o que a torna mais confortável, fazendo com que o treino renda e seja mais completo.


3 – Como é o processo e Quais são os materiais usados na sua fabricação?

O processo é um pouco complicado foram alguns meses de pesquisa na internet, até chegar na formulação correta, para que a agarra não fique com o óleo da resina, tenha coloração e etc, foram alguns meses de testes ate achar o ponto.

Os materiais são silicone para fazer os moldes, resina, carga mineral e pigmento para fazer a agarra.

Depois de produzidas as agarras são conferidas uma a uma, para verificar furação e se a base esta reta, isso tudo para garantir a qualidade. Possuem furação padrão de 3/8, pode-se utilizar parafusos Allen ou Sextavados.


4 – Como estão sendo efetuada as suas vendas?

Eu estou divulgando as agarras através do Blog Das Predas, pelo Facebook e também por e-mail.

No momento estou somente com dois jogos, totalizando 23 agarras.

Jogo 1 – 10 agarras com diferentes pegas e formas, por R$70,00

Jogo 2 – 13 agarras com varias formas de pegada, por R$50,00

Eu estou com uma promoção de lançamento que na compra dos dois jogos até o dia 15/03/2012 o frete é grátis. Mas como essa semana vou lançar novos modelos, vou passar a dar frete grátis em todas as compras acima de R$100,00.


5 – Como você vê o mercado fabricação de produtos para escaladores hoje?

O mercado em geral vem crescendo muito, e no mundo da escalada também, sempre surgem novos produtos e produtos específicos.

O mercado de agarras vem crescendo bastante também, me lembro que quando comecei a escalar eram poucos fabricantes e poucos modelos disponíveis, hoje já temos vários fabricantes e uma diversidade muito grande de modelos.

A Candido Agarras é uma nova opção de agarras no mercado, feita de escalador para escalador, visando atender a todas as necessidades para tornar seu treino mais completo e também busca ter os melhores preços do mercado.


6 – Quais são as pessoas que estão ajudando você neste empreendimento?

Os meus pais me deram força para começar a investir nas agarras e meus amigos Diogo Pokemon, Daniel Coçada e Paulinho sempre estão dando ideais e sugestões para novos modelos.


7 – Caso alguém se interesse em entrar em contato com você como ele deve proceder?

O contato pode ser feito através do Facebook “Candido Agarras” ou pelo e-mail candido.bisneto@hotmail.com


Durante o ano de 2011 houve o surgimento de várias propostas de web-series. O conceito deste tipo de formato de entretenimento é relativamente simples : realiza-se uma série de vídeos que são disponibilizados somente na WEB, e com a opção de download dos mesmos.


No caso de web-series de videos Outdoor, disponibiliza-se primeiro nos sites dos patrocinadores.


Com uma proposta mais bem elaborada, os produtores de “The Season 2” procuraram dar um aspecto mais profissional (e comercial) à produção de de vídeos outdoor produzindo um resultado interessante e que pode servir de inspiração para várias empresas investirem no ramo.


Antes de analisar a web-serie “The Season 2”, é importante explicar para quem é leigo sobre o que é uma temporada de séries para EUA e Canadá. Uma temporada na TV aberta consiste em uma série de episódios (Geralmente em quantidade de 22) que são exibidos durante um período do ano, nisso da-se o nome de “temporada”.


Vale Salientar que esta explicação é a mais simplista possível, e não vale como uma explicação detalhada.


Durante uma temporada de uma série como há muito o que a ser exibido dos personagens, há a necessidade de se aprofundar no psicológico do personagem, tornando-o assim mais intima sua relação com o público.


Por “Temporada” (Season em inglês) entenda que é a “janela” de meses que as pessoas que vivem em países com estações do ano muito definidas. Por "muito definidas" entenda que um inverno muito rigoroso em boa parte do ano, diferentemente do que estamos acostumados aqui no Brasil, em que a prática de esportes outdoor é beneficiada por um clima muito mais favorável.


A estrutura da série gira em torno de cinco personagens que praticam os mais diversificados esportes outdoor : Thomasina Pidgeon (Boulderista), Ryan Peterson(pescador) , Craig DeMartino (escalador), Greg Hill(Esquiador montanhista) e Jeremy Norris and Kevin Landry (Ciclistas).


A série portanto é muito voltada ao dia a dia dos praticantes, e em como eles conseguem equilibrar sua dedicação ao esporte, os objetivos para a temporada, e sua vida pessoal.


Os personagens escolhidos, em sua maioria, também possuem trabalhos formais e família para sustentar. Com isso há um elemento disponível para se aprofundar em cada personalidade, e estreitar ainda mais os laços afetivos com o público.


Fatores estes determinantes para que uma maior fatia do público outdoor se identifique com as soluções e consequências de suas escolhas para que cada um possa se dedicar aos projetos que eles mesmos traçaram para a temporada.


Seguramente uma série em que há personagens carismáticos, e histórias interessantes, certamente haverá audiência.


Por possuírem cinco personagens, e apenas 5 minutos cada episódio (fator determinado por serem vídeos disponibilizados na internet) algumas histórias demoram a serem concluídas, dando certa ansiedade para o telespectador.


O decorrer da série há a alternância entre depoimentos fortes como o de Craig DeMartino que teve sua perna amputada após um acidente durante a sua escalada, com momentos um pouco menos atraentes, como divagações sobre a natureza do pescador Ryan Peterson.


Esta oscilação de foco em sentimentos é característica esta natural em séries, já que há de se estender a temporada por 22 episódios.


A série como um todo é interessante de ver, e em seu total de quase duas horas (são 22 episódios de 5 minutos em média), e apesar de certo pragmatismo em seu roteiro é bastante entretenida.


Por ainda ser um formato em seu início, a série pode ser considerada uma das melhores de seu segmento, porém ainda distante de um clássico a ser visto por todos.


Um dos pecados da série foi não ter aprofundado em temas mais profundos da personalidade de cada um dos personagens, passando em vários momentos uma certa superficialidade. Isto porém não compromete a qualidade da série, que possui imagens bonitas e depoimentos de impacto para quem assiste.


Com uma edição cuidadosa, a captação de imagens foi muito valorizada e deixa qualquer pessoa com vontade de colocar o pé na estrada , e planejar seus projetos para a temporada.


Toda a série pode ser baixada da internet, sendo que cada capítulo possui cerca de 120mb(caso seja baixado em qualidade de HD), e desde o seu início teve uma marca de mais de um milhão de downloads, o que pode ser considerado um sucesso de divulgação.


Não há duvida de que os patrocinadores ficaram satisfeitos com o resultado.


Os produtores "Duct Tape Than Beers" já haviam se aventurado em filmes como o viral, e bem artistico, "love letter assim como a primeira temporada do "The Season", e vem mostrando maturidade a cada trabalho novo. Com isso já despontam como referência no segmento de webseries outdoor.


Para se ter mais informações a respeito da série, assim como outros projetos realizados pelos produtores visite : http://www.theseasontv.com




Credibilidade no universo Outdoor

Acabei de ser informado de que estarão exibindo em um site que tem como objetivo cair no gosto do publico outdoor um filme pela internet com alardes de que será com "exclusividade".

O filme esta disponível faz cerca de 6 meses livremente para visualização em : http://vimeo.com/27786807

Obviamente não há exclusividade nenhuma. Este tipo de anuncio e no mínimo uma afronta a sua inteligência

Ter credibilidade no universo outdoor demanda tempo, dedicação e muita disciplina.

Não somente de atletas, mas também de quem pretende trabalhar com os adeptos dos ditos “esportes de aventura”.

Ao que parece algumas pessoas insistem em acreditar que NINGUÉM usa a internet, ou até pior ignora a existência total das redes sociais.

Blogs de grande difusão para comunidades como este aqui, o Desce Daí Doido, O Blog do Eliseu na ESPN e os site da 4Climb são excelentes fontes de diálogo com os usuários e adeptos do esporte de escalada.

Alem de haver estes blogs, há ainda o Facebook, Twitter e Google+ que possuem uma fatia gigantesca das pessoas que praticam este esporte.

Ligados a isso, existe ainda os sites que divulgam vídeos como Vimeo, Youtube, DailyMotion entre outros.

Deixei de fora propositalmente sites de grande importância para a comunidade como o AltaMontanha, Webventure, Trekking Brasil somente para falar dos principais. Sites de qualidade, diga-se.

De fora porque não são exatamente redes sociais e sim sites ou portais.

Todos os sites e blogs citados acima estão ligados e costumam compartilhar notícias.

Mas ao que parece ainda existem pessoas que não sabem que estes blogs citados existem.

Praticamente, também acreditam que o buscador Google poucos sabem usar.

Que conselho dar a alguém que divulga conteúdo de domínio público e que a longa data foi divulgado a sua disponibilidade , e que ate mesmo já foi difundido pelas redes sociais?

A sugestão mais formal seria um pedido de que na atualidade somos merecedores de mais respeito por parte de quem gosta do esporte.

Pois alardear que há exibição “exclusiva” de vídeo que está a bastante tempo disponível para visualização é o equivalente a viver em outra dimensão de realidade.

Por maquiar a verdade é que impede de que todo mercado outdoor tenha um crescimento real e sustentado, e não como a bolha que conhecemos no passado.

Para dizer o mínimo, é lamentável que ainda exista iniciativas assim.

Sempre que a North Face se dispõe a promover seus vídeos o resultado, em sua maioria, são de grande qualidade.

O mais interessante é que todos são um verdadeiro exemplo de como fazer (ou não fazer) filmes outdoor de grande qualidade técnica e que garante o entretenimento a quem assiste.

Importante lembrar que um bom filme outdoor é aquele que para alguém que não pratica o esporte, ou até mesmo o leigo, fique satisfeito com o que está assistindo. Um conceito simples mas difícil de empregar.

No seu último vídeo promocional "Tent Bound in Devil's Bay" é evidente que a linguagem de filmes de natureza evoluiu e já pode visulumbrar um conceito de gênero emancipado, não somente embrionário, de estilo de fazer videos.

Assista ao filme abaixo e fique boquiaberto e deslumbrado com a qualidade apresentada :

Enquanto em terras brasileiras, ou sulamericanas, não existe nenhuma, mais uma websérie de escalada está sendo divulgada.

Após o sucesso de "The Season 2", que está disponível para download de TODOS os capítulos (são 23 ao total), outros produtores se animaram em tambem fazer produções do gênero.

Visto que o esporte não é o queridinho de canais de esportes tradicionais, e mesmo canais ditos de esportes de aventura não valoriza esportes como escalada, trekking entre outros, as webséries parecem uma excelente alternativa para marcas e atletas divulgarem seu trabalho.

No Brasil mesmo o canal novo de esportes de aventura que foi lançado pela rede globo foca mais os tradicionais Surf e Mountain Bike, e comete o deslize de colocar outros esportes que não são outdoor.

É bom lembrar que o que norteia a busca dos canais é a audiência, e por possuir um público em que até mesmo encolheu seus campeonatos (chamariz para público leigo, gostem ou não os puristas) perde destaque sem dúvida.

A série Vertical Bailing já está no segundo capítulo, e é muito bem realizada. Todos os capítulos possuem roteiro e boa edição.

O pouco conhecido Joonas Kortelainen tem se dedicado a filmar esportes Outdoor, e tem evoluido muito a cada vídeo publicado.

A série é envolvente, e sempre conta a história de uma maneira que sentimos fazer parte da vida do que está sendo retratado, mérito total dos roteiristas.

Vale a pena além de assistir, baixá-los e assistir em TV grande pois cada episódio estão em HD.

Acompanhe os dois primeiros capítulos abaixo :



Se existe algo quer abomino é a covardia.

De qualquer núivel aplicado por qualquer pessoa.

Tive o desprazer de ler esta semana em listas de discussão e blogs pelo mundo afora, assim como mensagens na minha opinião a respeito da dupla de F.D.P´s que passaram por cima de toda uma comunidade que cuidava do local conhecido como El Chaltén.

Pois bem, em uma reunião realizada pela região, com cerca de 120 pessoas que tiveram o seu direito de voto, de escolha e principalmente de respeito (afinal por mais boçal que seja o escalar ele faz parte da sociedade goste ele ou não), os covardes escaladores mostraram que além de não possuir carátere educação, também deixaram os colhões em casa.

Não apareceram para mostrar a cara a tapa, como também mostraram uma carta que por si só é um cuspe na cara de todo e qualquer escalador que acredite que haja comunidade de montanha.

A mesma falta de "pelotas" também se aplica ao respeitabilíssimo Rolando Garibotti, que deve te-las perdido pelas suas escaladas.

Um ato perfeitamente normal para uma dupla que agiu de maneira covarde. Fossem eles, os tres, homens de verdade e de honra teriam no mínimo aparecido lá e assumido o feito.

Mas não o fizeram, claro porque são no fundo crianças assutadas e provavelmente foram correr para a barra da saia da mãe chorar como fazem os covardes.

O curioso também é que viraram fumaça? Ninguém conhece estas pessoas sem culhão, "sin pelotas", "without any balls or spine"? Ninguem sabe o paradeiro?

Leia trecho da declaração puzilânime :


Como sociedade nós removemos outros erros, como o Muro de Berlin. A história não pára. A história está acontecendo agora. Esperemos que os grampos sejam história algum dia'. - Zach Smith

Se você tiver sorte o suficiente para ter um vislumbre do Cerro Torre em um raro dia de sol, você vai entender porque muitos a consideram que a montanha mais bonita e atraente do mundo. Messner chamou-a de “um grito transformado em pedra”. A contradição entre a sua grande beleza e seus aspectos intimidante fará girar a cabeça de qualquer alpinista empreendedor que lhe deseja um dia experimentar.

Em meados de janeiro de 2012, Hayden Kennedy e eu completamos a maior escalada de nossas vidas. Mas nossa escalada se envolveu numa controvérsia lamentável da mesma forma como uma nuvem envolve a montanha.

Combinamos de nos encontrar em El Chaltén, cidade que é porta de entrada para as montanhas da Patagônia, no início de dezembro de 2011. No mês que antecedeu nossas viagens, Hayden e eu não nos falamos muito. Ele estava na Turquia fazendo escaladas esportivas e preocupado com uma menina norueguesa. Eu estava no México saltando de parapentes.


Leia o trecho completo em : http://www.altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=3255

A produção inglesa “The Long Hope” era aguardada com ansiedade, muito por causa do feito do escocês Dave MacLeod de conseguir escalar em livre uma parede de 350 metros de altura à beira mar no Reino Unido. A via não foi escalada em livre antes porque era considerada “muito difícil para ser escalada em livre”.

O filme é uma das melhores produções inglesas desde “E11”, e pode ser considerado obrigatório em videoteca de qualquer escalador. Com roteiro impecável, e ângulos de filmagens bastante criativos, que contou com uma edição primorosa, pode ser considerado como o melhor filme de escalada de 2011.

Os produtores britânicos optaram por uma abordagem curiosa e ousada: misturar declamações de poesias do conquistador, com declarações dos próprios conquistadores de 1970 e a preparação de MacLeod.

O resultado desta receita foi um filme exuberante e que em muitos momentos nos passa a sensação de que foi um filme feito por escaladores da velha guarda para escaladores da velha guarda.



Não há em nenhum momento declarações sobre ética e outras discussões(e divagações) do gênero que sempre fazem parte de filmes que retratam a velha guarda. A via que dá nome ao filme foi conquistada em 1970, em escalada artificial, em um local inóspito e de clima ruim. O escalador Dave MacLeod elogiou a coragem dos conquistadores, que à época ficaram sete dias nesta parede para concluir a conquista.

Junto com toda a preparação do escalador, há uma explicação de como é a dificuldade deste local a ser escalada. Tudo com a maior didática possível, o que torna o filme agradável até mesmo ao público leigo. Pontuando o filme há as declarações dos conquistadores, e de como foi, em nível de detalhes e emoções raramente divulgados em filmes outdoor.

O roteiro não linear neste aspecto serve como uma verdadeira aula a quem deseja saber mais sobre este estilo de roteiro. Um ponto a se ressalvar seria a da dificuldade que teria uma pessoa que não domina o idioma britânico, pois há muitos diálogos e declamações de textos em tom de poesia (no melhor estilo Shakespeare) teria dificuldade de acompanhar o filme.

Porém o desejo dos produtores foi exatamente dar um tom mais intelectual a uma produção de escalada, tendo como resultado um filme elegante, emocionante e principalmente entretenido. As cenas em que um dos conquistadores, hoje perto dos 70 anos e enfermo de Parkinson, vai visualizar o local e a via pela última vez são emocionantes.

As cenas da escalada de MacLeod são muito bem filmadas, e editadas, passando a noção exata de realizar uma via com proteções móveis. Durante sua ascensão encontra agarras sujas com muito musgo,aquele “tempinho” de garoa o qual a Inglaterra é conhecida, além da dificuldade técnica. Nestas cenas há também o aspecto inovador de procurar mostrar o poder de concentração do escalador, aliado à sua força.



A produção “The Long Hope” ainda guarda certos tons de cores e iluminações típicos dos filmes ingleses e que transmite aquela sensação de clima sombrio e tenebroso. Contudo, o filme já é desde já um clássico instantâneo de filme de escalada.

Com um preço levemente “salgado” de £15 (cerca de R$41,00), é compensado pela sua alta qualidade de produção. Tanto nos aspectos técnicos quanto nos aspectos de atividade de escalada.

O filme muito possivelmente irá fazer parte de vários festivais no ano de 2012 pelo mundo (incluindo Telluride nos EUA), e deve chegar a ser exibido ao público nos festivais a serem realizados no Brasil no segundo semestre.


Para sabermais sobre o filme vá em : http://hotaches.com/

Você já ouviu falar de Rafael Takahace?

Não?

Então decore o nome dele.

Rafinha, como também é conhecido é um dos escaladores mais promissores do estado de São Paulo e do Brasil.

Ele ainda não atingiu a sua maioridade, porém possui marcas e feitos de fazer inveja a muito escalador veterano do Brasil. Rafael é seguramente uma das grandes promessas de escaladores com potencial para quebrar as marcas já estabelecidas por escaladores daqui.

Rafinha que sente orgulho de ser uma "cria" da academia 90 Graus de São Paulo ( a academia mais frequentada da cidade paulistana), não se esquivou sobre assuntos delicados como a inexistência de campeonatos paulistas, patrocínio.

Somente saiu pela tangente em assuntos mais sérios como que vestibular irá prestar.

Acompanhe abaixo a entrevista de Rafael Takahace para o Blog de Escalada

1 – Rafinha, hoje você é uma das grandes promessas da escalada esportiva brasileira, como é conviver com esta fama repentina?

Bom, não sei se tenho toda essa fama, hahahaha!

Mas sempre que alguém fala “ Nossa, ta escalando bem hein! Logo mais só vai dar você nas competições”, eu fico meio sem jeito e sem resposta pra dar, mas sempre agradeço e tento mudar de assunto, hahahahaha!!!!

Porém não vou negar que gosto, sempre é bom ser reconhecido por algo que você se empenha e dedica!!

2 – Como é o equilíbrio estudo x escalada?

Conciliar a escola e o esporte é uma tarefa árdua.

Meus pais desde o começo falaram “ Você tem que ir bem na escola, senão não escala!” e sempre foi dessa maneira.

Sempre que tem alguma matéria que eu precise estudar um pouco eu deixo de treinar e fico em casa com a cara nos livros.

Mas até hoje eu não tive muitas dificuldades em achar o equilíbrio entre o estudo e a escalada, sempre consigo tirar boas notas e passar de ano.


3 – Como foi que você começou a escalar?

Eu começei a escalar na minha escola.

Começou somente como uma atividade extracurricular que eu me enteressei.

Aos poucos, participando de campeonatos e treinando cada vez mais forte, fui levando mais a sério o esporte e conforme segue a história, estou onde estou.

4 – Qual é a relação que seus pais tem com esta sua paixão pela escalada?

Meus pais nunca deixaram de me apoiar.

Sempre me acompanharam, tanto para capeonatos quanto para viagens; sempre me levaram à academia para treinar; sempre se sacrificaram, tanto financeiramente quanto físicamente para poder fornecer um bom equipamento, locomoção e inscrição para campeonatos e até registros como fotos e vídeos para poder divulgar minha escalada.

Sempre fizeram de tudo para que eu pudesse crescer no esporte.

Para eles eu só tenho à agradecer pela dedicação e ao esforço para pode fazer com que eu avançasse tanto como esportista quanto como ser humano.

5 – Está chegando o momento comum dos adolescentes de escolher qual vestibular prestar. Quais são seus planos?

Até agora não tenho nenhum plano.

Não sei que faculdade eu vou prestar e não sei que área eu vou seguir, só sei que eu quero continuar escalando. Hahahahah!!!!!

6 – Como é a sua rotina de treinamento?

Na semana eu treino 5 dias:

terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sábado e domingo.

Nas terças-feiras eu costumava fazer um acompanhamento com o Paulo Gil, mas devido à um contratempo estamos em ressesso, portanto é o dia que eu tiro pra escalar com a galera.

Nas quartas-feiras e sábados eu faço um treino de força que envolve séries de exercícios tanto no finger board quanto no campus board.

Nas quintas-feiras e domingos eu faço um treino de resistência em algumas travessias variando as séries, as linhas e o tempo de descanço entre cada entrada.

7 – Se fosse para você enumerar os seus feitos na escalada, quais você mais destacaria?

Vou fazer uma lista com três feitos em campeonatos e três feitos na rocha.
Campeonatos:

1. 4º Lugar no Campeonato Brasileiro de 2011
2. 7º Lugar no Rokazbloc de 2011
3. 42º Lugar no Campeonato Mundial Juvenil na Escócia em 2010
Rocha:
1. Crença - 9C de segunda
2. Sika Dura - 9C
3. Fullon na Sika - 9C

Obs.: Rumo ao décimo hahahahah!!!!!

8 – Para o ano de 2012 quais seus objetivos na escalada?

Em 2012 eu planejo escalar mais na rocha (em 2011 não confirmei muito minha presença nos picos), planejo competir forte nos campeonatos que eu me propor a disputar e planejo mandar meus projetos e criar novos, hahahah!!!

9 – Existe algum local de escalada no Brasil que pretende conhecer o mais rápido possível?

Há diversos locais que eu já ouvi falar, alguns picos no nordeste, alguns um pouco mais ao sul, mas um lugar que venho pilhando de ir é no Cocal e em Atibaía conhecer alguns picos de boulder, fora entrar em vias que nunca entrei em picos que já conheço como no Cipó ou em São Bento.

10 – Quando você diz que escala seus amigos se assustam ou ficam empolgados para irem com você?

Meus amigos ficam meio que indiferentes, eles acham legal, perguntam algumas coisas, quando eu consigo uma boa colocação em campeonatos eles me parabenizam, mas poucos pilharam pra ir na academia comigo e muito menos continuar treinando.

11 – Houve algum amigo ou colega de escola que também se dedicou ao esporte?

Houve uma época que muitos amigos meus começaram à escalar, mas foi algo momentâneo, apenas dois ou três continuaram por mais um tempo e depois pararam por falta de incentivo.

12 – Hoje qual conselho você daria a alguém que deseja começar a escalar?

A escalada não é uma atividade que se aprende da noite pro dia, requer tempo, paciência e o principal dedicação, se você tiver esses três elementos você estará apto para crescer e evoluir no esporte.

13 – Hoje não há muitos campeonatos de escalada no Estado de São Paulo e também no Brasil. Como é para você esta realidade?

O fato do número de campeonatos ter reduzido drasticamente é desmotivante.

Eu lembro de uma época onde em São Paulo havia seis campeonatos estaduais ao ano e que ainda havia quatro etapas do brasileiro, uma em cada estado.

Hoje não temos NENHUMA etapa do campeonato paulista e uma estapa do campeonato Brasileiro que só é realizada devido à boa vontade e dedicação da academia Rokaz e de marcas como a 4climb que está apoiando e patrocinando todos os eventos de escalada.

Tanto no cenário Indoor quanto em eventos que ocorrem na rocha.

Pelo cenário atual, podemos ver que algumas associações estão meio desmotivadas à realizar eventos que contribuiriam para a divulgação do esporte que logo logo poderá se tornar olímpico.

Temos que mudar essa situação com urgência!!!!!!

14 – Não há muitas novas revelações de jovens talentos como você na escalada. Você saberia dizer qual seria o motivo?

Eu tenho algumas teorias, mas o motivo certo eu não sei.

Deve ser algo relacionando com a adolescência ser uma fase onde os jovens só querem saber de sair, fazer amigos, excessos, etc.

Eu não os culpo, querendo ou não treinar requer sacrifícios não só na escalada como em qualquer atividade que você se propõe a praticar como tocar um instrumeto, ou jogar xadrez por exemplo, tudo demanda tempo e dedicação para que se possa aprimorar e melhorar a cada dia.


15 – A escalada na cidade de São Paulo há apenas dois locais para o treinamento de escalada. Na sua opinião porque há tão poucos locais em uma cidade que já teve 4 locais?

Bom, grande parte do motivo de São Paulo não ter mais 4 ginásios de escalada é meio que o monopólio do “mercado”.

Devido a grande diferença de acessibilidade e divulgação, uma empresa se sobrepõe a outra fazendo com que a mesma feche, criando um mercado onde há poucas opções, não sei se deu pra me entender, mas essa é uma das minhas teorias.

A outra teoria que pode estar associada à anterior, se deve à falta de motivação e divulgação da comunidade escaladora, fazendo com que, numa cidade grande como São Paulo, somente duas academias seja suficiente para satisfazer a “demanda” de escaladores.

16 – Você possui algum patrocinador, ou mesmo alguém (com exceção dos pais é claro) que apóie você?

Todos os meus amigos, tanto escaladores quanto da escolas e de outros lugares sempre me apoiaram e para eles eu só tenho à agradecer.

Eu estou com apoio da 90 Graus, o ginásio de escalada onde eu treino, e estou vendo de conseguir um apoio de uma loja de um amigo de artigos de esportes ao ar livre que se chama “ Casa do Brother”, estou a procura de patrocinadores como sempre, portanto uma ajuda sempre é bem-vinda, hahahahahah!!!!

Vídeos

Contador de visitas

Blogs Brasileiros

Blogs Internacionais

Blogs interessantes

.